quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

*por Mariana Lemos

O ano mal começou e já sinto que se passaram seis meses. Se deslocar em São Paulo #nãotáfácil, então peguei trânsito e cheguei atrasada para assistir a final do 'Guru Eletrônico' - Hackathon que o Olhar Digital promoveu no Mackenzie - SP nos dias 2 e 3 de Fev. 

Ainda bem que já existem aplicativos como o Waze, que nos ajudam a driblar o trânsito com rotas alternativas (só que isso só funciona quando você USA! risos). Bom, como esse blog não serve de 'muro das lamentações', vamos direto ao ponto!

Aplicativos, ó, lindos aplicativos, que entraram em nossas vidas sem pedir licença e nos conquistaram com as mágicas tecnológicas que fazem todos os dias. Agora falando sério, tem APP pra comprar ingresso de cinema, pra pagar conta, pra pagar mais barato em restaurantes, para vender roupa usada, pra fazer playlists... E a lista vai longe! Os aplicativos são verdadeiros facilitadores da rotina humana, por isso os amamos! <3

Pensando em surfar a onda dos aplicativos, o Olhar Digital resolveu reunir mentes brilhantes em um Hackathon para facilitar a vida de quem quer comprar produtos eletrônicos e não sabe qual device escolher, por isso o nome do evento: 'Guru Eletrônico'. O objetivo era promover uma competição entre grupos formados por programadores, designers, e demais profissionais do mundo de desenvolvimento. Os 3 criadores dos três primeiros APPS ( a banca de jurados era "de peso") ganhavam prêmios  e um reconhecimento todo especial. 

Deu pra entender mais ou menos o que é um Hackathon? São maratonas de programação de software. Desafios com um tempo limite para serem cumpridos e julgados. Normalmente os Hackathons são lançados para que se crie uma inovação - de preferência útil! Esse termo é uma união das palavras “hack” ( que significa programar de forma excepcional) e “marathon” (maratona).

O Hackathon do Olhar Digital me surpreendeu positivamente. Cheguei a tempo de assistir as apresentações das versões finais dos aplicativos e o nível foi alto. A banca de jurados não aliviou nas críticas e soube reconhecer os pontos fortes de cada grupo. Senti que todo mundo deveria aprender a programar suas ideias malucas, que lá no fundo sempre têm algum fundamento. 

Gravamos esse vídeo para mostrar mais ou menos o que rolou por lá. Vale a pena ver.  

                

O Bluemix - plataforma de programação na nuvem da IBM - foi a grande sensação do evento, porque deu aos participantes a possibilidade de desenvolver o APP de forma rápida e simples. Até quem nunca tinha ouvido falar na plataforma conseguiu trabalhar bem nela - e com acesso ao Watson, diga-se de passagem. 

Há quem goste de Hackathons, há quem odeie e há quem seja indiferente, mas o que não podemos negar é que criar aplicativos nos eleva a um patamar de donos de nossas próprias ideias. Ontem eu vi universitários com habilidades de criar e vender suas próprias inovações, que podem solucionar problemas importantes (ou não, claro) no mundo todo.  Se isso não é o futuro, eu não sei o que é. 

Vejam mais detalhes sobre o evento na cobertura do Olhar Digital, aqui!



Posted on 16:46 by TI+simples

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

*Por Maria Fernanda Espinosa


Carnaval em São Paulo. Os blocos de rua devem reunir mais de dois milhões de pessoas nas ruas da cidade. Para quem não sabe, essa folia toda começou de uns quatro anos para cá. Em 2012, por exemplo, cerca de seis blocos embalavam os festeiros no ritmo do carnaval na "selva de pedras". Hoje, mais de 300 atrações levam para as ruas paulistanas um mar de gente. 

Aí você vai me perguntar: o que isso tem a ver com dados? O que tem a ver com startups? Vamos lá. Para explicar, passamos rapidamente pelo tema "redes sociais". 

Antigamente, somente a mídia noticiava o Carnaval de rua de São Paulo. Os portais davam informações sobre os horários dos bloquinhos e pronto, todo mundo ia para as ruas. Hoje, esse quadro mudou. Pense, por exemplo, em quantos eventos no Facebook você disse que tem interesse ou que comparecerá. Desde o bloquinho “Casa Comigo” ao “Sidney Magal”... Você pode não saber se vai ou não, mas esses dados estão lá, à distância de um clique. 

O que quero dizer é que a organização destes eventos hoje é feita principalmente via mídias sociais. Pense que enquanto estou escrevendo e você lendo, mais de 3 milhões de tuítes estão sendo gerados globalmente por minuto. Tem noção? É muita informação disponível! E quem alimenta as redes com informações somos nós, oras! 

