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O aumento da mobilidade levou o Brasil a ter uma das maiores taxas de uso de dispositivos móveis no mundo, com 95% de sua população metropolitana, de acordo com dados da Brasscom. Essa intimidade com os smartphones e tablets despertou nas pessoas o desejo de querer estar sempre com a tecnologia e a melhor maneira é vesti-la. O que antes era somente um celular, hoje, pode ser um relógio que diz como está sua saúde ou então, lentes de contato que permitem controle de diabetes verificando o nível de glicose por meio de
fluidos lacrimais.

A redefinição da interação entre os humanos e as máquinas já é uma realidade e chama-se dispositivo vestível. Essa tecnologia está sendo utilizada em diversos segmentos da indústria e serviços, em especial na saúde. O objetivo é melhorar a qualidade de vida de pessoas por meio do biofeedback, ou seja, a capacidade que as informações têm em monitorar seu desempenho e alterar seu comportamento.
A concepção dos dispositivos vestíveis só se tornou viável por conta de inúmeros estudos de micropartículas. A mais nova descoberta é o grafeno, que é uma das formas do carbono como o grafite do lápis. Ele se destaca por ser um material de flexibilidade, leveza e condutividade extrema, o que aumenta a resistência mecânica dos produtos – chega a ser 300 vezes mais duro que o aço e mais resistente que o diamante. Sua flexibilidade permite a criação de smartphones, tablets e outros eletrônicos dobráveis para serem guardados no bolso, além de serem finíssimos, transparentes e a prova d’agua.
Ainda em estudo, os pesquisadores estão em busca de um método eficaz para a produção de grafeno em grande escala para tornar seu preço mais acessível. O método tradicional consiste na esfoliação mecânica e proporciona folhas com apenas alguns milímetros. Atualmente, para obtenção de placas com um metro quadrado, é utilizada uma alternativa chamada deposição química, em que se espalha um vapor de metano sobre cobre ou níquel e depois mergulha isso em uma solução que corrói o metal. O que sobra é o grafeno. Este processo se torna inviável pelo fato de “sujar” o material, reduzindo algumas de suas propriedades.
Quer saber mais? Ouça esta reportagem da Rádio CBN sobre o grafeno:

 

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