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IBM anunciou uma parceria com a Repsol, empresa global de óleo e gás com sede em Madri, na Espanha, para o desenvolvimento da primeira pesquisa no mundo sobre o uso da computação cognitiva na área petrolífera. O objetivo é encontrar novas técnicas para diminuir o grau de incertezas e riscos do negócio e, consequentemente, aumentar a produção de petróleo e descobrir novas reservas. Serão desenvolvidos dois protótipos cognitivos
para auxiliar a Repsol a escolher os melhores caminhos para seguir nestes assuntos.
Você deve estar se perguntando, será que a computação cognitiva é capaz de indicar as melhores decisões? A resposta é “sim”, mas ela não fará isso sozinha. O intuito é que ela extraia conhecimento dentro de um vasto conjunto de dados que levaria décadas para ser analisado pelas pessoas. Em resumo, saímos de uma era onde as máquinas podiam ser programadas para fazer cálculos e partimos para o momento em que as máquinas são programadas para gerenciar informações.
O segmento de óleo e gás possui os sistemas mais avançados do mundo em geologia, geofísica e ciências químicas e, por isso, exigem uma nova abordagem da computação para aumentar o acesso aos insights do negócio. Essa nova maneira de fazer as coisas é a computação cognitiva. Ela abre novos horizontes para as companhias da área de óleo e gás porque, hoje, por exemplo, para descobrir novos campos de exploração, um engenheiro precisa acompanhar a publicação de artigos e relatórios com dados de imagem sísmica e modelos de reservatório, poço, instalações, produção e exportação.
As tecnologias cognitivas vão auxiliar este engenheiro a analisar centenas de milhares de documentos e relatórios automaticamente, além de priorizar e corelacionar os dados introduzindo, em tempo real, fatores importantes para o negócio a serem considerados, como notícias econômicas, políticas e desastres naturais. Com todo esse cenário probabilístico fica mais fácil construir modelos conceituais e geológicos que apontem riscos e incertezas, garantindo uma decisão mais assertiva.
Pesquisa no Brasil – O uso da computação cognitiva em óleo e gás também é foco do Laboratório de Pesquisas da IBM Brasil. A ideia é construir uma plataforma de software capaz de integrar múltiplos sistemas cognitivos que deem suporte à tomada de decisão de negócios nas áreas de descoberta, exploração e produção. A pesquisa contará com 10 bolsistas em pós-doutorado do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Entenda mais sobre computação cognitiva neste vídeo.

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