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Por Eric Bragion*

Você já parou para pensar o que o e-mail e a barata têm em comum?

Um mito, provavelmente nascido na década de 1960, diz que somente as baratas sobreviveriam a um desastre nuclear. Como explica a Super Interessante, pode ser até que a teoria tenha fundamento, afinal, as “baratas são mais resistentes que os humanos e que quase todos os outros animais não-insetos(…)E, como suas células se dividem muito mais lentamente que as nossas, elas ganham mais tempo para consertar problemas causados pela radiação, como danos fatais ao DNA”.

E o e-mail? Assim como as baratas, o e-mail, que neste ano completa 44 anos, ainda está presente no dia a dia de todos e se adapta aos novos cenários; ou muda a estrutura do seu DNA. Inicialmente, ele era utilizado somente para mensagens simples entre os usuários da ARPANET (rede que deu origem à Internet).  Passou a permitir a comunicação entre pessoas em qualquer canto do mundo, teve sua capacidade ampliada de apenas um megabyte para a casa dos gigas, permitiu enviar anexo e chegou ao que conhecemos hoje.

A Folha de S.Paulo, no final de 2011, publicou uma matéria que dizia que as empresas queriam o fim do uso de e-mail. Porém, quatro anos depois, ele está firme e forte. Por quê? Pela sua capacidade de adaptação.

Em novembro de 2014, a IBM anunciou o IBM Verse como uma nova forma de trabalho suportada em três pilares: um e-mail que entende o usuário; que tem menos lixo e mais clareza; e que permite conexão com outros meios. Basicamente, o IBM Verse trouxe uma solução para as reclamações mais recorrentes dos usuários corporativos de e-mails.

A promessa é tornar o dia a dia mais fácil, produtivo e preciso, por meio de um sistema que reúne diversas ferramentas empresariais, como e-mail, agenda, comunicador interno e rede social. Mas como? As ferramentas param de trabalhar isoladamente e passam a se integrar com o intuito de entregar o melhor resultado; a ideia é acessar a informação desejada em apenas um clique.

Vamos a alguns exemplos práticos. É comum que as empresas lembrem suas conquistas ou datas mais importantes por meio de e-mails coletivos que resultam em milhares de mensagens de resposta na sequência, parabenizando o feito; isso enquanto você aguarda ansiosamente por um único e-mail que acaba se perdendo entre todos os outros. Quem nunca passou por isso? Ou, ainda, você tem uma reunião e precisa de um anexo que não encontra de forma alguma, pois a palavra-chave que utilizou é muito ampla e traz centenas de resultados.

Enquanto o IBM Verse usará analytics para entender as necessidades e hábitos do usuário, a computação cognitiva será colocada à disposição para ajudar a sermos mais produtivos. Ou seja, os e-mails de felicitações serão colocados em segundo plano, enquanto a mensagem tão esperada é colocada à vista. Na busca, baseado em seu comportamento, será retornado aquilo que aparenta atender melhor sua necessidade.

Já parou para pensar quantas vezes por dia lhe perguntam se você recebeu um e-mail? Dados da IBM mostram que, em média, as pessoas gastam quatro horas por dia somente na caixa de correio eletrônico que, por sua vez, é verificada 36 vezes no intervalo de uma hora. E como fica tudo isso caso você fique o dia inteiro em reunião? Fica acumulado e bate aquele desespero de ter que conferir tudo de uma única vez ao final do expediente. Com o Verse, será apresentado aquilo que é mais importante focando, desta forma, a atenção nas prioridades.

Assim como de tempos em tempos as empresas se reinventam para continuarem competitivas no mercado, o e-mail parece também ter optado por seguir essa estratégia. Aí fica fácil entender a afirmação do repórter de tecnologia da “New York Times Magazine”, Clive Thompson, de que “O e-mail é como a barata da Internet. Tudo pode acabar, mas ele resistirá”.

*Eric Bragion é consultor de Comunicação para IBM Brasil

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