Estive na Campus Party recentemente para assistir a palestra do executivo do IBM Research Brasil, Claudio Pinhanez. Ele disse que ao contrario do que muitos pensam, o que está revolucionando nosso mundo é a Internet das Pessoas e não a Internet das Coisas. “Temos observado que cientificamente a nossa capacidade cerebral aumentou, isso por causa dessas relações entre pessoas e mídias sociais”, ele exemplificou. Pinhanez brincou que atualmente somos os Homus Interneticus, e ele está certo! 


"A Internet das Pessoas vai ter um impacto maior na raça humana do que Internet das Coisas", Claudio Pinhanez durante a Campus Party 2016


Tá, mas e as startups em meio a isso tudo? Bem, não existe uma fórmula mágica para se diferenciar no mercado a não ser INOVANDO. Importante lembrar: não estamos falando de inovação no estilo ‘copiação’. Então, como inovar? Entendendo o consumidor, oras! Só depois de descobrir de fato o que seu cliente precisa você poderá criar soluções fora da caixa para ele. O Pinhanez provou por A+B que ferramentas de análise de dados nos levaram a um outro nível de conhecimento dos nossos públicos de interesse, mas se fosse tão simples todo mundo faria isso, né? O maior desafio é aplicar o Big Data e Analytics nos tão famosos dados não-estruturados, coletados em redes sociais, por exemplo. 

E é aí que o carnaval entra! rs Eventos como os mais de 300 bloquinhos de rua "conectam" muuuuuuitas pessoas às redes sociais. Estas pessoas produzem dados e os dados viram insights para que as empresas entendam o que seus clientes querem. Viagem? Pode parecer, mas não é! 

O Pinhanez entregou o mapa para a estrada de tijolos amarelos aos empreendedores presentes na Campus: “Primeiro é preciso interpretar os dados. Os algoritmos vão ler o que precisa ser lido, mas a máquina humana é quem limita e direciona as informações”. As armadilhas no meio do caminho também podem nos enganar. Nas redes sociais, por exemplo, existem interações programadas que não são feitas por seres humanos, e sim por robôs. Isso ocorre com frequência quando empresas/pessoas querem aumentar o número de seguidores, mas não é uma prática muito conveniente para quem tem interesse em coletar comportamentos de pessoas. “Todas as empresas tem de tomar muito cuidado com os posts. Quais estão bombando ou estão sendo bombados?”, perguntou Pinhanez durante a palestra. 


Campus Party 2016

Um exemplo prático? Na época da Copa do Mundo, a IBM colocou o DeepFAMA para capturar tuítes do Brasil inteiro e fazer uma análise de sentimento a partir disso. Mas, como nem tudo são flores, o Pinhanez percebeu, junto com a equipe responsável pelo projeto, que um determinado jogador tinha um comportamento diferente em campo do que acusava o medidor. “Quando fomos apurar, vimos que as meninas estavam tão motivadas pelo aspecto físico do jogador que falavam só coisas positivas e isso em algum momento nos deixou confusos”, lembrou. Tudo isso para explicar que nós, humanos, ainda somos fundamentais nos processos de análises de dados. 

Em tese, a palestra que o Cláudio deu para os geeks da Campus Party me ajudou a entender que as redes sociais são fundamentais para ajudar startups a desvendarem seus consumidores e a inovarem. Não é fácil, não é simples, mas é possível! =) 

**Atualmente, a IBM possui ferramentas gratuitas disponíveis para a experimentação tanto de análise de dados quanto de computação cognitiva. Elas estão na nuvem e você pode acessar neste link aqui: http://ibm.co/20xuIPl

Posted on 18:01 by TI+simples

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

*Por Maria Fernanda Espinosa 

Imagine a seguinte situação. Você agenda as tão sonhadas férias para os Alpes Suíços. Agora, só falta comprar roupas de frio e adereços para sobreviver às baixas temperaturas. O ideal é pesquisar bastante sobre preços e oportunidades para não cair nas famosas pegadinhas do mercado.
Huummm… Quem poderá te ajudar nessa missão, dando dicas sobre vestimentas e acessórios de qualidade que se encaixem no seu orçamento? 

A internet conectou o mundo inteiro. Queiramos ou não, já vivemos uma era na qual a tecnologia nos ajuda nas tomadas de decisões e contribui para um atendimento cada vez mais personalizado aos consumidores. Cada cliente é um universo. É até engraçado pensar que algumas companhias ainda não entenderam que conseguem, por meio de um mapeamento de comportamento de compras e pelas informações que você gera e curte nas redes sociais, ofertar oportunidades que conquistariam e fidelizariam clientes. De passagens aéreas a livros interessantes para as longas horas de viagem, ou mesmo uma almofada para acomodar sua cabeça enquanto descansa. Na verdade, esse seria o cenário perfeito! Mas nem todos os varejistas estão utilizando tecnologias que ajudam a direcionar ofertas individualmente e personalizadas. 

