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A epidemia do Ebola na África Ocidental está se agravando a cada dia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 9 mil pessoas já foram infectadas pela doença e o número de mortos ultrapassa 4,8 mil. A comunicação eficaz com as pessoas infectadas e a apuração de dados precisos sobre a real situação são cruciais para conter a epidemia.

Hoje, a IBM anunciou uma série de iniciativas para ajudar os governos e as agências humanitárias na África e ao redor do mundo na luta conta o Ebola. As ações estão sendo lideradas pelo Laboratório de Pesquisas da IBM na África, no Quênia, e conta ainda com o apoio da sua rede global de centros de pesquisa, incluindo o Brasil.
A principal iniciativa é a utilização de um sistema de engajamento dos cidadãos e de analytics em Serra Leoa, um dos países mais afetados pela doença, que já registra mais de 3,7 mil infectados e 1,2 mil mortos. A proposta é que a plataforma permita que as comunidades afetadas pelo Ebola comuniquem os seus problemas e preocupações diretamente ao governo local via SMS e chamada de voz.
A plataforma é capaz de identificar rapidamente as correlações e destacar as questões emergentes em todo o conjunto de mensagens, utilizando as funcionalidades da tecnologia de analytics na nuvem. Como os dados de SMS e voz possuem localização específica, a IBM vai criar heatmaps para mapeamento e visualização da situação em cada região. Esse sistema foi desenvolvido em conjunto com a Iniciativa Aberta de Governo de Serra Leoa e a operadora Airtel disponibilizou um número para que os cidadãos enviem gratuitamente as mensagens SMS.
Mais outros dois esforços da IBM unem-se a essas iniciativas: a doação da tecnologia IBM Connections para o Centro de Operações do Ebola na Nigéria para ajudar a controlar o nível de erradicação da doença e uma plataforma global de compartilhamento de dados relacionados ao Ebola.
Globalmente, os voluntários da IBM estão liderando um esforço para ajudar a identificar, registrar e classificar todas as fontes de dados em aberto relacionadas ao surto do Ebola e estão pedindo que as organizações em todo o mundo contribuam com dados. O objetivo é criar um Banco de Dados Aberto do Ebola que irá utilizar a tecnologia em nuvem da IBM SoftLayer para fornecer dados aos governos, agências humanitárias e pesquisadores.
Mais informações sobre as iniciativas aqui e nesta entrevista da pesquisadora da IBM, Saska Mojsilovic.
Veja o primeiro heatmap criado pela IBM com informações reportadas por cidadãos da cidade de Freetown, em Serra Leoa.
Clique na imagem para ampliá-la

 

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