quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Por Eric Bragion*

O mercado financeiro recentemente voltou seus olhos ao maior país da Ásia Oriental e o mais populoso do mundo, a China. Em setembro de 2014, o grupo Alibaba registrou o maior IPO da história, com US$ 25 bilhões. 

Esse índice é retrato de como o comércio eletrônico, e por consequência a globalização, veio para ficar. Fora isso, em uma análise um pouco mais detalhada, podemos entender que, embora existam cada vez mais multinacionais e a globalização seja uma realidade, mercados locais não estão condenados.

A estrutura do Alibaba em si já nos faz entender um pouco melhor esse universo: embora seja um gigante de bilhões de dólares, um dos seus principais ativos, o site alibaba.com, nada mais é do que uma vitrine em escala global onde pessoas e empresas podem comprar e vender produtos por meio da Internet. Mas isso só é possível graças à mudança do perfil do consumidor. 

Antigamente, era unanimidade que marcas conhecidas representavam qualidade e status. Hoje, um estudo do Institute of Business Value (IBV), braço de pesquisas da IBM, revelou que a consumerização digital foi determinante para acabarmos com este estigma. Com isso, a fidelidade à marca parece estar diminuindo e novos grupos de consumidores surgiram: os entusiastas são altamente propensos a se identificar e engajar com as marcas que gostam. Os ambivalentes são conhecidos por terem pontos de vistas positivos em relação à marca, mas são relutantes no engajamento com elas. Os puristas possuem certo desejo de reconhecimento de marca, mas não se envolvem e preferem produtos fabricados localmente. Já os descomprometidos estão mais ligados ao custo do produto, com baixa preferência na relação com marcas.


Globalmente, a predominância de consumidores ambivalentes demonstra a não fidelidade à marca, o que abre precedente para que pequenas e médias empresas ingressem em mercados que antes eram dominados por grandes marcas e conquistem novos clientes; daí o sucesso do Alibaba. Em entrevista ao jornal PropMark, o executivo de marketing da consultoria da IBM Brasil, Renato Gritti, dá uma dica para quem quer explorar esse novo universo. "As empresas precisam pensar na interação com o público e saber que a experiência tem de ser positiva, se possível maravilhosa. O efeito da mídia social já é uma realidade - para o bem e para o mal".

Esse “namoro” entre pessoa jurídica e física pode ser nada fácil. Os entusiastas são volúveis e facilmente influenciados pela concorrência. Os ambivalentes esperam ser abordados de forma relevante. Já com os puristas e descomprometidos não vale gastar investimentos e técnicas de engajamento que encontrarão nada além de silêncio. Para eles, entender a necessidade e entregar o máximo de valor possível, principalmente na hora da venda, são pontos fundamentais. 

O estudo do IBV pode ser ainda mais empolgante para os marketeiros, uma vez que é possível analisar a relação comunicação de massa x públicos: quanto mais disposto a engajar com as marcas, maior é a influência da comunicação de massa sobre ele.



Diferentes públicos, abordagens diversas, ampla carteira de produtos e a necessidade do imediatismo. Com tudo isso, parece impossível conquistar um espacinho para seu negócio, não? O Alibaba mostra que não, afinal, ele começou como uma startup.

Para somar a tudo isso, entra em cena mais um recurso tecnológico: o Big Data. Ele ajuda no monitoramento do mercado, formação de marca, desenvolvimento de portfólio, elaboração de estratégias, entre vários outros itens. Mas esse tema fica para um próximo post!


*Eric Bragion é consultor de Comunicação para IBM Brasil 

Posted on 14:38 by TI+simples

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Se já não bastassem as milhões de solicitações que os computadores fazem a cada segundo, a Internet das Coisas conecta à rede cada vez mais dispositivos. Segundo levantamento da IBM, em 2004 cada usuário de dispositivo móvel registrava uma transação por dia. Hoje, esse índice já está em 37 transações e deverá atingir duas centenas em 2025, o que resultará em trilhões de interações móveis diariamente.





