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Ele existiu sim! Fabio Gandour, com a relíquia em mãos.
Recordação de um amigo.

Semana passada algumas pessoas se surpreenderam com a notícia do primeiro smartphone do mundo que completou 20 anos. Mas, como assim? O Iphone não foi lançado em 2007? Foi, mas o Simon chegou primeiro. Muito antes do seu tempo e vamos contar o por quê. *

 

Ele chegou quando a rede de telefonia móvel nem conversava com a rede dos telefones fixos.
É, reclamam que ligação do celular para fixo é mais cara, mas naquela época nem isso existia. Não tinha conversa. Ou melhor, não tinha rede.
E além disso, tínhamos outras questões ainda não solucionadas.
Hoje o nível de paciência das pessoas pode ser nivelado ao tempo que se espera que uma página da Internet  carregue no smartphone, com a rede WIFI a expectativa é alta. Se o desempenho do WIFI for igual ao 3G, já tem reclamação. Imagina aguardar 1 ano para ter em mãos um celular. Sim, em 1993 você pagava USD 2 mil pela linha de telefone, mais 1200 pelo aparelho e ainda ficava numa fila de espera de 8 meses a 1 ano.
Somando o preço mais que elevado ao fato de você adquirir essa linha para falar com… ninguém!! Já podemos imaginar o resultado: o bicho não pegou.
Fabio Gandour, cientista chefe da IBM Brasil, acompanhou a chegada do Simon por aqui e foi ele quem nos contou toda essa história da rede de telefonia e sobre esse ”smartphone do futuro”. Segundo ele, seis modelos do Simon foram enviados ao país com o objetivo de implementá-los nas grandes três áreas que envolvem o mundo desde o princípio: finanças, saúde e educação.
O projeto do Fábio focava em saúde. Na época, as ambulâncias possuíam rádios para comunicação, que muitas vezes não pegavam. Então, imagina que sensacional a equipe de resgate, que geralmente atendia em estradas e rodovias, possuir um celular para entrar em contato com o médico e obter orientações mais urgentes. Demais né? Seria. Se as operadoras tivessem instalado as antenas prometidas.
É. Tínhamos um smartphone. Sim, touch-screen. Mandava e-mails, tomava nota e passava mensagem, até fax! Fax na época era sinônimo de ostentação. Gandour conta que tinha amigos que faziam questão de mandar aquele recado na saída do almoço, em alto e bom som “EI TE MANDO UM FAX”.  Mas, infelizmente, o mundo ainda não compreendia a capacidade do Simon e não estava pronto para isso.
 O problema da tela quebrada existe até hoje, don’t worry Simon!

 

Equipamentos muito caros, falta de usuários, sem infra-estrutura necessária. Talvez uns mais pessimistas olharam e pensaram: besteira, isso não faz sentido… Outros mais visionários, como o próprio Fábio, que chegou a pensar, poxa seria interessante se no resgate os profissionais de saúde pudessem enviar imagem para um médico de um Simon para outro… Seria. E acabou sendo, dez anos depois.

 

Cazuza estava certo quando cantou que o museu é cheio de grandes novidades. Simon nasceu quando o termo smartphone nem existia. O irmão mais velho dos nossos aparelhos merece o nosso parabéns. Afinal, foi ele quem começou com tudo isso.
*Fábio Ganduor é cientista chefe da IBM Brasil e nos contou toda  história do Simon no país

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