quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Credit: Ian Thompson - TNC
Acaba de começar mais uma edição do Corporate Service Corps da IBM! Desta vez, o programa global da companhia, que busca capacitar organizações diversas, levou  funcionários do Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Filipinas, Romênia e Japão, além do próprio Brasil, para Belém, no Pará. Lá, vão trabalhar junto com a The Nature Conservancy (TNC) – que é considerada uma das maiores organizações de conservação ambiental do mundo e atua em 35 países – para ajudar a conservar a Amazônia e estimular a produção sustentável de alimentos.

Durante um mês, os IBMistas ficarão na capital paraense para aprimorar um sistema criado pela TNC para contribuir com a redução do desmatamento e organizar o planejamento territorial das zonas rurais: o Portal Ambiental Municipal (PAM).

O PAM tem como proposta o registro de dados mais precisos sobre as propriedades rurais de um município, o que é de grande importância para a qualidade das informações inseridas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) – uma exigência do governo brasileiro para pôr em prática o Código Florestal. O PAM também auxilia o processo de gestão ambiental municipal e ajuda os governantes a tomarem decisões sobre como expandir a atividade econômica local sem prejudicar as áreas preservadas.

Essa semana a equipe já participa de um seminário com membros da TNC e autoridades governamentais. Esse período também será marcado por extensas reuniões, uma vez que o projeto prevê, ainda, a criação de um plano de desenvolvimento para o portal, a fim de multiplicar a ferramenta para outros municípios. 



Posted on 17:39 by TI+simples

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Ele existiu sim! Fabio Gandour, com a relíquia em mãos.
Recordação de um amigo.

Semana passada algumas pessoas se surpreenderam com a notícia do primeiro smartphone do mundo que completou 20 anos. Mas, como assim? O Iphone não foi lançado em 2007? Foi, mas o Simon chegou primeiro. Muito antes do seu tempo e vamos contar o por quê. *


Ele chegou quando a rede de telefonia móvel nem conversava com a rede dos telefones fixos.
É, reclamam que ligação do celular para fixo é mais cara, mas naquela época nem isso existia. Não tinha conversa. Ou melhor, não tinha rede.

E além disso, tínhamos outras questões ainda não solucionadas.

Hoje o nível de paciência das pessoas pode ser nivelado ao tempo que se espera que uma página da Internet  carregue no smartphone, com a rede WIFI a expectativa é alta. Se o desempenho do WIFI for igual ao 3G, já tem reclamação. Imagina aguardar 1 ano para ter em mãos um celular. Sim, em 1993 você pagava USD 2 mil pela linha de telefone, mais 1200 pelo aparelho e ainda ficava numa fila de espera de 8 meses a 1 ano.

Somando o preço mais que elevado ao fato de você adquirir essa linha para falar com... ninguém!! Já podemos imaginar o resultado: o bicho não pegou.

Fabio Gandour, cientista chefe da IBM Brasil, acompanhou a chegada do Simon por aqui e foi ele quem nos contou toda essa história da rede de telefonia e sobre esse ''smartphone do futuro''. Segundo ele, seis modelos do Simon foram enviados ao país com o objetivo de implementá-los nas grandes três áreas que envolvem o mundo desde o princípio: finanças, saúde e educação. 

O projeto do Fábio focava em saúde. Na época, as ambulâncias possuíam rádios para comunicação, que muitas vezes não pegavam. Então, imagina que sensacional a equipe de resgate, que geralmente atendia em estradas e rodovias, possuir um celular para entrar em contato com o médico e obter orientações mais urgentes. Demais né? Seria. Se as operadoras tivessem instalado as antenas prometidas. 

É. Tínhamos um smartphone. Sim, touch-screen. Mandava e-mails, tomava nota e passava mensagem, até fax! Fax na época era sinônimo de ostentação. Gandour conta que tinha amigos que faziam questão de mandar aquele recado na saída do almoço, em alto e bom som "EI TE MANDO UM FAX''.  Mas, infelizmente, o mundo ainda não compreendia a capacidade do Simon e não estava pronto para isso.
 O problema da tela quebrada existe até hoje, don't worry Simon!

Equipamentos muito caros, falta de usuários, sem infra-estrutura necessária. Talvez uns mais pessimistas olharam e pensaram: besteira, isso não faz sentido... Outros mais visionários, como o próprio Fábio, que chegou a pensar, poxa seria interessante se no resgate os profissionais de saúde pudessem enviar imagem para um médico de um Simon para outro... Seria. E acabou sendo, dez anos depois.

Cazuza estava certo quando cantou que o museu é cheio de grandes novidades. Simon nasceu quando o termo smartphone nem existia. O irmão mais velho dos nossos aparelhos merece o nosso parabéns. Afinal, foi ele quem começou com tudo isso.

*Fábio Ganduor é cientista chefe da IBM Brasil e nos contou toda  história do Simon no país

Posted on 16:49 by TI+simples

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

 
Na semana passada, a IBM anunciou em um artigo publicado na Revista Sciense que desenvolveu um chip que simula a maneira com que a mente humana reconhece padrões. Chamado de True North, o chip usa energia equivalente a um aparelho auditivo comum e pode, eventualmente, desenvolver cálculos que desafiam supercomputadores hoje. O projeto foi desenvolvido pelo time de  SyNAPSE do IBM Research, nos Estados Unidos, em parceria com a Agência de Projetos de Pesquisa Avançados de Defesa e cientistas de diversas universidades.

Esta nova tecnologia pode revolucionar a computação porque opera como o “lado direito” do cérebro, onde estão às funções que processam a informação percebida pelos sentidos, conseguindo interpretar atos como a mente humana. Por exemplo, o processador pode reconhecer uma mulher em um vídeo pegando uma bolsa ou controlar um robô colocando a mão em um bolso e pegando uma moeda. Os computadores e robôs atuais têm dificuldade de “entender” essas ações.
  
Em protótipo, o True North pode ainda ser usado com outras tecnologias de computação cognitiva, como IBM Watson, para criar sistemas que aprendem, raciocinam e ajudam as pessoas a tomarem melhores decisões.



As malhas interligadas de transistores, semelhantes às redes neurais do cérebro,permitem que o novo chip funcione como a mente humana. Esses “neurônios” eletrônicos do chip conseguem sinalizar quando um tipo de dado – a luz, exemplo - ultrapassa um centro linear. Depois, organiza essas informações em padrões sugerindo as mudanças, conforme a luz vai ficando maisbrilhante ou mudando de forma.

Cada um dos novos chips da IBM possui 5,4 bilhões de transistores e consome 70 miliwatts de energia. Os modernos processadores disponíveis hoje no mercado em computadores pessoais e centros de processamento de dados possuem 1,4 bilhões de transistores e consomem de 35 a 140 watts. Este é um avanço relevante para a computação por possibilitar o aumento da a velocidade dos processadores sem correr risco de superaquecimento.

Entenda mais sobre as possíveis aplicações do novo chip da IBM, nesse vídeo:





Na opinião do Ethevaldo Siqueira, comentarista da CBN, o maior avanço em microeletrônica da atualidade é o True North, confira:


            

Posted on 15:32 by TI+simples