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*por Mariana Lemos

Qual o real estágio da inovação no Brasil? De acordo com Silvio Meira, professor, pesquisador e presidente do conselho da Porto Digital, inovação é, por definição, a mudança do comportamento de agentes do mercado como fornecedores ou consumidores. Ele defende que a inovação vem do mercado, por meio de empresas e agentes de negócios que mudam a vida das pessoas e suas cadeias de valor.
No entanto, há uma peça fundamental no quebra-cabeça da inovação, que faz a ponte entre a geração e distribuição do conhecimento com sua aplicação prática, solucionando problemas do mercado. Estamos falando dos centros de pesquisa e inovação.
O ecossistema de pesquisa no Brasil caminha em passos ora curtos, ora largos. De acordo com estudo da CNI (Confedereção Nacional da Indústria), 99% das empresas consideram a inovação parte fundamental de sua estratégia. Destas, mais de 60% consideram o grau de inovação no país baixo. Ainda assim, o gerente de políticas de inovação da CNI, Luiz Gustavo Delmont, enxerga o copo metade-cheio.
A partir de 2010, a IBM expandiu a operação de seus laboratórios de pesquisa no mundo, contemplando o Brasil. De lá para cá, o país contribui um pouco mais a cada ano na produção de propriedade intelectual. A companhia tinha como meta ter 100 profissionais dedicados à pesquisa até 2015. Hoje, este número já foi atingido e os pesquisadores estão distribuídos entre São Paulo e Rio de Janeiro. São engenheiros, antropólogos, etnógrafos, matemáticos e cientistas da computação, entre outras ocupações, trabalhando em projetos de desenvolvimento de produtos e soluções relevantes para a sociedade.
Elizabeth Saad, professora da ECA/USP, pesquisadora e consultora, acredita que a multidisciplinaridade é fator chave para a construção da inovação. “É preciso unir diferentes tipos de conhecimentos e habilidades para criar novos projetos. Ainda sinto carência do profissional de comunicação inserido no universo dos laboratórios de pesquisa”, diz.
Além da IBM, companhias como General Electric e 3M recentemente implementaram unidades de centros de pesquisas globais no Brasil. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, já são mais de 41 mil pesquisadores trabalhando em laboratórios privados. “Estes centros têm a missão de gerar e disseminar conhecimento para promover evoluções nas companhias e na sociedade, além de trazer a cultura da pesquisa para o país”, afirma Alberto Gadioli, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da 3M do Brasil.
O tema Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento no Brasil foi discutido durante o evento Inovação em Debate, promovido pela IBM, com a participação da CNI – Confederação Nacional da Indústria e 3M. Confira abaixo depoimentos de alguns dos participantes para entender qual o impacto dos recentes centros de pesquisa privados instalados no Brasil.

**O evento aconteceu em 21/05/2015 e reuniu importantes pesquisadores, jornalistas e influenciadores on e offline na IBM Brasil.

Fotos e vídeo: Pedro Pavanato

Edição: Pedro Pavanato e Vinicius Peixoto

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