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Você já ouviu falar de nomofobia? Trata-se do medo de ficar sem o aparelho de celular. Termo recente, essa dependência se deve principalmente às inúmeras funcionalidades que o equipamento traz a seu usuário. E, para não “deixá-lo na mão”, ou melhor, sem bateria, a indústria criou um carregador portátil que garante mais alguns minutos de “vida” após a “morte”, ou o sinal de 0% de bateria.
Com esse simples aparelho (o celular), nós já conseguimos controlar alguns modelos de televisão, eletrodomésticos e até ter um relacionamento máquina-máquina entre um automóvel e o pequeno dispositivo. Imagine, agora, como será quando a Internet das Coisas (IoE) realmente estiver presente no nosso dia a dia. Uma pesquisa da PewResearch indica que daqui 10 anos o mundo será completamente conectado. Mas antes disso, ainda há muitos desafios a serem superados.

 A questão da bateria do celular, por exemplo, é uma das preocupações, afinal, sistemas que estão afastados da área urbana geralmente dependem de uma fonte de energia desse tipo. E quem nunca se irritou quando ficou sem sinal? Já até se cogitou em utilizar as ovelhas para levar wi-fi para as áreas rurais. Fato é que a união de conexão em longas distâncias, vida útil longa da bateria e infraestrutura mínima para sistemas são pontos importantes para uma maior propagação da IoE. Mas o que temos hoje é um cenário completamente oposto: redes limitadas, baterias de curta duração e infraestrutura exigente para operação.

Nesta semana, a divisão de pesquisas da IBM anunciou a LoRaWAN™ (Long Range wide-area networks) que parece que veio para ficar. Baseada em uma nova especificação, protocolo para baixo consumo de energia e uso em redes de longa distância que canalizam um espectro wireless, a tecnologia pode conectar sensores em longas distâncias, isso enquanto possibilita uma boa vida útil para a bateria e exige pouca infraestrutura. Com isso, será possível, entre outras coisas, melhorar a mobilidade, segurança e a bi-direcionalidade na comunicação máquina a máquina (M2M), um avanço considerável se comparada às redes de celulares e wi-fi atuais.
Em outras palavras, a LoRa é uma tecnologia wireless como o bluetooth ou o WiMAX, mas que se difere das demais por seu protocolo, tipo de conexão e espectro. Para apoiar, desenvolver e padronizar essa tecnologia, a IBM, Semtech e outras companhias se uniram e criaram a associação LoRa™ Alliance. O instituto combinará hardwares e softwares baseados no padrão LoRaWAN para que as  operadoras de rede e telecom ofereçam
a seus clientes soluções baseadas na Internet das Coisas.
Enquanto o bluetooth permite conexões de no máximo 100 metros (embora distâncias menores sejam mais comuns) e o WiMAX até 75 quilômetros, dependendo do padrão, os sensores LoRaWAN podem se comunicar em distâncias superiores a 100 quilômetros em ambientes favoráveis. Esse cenário é ideal para o envio de pequenas quantidades de dados, como coordenadas de GPS e leituras de clima, onde a banda larga não chega por meio de sensores que têm autonomia para operar com uma simples bateria AA por mais de 10 anos!
Já estou até vendo a hora que conseguiremos fazer o pedido de uma pizza pelo aplicativo do celular no meio de uma floresta. Aí a questão mudará: será que eles conseguirão fazer a entrega e a pizza chegará ainda quente?

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