Sim, nem tudo são flores… E temos acompanhado um cenário desafiador para o lojista brasileiro. Não é preciso ter bola de cristal para saber que sobreviverá quem se tornar mais eficiente no atendimento personalizado ao cliente, “abocanhando” uma parcela maior do mercado e também investindo suas forças na gestão, controle, pessoas, operação e redução de custos, combatendo o desperdício e reavaliando e melhorando os processos, para desenvolver um negócio sustentável. Se coloque no lugar da pessoa que vai para os Alpes. Ela não será a primeira e nem a última a ir para lá, mas ela quer um atendimento personalizado. É o que todos nós queremos, não? Nesse sentido, o mercado precisa investir no desenvolvimento de produtos, ambiente de lojas e mensagens direcionadas, seja num mundo on ou offline. Depois da internet e do analytics, só não sabe o que um cliente quer o varejista que não investe em TI.

Em poucos anos a análise de dados (Analytics) será o carro-chefe das operações de varejo, pois conseguirá mapear as condições dos comércios possibilitando as melhores tomadas de decisões, tanto para dentro, quanto para fora, na captação e retenção de consumidores. Pesquisa recente da IBM sobre inovação a partir desta tecnologia mostra que 64% dos líderes já estão utilizando Big Data & Analytics para inovar a experiência do consumidor, e 60% estão aplicando-os em estratégias de marketing e vendas. 

A intersecção entre o digital e o físico vai continuar. Muitos comércios estão investindo em aplicativos com geolocalização para ofertar produtos e acompanhar o perfil de compra de seus consumidores. Outros, porém, podem explorar a computação cognitiva para interagir com o consumidor. O cliente que quer comprar casacos, por exemplo, pode entrar no site da North Face e contar para o Watson - sistema de computação cognitiva da IBM - o que ele quer. O Watson possui o incrível ‘dom’ de entender o que este cliente precisa, sugerir produtos e aprender com o feedback que ele dará sobre os produtos sugeridos. Loucura? Não. Lembram-se do famoso jargão: não é feitiçaria, é tecnologia? Pois é, acho que ele nunca irá morrer.

Nossa CEO Global, Ginni Rometty, explica exatamente o que estou tentando contar aqui no vídeo abaixo (em inglês). Olha só:

              



O pano de fundo para a maioria dos cases de sucesso no setor varejista foi o evento NRF 2016 "Retail's BIG Show", realizado em Nova York, de 17 a 20 de janeiro. Temas como engajamento, comportamentos de compra, personalização e tecnologias para inovar foram o ponto de discussão para a inovação. O evento também falou muito sobre os pequenos negócios, ressaltando a importância da adoção de tecnologias para aplicação de novas ideias e também para redução de custos e operações. A IBM participou do evento, mostrando para o mercado novas soluções de análise de dados, que vão aprimorar as operações, identificar melhores condições para o público-alvo e responder à dinâmica do mercado com maior precisão. 

Ah, também descobri que há um APP feito pela IBM que usa algumas habilidades do Watson para ajudar consumidores a comprarem produtos diversos nos EUA, olha só.

Próximos capítulos? Veremos em cada uma das nossas experiências como consumidores no varejo.


Posted on 13:57 by TI+simples

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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

*Por Kelly Bassi

Quando falamos sobre inteligência artificial sempre há um clima de desconfiança e medo no ar. Pensamos em robôs invadindo a terra, uma guerra entre máquinas e humanos cheia de efeitos especiais. Isso se deve muito à forma com que o cinema tratou o tema até pouco tempo – sempre ligado a uma história de dominação das máquinas frente à raça humana. Filmes como O Exterminador do Futuro (1991), Matrix (1999) e Inteligência Artificial (2001) dão arrepio ao imaginar as vontades e os interesses dos robôs predominando sob à humanidade. Além da intenção de desfecho cinematográfico, esta ideia de dominação estava ligada à incerteza do que seria o futuro e como este tipo de tecnologia seria utilizado.
À medida que a inteligência artificial vem se tornando realidade na rotina das pessoas, vemos que Hollywood começou a tratar o assunto de maneira mais amigável, com robôs assistentes dos humanos. Isso não é por acaso, pois é desta forma que a tecnologia vem se mostrando útil para a sociedade. As animações Wall-e (2008) e Operação Big Hero (2014), ambos da Walt Disney Pictures, ilustram essa nova Era da relação entre homens e os sistemas computacionais.

