Pick a color

Boxed/Wide

Boxed
Wide

Content width

1200
1040
960

Select headings font

Background (Boxed)

Por Eric Bragion*
O mercado financeiro recentemente voltou seus olhos ao maior país da Ásia Oriental e o mais populoso do mundo, a China. Em setembro de 2014, o grupo Alibaba registrou o maior IPO da história, com US$ 25 bilhões.
Esse índice é retrato de como o comércio eletrônico, e por consequência a globalização, veio para ficar. Fora isso, em uma análise um pouco mais detalhada, podemos entender que, embora existam cada vez mais multinacionais e a globalização seja uma realidade, mercados locais não estão condenados.
A estrutura do Alibaba em si já nos faz entender um pouco melhor esse universo: embora seja um gigante de bilhões de dólares, um dos seus principais ativos, o site alibaba.com, nada mais é do que uma vitrine em escala global onde pessoas e empresas podem comprar e vender produtos por meio da Internet. Mas isso só é possível graças à mudança do perfil do consumidor.
Antigamente, era unanimidade que marcas conhecidas representavam qualidade e status. Hoje, um estudo do Institute of Business Value (IBV), braço de pesquisas da IBM, revelou que a consumerização digital foi determinante para acabarmos com este estigma. Com isso, a fidelidade à marca parece estar diminuindo e novos grupos de consumidores surgiram: os entusiastas são altamente propensos a se identificar e engajar com as marcas que gostam. Os ambivalentes são conhecidos por terem pontos de vistas positivos em relação à marca, mas são relutantes no engajamento com elas. Os puristas possuem certo desejo de reconhecimento de marca, mas não se envolvem e preferem produtos fabricados localmente. Já os descomprometidos estão mais ligados ao custo do produto, com baixa preferência na relação com marcas.
Globalmente, a predominância de consumidores ambivalentes demonstra a não fidelidade à marca, o que abre precedente para que pequenas e médias empresas ingressem em mercados que antes eram dominados por grandes marcas e conquistem novos clientes; daí o sucesso do Alibaba. Em entrevista ao jornal PropMark, o executivo de marketing da consultoria da IBM Brasil, Renato Gritti, dá uma dica para quem quer explorar esse novo universo. “As empresas precisam pensar na interação com o público e saber que a experiência tem de ser positiva, se possível maravilhosa. O efeito da mídia social já é uma realidade – para o bem e para o mal”.
Esse “namoro” entre pessoa jurídica e física pode ser nada fácil. Os entusiastas são volúveis e facilmente influenciados pela concorrência. Os ambivalentes esperam ser abordados de forma relevante. Já com os puristas e descomprometidos não vale gastar investimentos e técnicas de engajamento que encontrarão nada além de silêncio. Para eles, entender a necessidade e entregar o máximo de valor possível, principalmente na hora da venda, são pontos fundamentais.
O estudo do IBV pode ser ainda mais empolgante para os marketeiros, uma vez que é possível analisar a relação comunicação de massa x públicos: quanto mais disposto a engajar com as marcas, maior é a influência da comunicação de massa sobre ele.
Diferentes públicos, abordagens diversas, ampla carteira de produtos e a necessidade do imediatismo. Com tudo isso, parece impossível conquistar um espacinho para seu negócio, não? O Alibaba mostra que não, afinal, ele começou como uma startup.
Para somar a tudo isso, entra em cena mais um recurso tecnológico: o Big Data. Ele ajuda no monitoramento do mercado, formação de marca, desenvolvimento de portfólio, elaboração de estratégias, entre vários outros itens. Mas esse tema fica para um próximo post!
*Eric Bragion é consultor de Comunicação para IBM Brasil

 

Artigos Relacionados

27 jul
O cibercrime durante os grandes eventos do esporte
Geral // 1

*Por Maria Fernanda Espinosa – vídeo por Bruno Favery – O problema não é novo, muito pelo contrário. Durante as Olimpíadas de 2012, em Londres, um vírus foi mascarado em um PDF da tabela de horários dos jogos. Esse intruso basicamente baixava outros componentes que criavam outros ataques. Em outro momento, durante a Copa do

30 set
Por que a infraestrutura de TI agora importa mais do que nunca para o sucesso das empresas?
Geral // 0

O mundo em que trabalhamos, vivemos e interagimos está mudando rápido e drasticamente. 93% da população mundial está usando tecnologias móveis e sociais como os meios fundamentais de conduzir negócios e interagir com outros. Essas interações geram 2,5 bilhões de dados a cada dia. E a medida em que a sociedade se torna mais interconectada,

25 nov
As histórias de sucesso do SmartCamp 2016
Geral // 1

“Uma startup é uma companhia que trabalha para resolver um problema em que a solução não é óbvia e seu sucesso não é garantido” – Neil Blumenthal, CEO e cofundador da Warby Parker Enquanto essa frase traz um resumo sucinto das chamadas empresas startups, eu prefiro dizer que elas são um estado de espírito das pessoas

Comentários

Deixe aqui seu comentário

nitromidia.com Desenvolvido por