Para atender essa demanda, as máquinas têm seus sistemas cada vez mais integrados e sua velocidade de processamento alcançando índices inimagináveis. Afinal, o que significa 2.500.000.000? 2,5 bilhões é o número de transações por dia que o z13, Mainframe da IBM recém-lançado, alcança. Basicamente, esse equipamento, que processa um grande volume de informações a milhares de usuários, é o primeiro a atingir esse índice e possibilita gerenciar a criptografia em tempo real em todas as transações de dispositivos móveis.


Cinco anos de desenvolvimento, US$ 1 bilhão de investimento, mais de 500 patentes registradas e a colaboração entre 60 clientes são mais alguns números “monstruosos” que o z13 carrega com ele. A complexidade da computação fez com que o sistema fosse além de apenas entregar o pedido: o z13 é o primeiro a dobrar a velocidade de tecnologias de criptografia para que as transações móveis sejam mais rápidas e seguras e o primeiro mainframe com analytics incorporado de modo a fornecer informações em tempo real 17 vezes mais rápidas que qualquer outro método. Ter a capacidade de iniciar a detecção de fraude em tempo real nas transações comerciais com insights analíticos modificados dinamicamente, que CISO (Chief Information Security Office) nunca sonhou com isso?



Lendário por sua capacidade de escalar de forma confiável e lidar com múltiplas cargas de trabalho, ter até oito mil servidores virtuais – mais de 50 por núcleo – gera, ainda, à plataforma System Z competitividade na redução de custos de software, energia e instalações. Mas a arquitetura mainframe não melhora somente a empresa; o gerente de infraestrutura tecnológica do Sicoob, Marcos Vinicius, conta como sua vida pessoal também foi afetada.


Posted on 15:17 by TI+simples

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Em uma época em que as máquinas e o homem estabelecem um relacionamento cada vez mais próximo, ouvir sobre inovação não é só uma constante, mas uma necessidade das empresas a todo o momento.

Na verdade, o conceito que parece atual já havia sido explorado pelo economista Joseph Schumpeter em seu livro Teoria do Desenvolvimento Econômico (Die Theorie der Wirschaftlichen Entwicklung), de 1911, quando ele afirmou que a inovação é o motor do processo de mudança e impulsiona a economia.

Apesar de completar 104 anos em 2015, a teoria ainda permanece atual. De acordo com a lista "Best Global Brands 2014", da Interbrand, que classifica as marcas mais valiosas no mundo, das cinco primeiras colocadas, quatro estão ligadas à tecnologia, entre elas a IBM. 

Isso não é por acaso.

Pelo 22º ano consecutivo, a IBM lidera o número de patentes nos Estados Unidos, com 7.534 registros. Foram mais de 80 mil desde 2003. Você se lembra do filme "Eu, Robô", que em 2004 levou para as "telonas" robôs que eram utilizados como empregados e assistentes dos humanos? Os passos nessa direção já começaram a ser traçados: 500 das patentes registradas são provenientes de estudos em computação cognitiva, área do sistema Watson.

Com um Centro de Pesquisa instalado no país,  a IBM Brasil também marcou presença com 19 patentes obtidas pelo laboratório brasileiro que iniciou suas atividades há cinco anos. Uma dessas invenções pode ser conhecida no vídeo abaixo, pelo seu próprio inventor.


           



Mas não basta inventar e dar entrada na papelada: toda pesquisa enviada ao órgão americano, onde fica a sede da IBM, é analisada, o que leva cerca de três anos, em média, para a concessão do registro. Assim, esse número é o resultado do primeiro e do segundo anos de trabalho. Muita coisa ainda está por vir.


Diversas previsões já foram feitas para 2015, mas, de acordo com o “O Profeta da Inovação”, a inovação deverá continuar sendo notícia por muitos anos.



Posted on 15:50 by TI+simples

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