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Em 2014, a IBM comemora 100 anos da contratação do seu primeiro funcionário com deficiência no mundo. O fato aconteceu em 1914, nos Estados Unidos. Imagina o que isso significou na época? No Brasil, a Lei de Cotas para deficientes surgiu apenas em 1991.
De lá para cá, muita coisa avançou e a IBM continua acreditando que a inclusão leva ao pensamento inovador, tanto que, hoje, possui uma área de diversidade que cuida somente do ambiente de inclusão profissional dos seus colaboradores. São mais de 200 grupos registrados em 28 países com 13 focos, como mulheres, afro descendentes, LGBT, pessoas com deficiência, diferentes gerações, conciliação da vida pessoal e profissional, entre outros.
 
Hoje, vamos contar para vocês a história de dois colaboradores da IBM que esbanjam motivos para comemorar este centenário. Digitando pelos olhos – Douglas Reis tem 32 anos e está na área de TI há 14 anos.

Trabalha na IBM desde 2011 como administrador de bancos de dados na divisão de Consultoria. Além da jornada de trabalho, também gravou um CD com 16 músicas de sua autoria e possui uma banda que fez 14 shows somente este ano. Rotina agitada de um jovem profissional e com um sonho de viver de música, certo? Douglas é tetraplégico. Imagina o tamanho do seu esforço e da sua família para ele manter todas essas atividades?

Aos 27 anos, Douglas caiu de um muro e quebrou a quarta vértebra da coluna, mas o acidente não o fez desistir, pelo contrário, o motivou a construir uma nova história. Durante seu processo de reabilitação, aprendeu a utilizar o programa Head Mouse, que lê os movimentos do seu rosto para acionar os comandos do computador. A seta do mouse percorre de acordo com o movimento dos seus olhos. Assim, “digitando pelos olhos”, ele conseguiu retomar sua carreira profissional na área de TI. Hoje, trabalha na IBM remotamente, de sua casa, em Osasco, e desenvolveu o site da sua banda (www.dodi.mus.br), onde você consegue ouvir todas suas as músicas do CD

Um mar de oportunidades – Eliane Ranieri, 56, é a atual líder de Diversidade para América Latina da IBM. Ela conta que há 30 anos, quando entrou na companhia, existia um preconceito imenso com as pessoas com deficiência e poucas oportunidades no mercado de trabalho, pois as empresas não entendiam como essas pessoas poderiam trabalhar no ambiente corporativo. Cadeirante decorrente de uma paralisia infantil aos seis meses, Eliane atuava como tradutora, mas decidiu tentar uma nova oportunidade na IBM.
Ela conta que, na época, participou do processo seletivo como qualquer outro candidato, sem nenhuma diferenciação. O que mais ela gostou foi a acessibilidade do prédio, que era muito avançado para os anos 80, por isso, só pensava “eu quero trabalhar aqui”. Começou na área de help desk e passou por serviços e negócios, até entrar em Recursos Humanos, onde atua há 14 anos e como ela mesmo diz: “agora
me encontrei”.
Ao longo de sua trajetória na IBM, Eliane passou por mais de 15 posições. Ela conta que nunca se sentiu impedida de buscar novos desafios e que sempre trabalhou como voluntária em projetos de outros departamentos da empresa, por isso, sempre teve oportunidades na companhia.

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Comentários

Saulo Pires
4 de dezembro de 2014

Boa noite. Um amigo esta em processo avançado de perda de visão. Vocês tem indicação produtos computacionais para Cegos?

Rafa F. Lima
5 de dezembro de 2014

Saulo, eu conheço um software chamado JAWS. Já vi alguns amigos cegos fazerem o uso deste software e atende bem a necessidade deles.
Espero ter ajudado.
Abs!

Anônimo
11 de dezembro de 2014

Me sinto orgulhosa em trabalhar numa empresa que inclui todas as pessoas, mesmo com suas necessidades. Essas pessoas são muito especiais e tem muito a contribuir com seus conhecimentos, só precisam de oportunidade e a IBM com toda sua visão, dá essa oportunidade. Quem venham muitos 100 anos pois essa empresa merece!!!

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