Pick a color

Boxed/Wide

Boxed
Wide

Content width

1200
1040
960

Select headings font

Background (Boxed)

Você já ouviu falar de nomofobia? Trata-se do medo de ficar sem o aparelho de celular. Termo recente, essa dependência se deve principalmente às inúmeras funcionalidades que o equipamento traz a seu usuário. E, para não “deixá-lo na mão”, ou melhor, sem bateria, a indústria criou um carregador portátil que garante mais alguns minutos de “vida” após a “morte”, ou o sinal de 0% de bateria.
Com esse simples aparelho (o celular), nós já conseguimos controlar alguns modelos de televisão, eletrodomésticos e até ter um relacionamento máquina-máquina entre um automóvel e o pequeno dispositivo. Imagine, agora, como será quando a Internet das Coisas (IoE) realmente estiver presente no nosso dia a dia. Uma pesquisa da PewResearch indica que daqui 10 anos o mundo será completamente conectado. Mas antes disso, ainda há muitos desafios a serem superados.

 A questão da bateria do celular, por exemplo, é uma das preocupações, afinal, sistemas que estão afastados da área urbana geralmente dependem de uma fonte de energia desse tipo. E quem nunca se irritou quando ficou sem sinal? Já até se cogitou em utilizar as ovelhas para levar wi-fi para as áreas rurais. Fato é que a união de conexão em longas distâncias, vida útil longa da bateria e infraestrutura mínima para sistemas são pontos importantes para uma maior propagação da IoE. Mas o que temos hoje é um cenário completamente oposto: redes limitadas, baterias de curta duração e infraestrutura exigente para operação.

Nesta semana, a divisão de pesquisas da IBM anunciou a LoRaWAN™ (Long Range wide-area networks) que parece que veio para ficar. Baseada em uma nova especificação, protocolo para baixo consumo de energia e uso em redes de longa distância que canalizam um espectro wireless, a tecnologia pode conectar sensores em longas distâncias, isso enquanto possibilita uma boa vida útil para a bateria e exige pouca infraestrutura. Com isso, será possível, entre outras coisas, melhorar a mobilidade, segurança e a bi-direcionalidade na comunicação máquina a máquina (M2M), um avanço considerável se comparada às redes de celulares e wi-fi atuais.
Em outras palavras, a LoRa é uma tecnologia wireless como o bluetooth ou o WiMAX, mas que se difere das demais por seu protocolo, tipo de conexão e espectro. Para apoiar, desenvolver e padronizar essa tecnologia, a IBM, Semtech e outras companhias se uniram e criaram a associação LoRa™ Alliance. O instituto combinará hardwares e softwares baseados no padrão LoRaWAN para que as  operadoras de rede e telecom ofereçam
a seus clientes soluções baseadas na Internet das Coisas.
Enquanto o bluetooth permite conexões de no máximo 100 metros (embora distâncias menores sejam mais comuns) e o WiMAX até 75 quilômetros, dependendo do padrão, os sensores LoRaWAN podem se comunicar em distâncias superiores a 100 quilômetros em ambientes favoráveis. Esse cenário é ideal para o envio de pequenas quantidades de dados, como coordenadas de GPS e leituras de clima, onde a banda larga não chega por meio de sensores que têm autonomia para operar com uma simples bateria AA por mais de 10 anos!
Já estou até vendo a hora que conseguiremos fazer o pedido de uma pizza pelo aplicativo do celular no meio de uma floresta. Aí a questão mudará: será que eles conseguirão fazer a entrega e a pizza chegará ainda quente?

Artigos Relacionados

05 nov
Ginni Rometty no Brasil
Geral // 0

Ginni Rometty, Chairman e CEO da IBM, chegou ao Brasil ontem para participar do HSM Management, maior evento sobre Gestão do país. Ginni falou para cerca de 4000 pessoas sobre as mudanças tecnológicas que testemunhamos nos últimos anos. Essas mudanças, protagonizadas pela mobilidade, nuvem, ferramentas sociais e análise de dados, deram início a uma nova

14 ago
Como o chip que imita o cérebro pode revolucionar a computação
Geral // 0

Na semana passada, a IBM anunciou em um artigo publicado na Revista Sciense que desenvolveu um chip que simula a maneira com que a mente humana reconhece padrões. Chamado de True North, o chip usa energia equivalente a um aparelho auditivo comum e pode, eventualmente, desenvolver cálculos que desafiam supercomputadores hoje. O projeto foi desenvolvido

18 jul
10 rápidos podcasts = tudo o que você precisar saber sobre Design Thinking
Geral // 0

Por Bruno Favery – O Design Thinking vem ganhando notoriedade em todo o mundo. Tanto que já até foi pauta aqui no TI+Simples. Como definição, é um novo jeito de pensar e abordar problemas ou, buscar por soluções. Podemos dizer que é um modelo de pensamento centrado nas pessoas, capaz de abrir as portas para a

Comentários

Deixe aqui seu comentário

nitromidia.com Desenvolvido por