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A saúde é um dos segmentos que a tecnologia pode proporcionar grandes benefícios à sociedade. Desenvolver formas mais eficazes de tratamentos e descobrir a cura para novas doenças são os principais motivos que fazem dessa parceria um casamento perfeito. Especialistas até apontam que o relacionamento entre a saúde e a tecnologia será ainda mais feliz, já que o uso da TI na área deve diminuir custos de operações. Para continuar inspirando a medicina do futuro, este casamento está seguindo os caminhos do big data, das redes sociais e da computação.
O TI + Simples participou do evento Medicina do Amanhã, promovido pelo hospital Albert Einstein e conta os principais temas discutidos. O big data vem atuando em testesestatísticos e na correlação de dados de maneira inovadora. A  proposta é utilizar as informações, por exemplo, para prevenir doenças e sua propagação em tempo real. Essas informações são úteis para os governos anteciparem surtos – como de dengue e malária – e elaborarem um programa preventivo de saúde pública.
A viabilidade deste tipo de análise de dados será cada vez maior devido à queda do preço dos dados. Este é o caso do genoma humano e o seu sequenciamento que, há 10 anos, custava mais de 1 bilhão de dólares, caiu para menos de 5 mil dólares. Alguns especialistas acreditam que em algumas décadas a sequência de genoma pode chegar a custar o mesmo valor de um exame de sangue.
Já as redes sociais têm a habilidade de mudar nosso comportamento e apresentam potencial de rastreio e previsão de doenças. James Fowler, coautor do livro Connected, diz que não é de surpreender que quanto mais amigos você tem no Facebook, mais cedo você pode pegar gripe na época de contágio. As mídias sociais podem auxiliar na prevenção da gripe. Hoje, até existem serviços de compartilhamento de informações de pacientes
com doenças similares para colaboração em rede, como é o caso do PatientLike Me e do Cure Together. Essas ferramentas permitem a melhoria de testes clínicos.

A ultima novidade é a computação cognitiva na área da medicina personalizada. Esta tecnologia dá suporte ao diagnóstico de doenças e às decisões de tratamento a serem tomadas pelo médico e paciente. Um exemplo concreto é o Watson. O sistema da IBM foi criado a partir da análise de grandes volumes de dados e funciona de maneira parecida com o cérebro humano. Tem a capacidade de filtrar uma vasta literatura médica e correlacionar o caso estudado com outros casos parecidos no mundo e, por fim, desenvolver respostas precisas sobre o caminho mais indicado para o tratamento. Atualmente, o Watson é usado na área médica para análise de casos clínicos e diagnósticos de câncer feitos de forma automática, em conjunto com instituições médicas.
“Primeiro computador cognitivo do mundo é o Watson da IBM que ja nos possibilita as mais bem sucedidas aplicações de inteligencia artificial na medicina. Esse supercomputador supera tudo que conhecíamos aqui, nesse campo.” Ethevaldo Siqueira, jornalista e especialista em teconologia, em sua coluna especial sobre futuro na CBN. Ouça o comentário completo:

           

Esperamos que esse casamento entre a tecnologia e a saúde seja eterno e cada vez mais feliz para continuar gerando frutos a sociedade.

Para saber mais:

Veja na reportagem do SPTV – São Paulo recebe fórum sobre o futuro da medicina 

IBM Big Data in a Minute: Transforming unstructured data into better healthcare outcomes

Supercomputador deve ajudar médicos em diagnósticos e decisões

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Comentários

Lia Medeiros
26 de setembro de 2014

Sou uma apaixonada pela tecnologia e atuo numa área onde ela é minha grande parceira que é a Comunicação. Reconheço todos os benefícios que a tecnologia traz para a humanidade e para o planeta. Mas, em todas essas colocações, imagino que a função humana acaba por ficar muito diminuída ou quase anulada diante da força e do brilho da tecnologia. Tecnologia e Humanidade caminhando juntas é muito melhor! :)

timaissimples
3 de outubro de 2014

Olá Lia, tudo bem? =)
Hoje fizemos uma atualização no post, com o comentário do jornalista e especialista em TI, Ethevaldo Siqueira, em que ele toca justamente no seu ponto: computadores cognitivos não substituem médicos! Pelo contrário, o objetivo é que a computação cognitiva somatize forças com os profissionais da saúde, assim os maiores beneficiados serão os pacientes, que terão um diagnóstico muito mais rápido, com tratamento ainda mais personalizado. Nós também somos amantes de tecnologia e pensamos como você. Ela não veio para substituir e sim, para agregar. Obrigada pelo seu comentário.

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