Ao invés de um apocalipse tecnológico, vemos nestes dois desenhos os robôs operando para o bem-estar das pessoas. Baymax, do Operação Big Hero, é um agente pessoal de saúde que ajuda as pessoas no tratamento de doenças e anomalias. Ele é acionado assim que ouve um “ai” (ou em inglês “au”) e só desliga quando diagnostica que o doente está recuperado e o paciente se sente seguro para dispensar o robô. Já no Wall-e, o robô foi criado para limpar a Terra que está coberta de lixo e a personagem EVA tem a missão de encontrar vegetação no planeta que está abandonado e sem vida.

Assistimos a estes dois filmes e encontramos semelhanças entre os robôs da Disney Baymax, Wall-e e EVA com o Watson da IBM. Antes de explicar melhor essas afinidades, atenção: não faça confusão! O Watson não é um robô e nem um supercomputador, mas um sistema de computação cognitiva que analisa grandes volumes de dados e processa a informação de forma parecida com um ser humano. O Watson pode ser utilizado em futuros robôs para aprimorar suas funcionalidades. É o que a IBM irá fazer em parceria com a SoftBank no robô japonês Pepper.

Vamos as semelhanças!

Linguagem Natural – Os personagens robóticos das duas animações entendem linguagem natural, assim como o Watson - que é a capacidade de entender a língua que nós humanos falamos, seja por meio de sons ou da escrita. É muito mais do que reconhecer determinado idioma, entra também compreender o sentido da combinação entre orações e palavras. O BayMax é o robô que melhor representa esta habilidade. O agente pessoal de saúde é acionado quando escuta um sinal de dor humana e mantém uma conversa natural com seu paciente. Esse trecho do filme Operação Big Hero ilustra melhor o que estamos falando sobre a forma de interação com os humanos.




Hipótese – Encontramos outra relação comum entre o BayMax e o Watson que é a capacidade de pensar, ou seja, gerar hipóteses sobre determinado assunto de acordo com as informações que o sistema possui. O BayMax consegue chegar a uma conclusão de diagnóstico e tratamento para seu paciente correlacionando os exames do doente com estudos médicos que ele “ingeriu”. Na vida real, o Watson Oncology trabalha praticamente da mesma maneira, com a diferença de sugerir para o médico o melhor tratamento de combate ao câncer para cada paciente, de forma totalmente individual e personalizada.

Aprendizado – A disposição de apreender é outra característica entre o Watson e os personagens. O sistema de computação cognitiva da IBM aprende de forma supervisionada e não supervisionada. Fazendo um paralelo com o filme do Wall-e, a EVA foi criada para encontrar plantas no planeta terra. Para isso, foi treinada para saber identificar o que é uma planta. Por meio de acerto e erro, ela tem confiança do que ela deve procurar. Isso é um aprendizado supervisionado! Veja neste trecho do filme, como ela apreendeu certinho o que é um vegetal.


Já o aprendizado não supervisionado é quando o Watson já tem um alto grau de confiança sobre o que está certo e o que está errado (ou seja, já acertou muitas vezes algo!). Então, ele começa a caminhar sozinho assimilando novos conteúdos. O Wall-e, por exemplo, sabe o que é lixo, mas consegue identificar o que pode ser aproveitado diante de todo aquele entulho. O filme só não mostra quem ensinou isso para ele. Um momento bem engraçado é quando o Wall-e descobre que a força do extintor de incêndio joga as pessoas para trás e depois usa essa técnica para “voar” no espaço junto com a EVA, rendendo uma das cenas mais românticas da animação. Dá uma olhadinha <3

 


Para finalizar, vamos apontar uma grande diferença que vimos entre o Watson e os robôs da Disney, que é o acesso à tecnologia. No Operação Big Hero, o BayMax é destruído quase no final do filme. No entanto, o protagonista Hero consegue reconstruir a criação do seu irmão porque o cartão com todo conteúdo médico do robô fica a salvo. Ufa! Essa é a vantagem do Watson, pois ele está na nuvem. A IBM está trabalhando para que a tecnologia de computação cognitiva seja cada vez mais democrática e acessível para qualquer empresa e desenvolvedor, por isso, disponibiliza os serviços do Watson no IBM® Bluemix. Relembre neste vídeo, como o Hero reconstruiu o BayMax.


  
Ficou com vontade de assistir as animações? Achamos alguns links dos filmes na integra.

Posted on 11:46 by TI+simples

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