Pick a color

Boxed/Wide

Boxed
Wide

Content width

1200
1040
960

Select headings font

Background (Boxed)

*por Mariana Lemos

E se você tivesse apenas 5, cinco, C.I.N.C.O minutos para apresentar a ideia de sua vida? Aquele projeto que lhe faria dedicar todo o seu tempo, toda a sua energia, todos os seus neurônios. Humm… Tá fácil. Vamos piorar um pouco? Em inglês,  no auditório de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, para uma banca composta por executivos e empreendedores fantásticos.

O que você faria? Como seria sua apresentação? Bem, este foi só o começo de um desafio chamado IBM SmartCamp Brasil, evento que seleciona empreendedores brasileiros e suas startups para concorrerem globalmente por um investimento e pela chance de fazerem sua empresa ‘acontecer’ no Vale do Silício.

O TI+Simples acompanhou de perto o processo de seleção dos dois finalistas do evento e podemos dizer que o páreo foi duro. Isso porque de 100 startups selecionadas, seis chegaram à semi-final para apresentar sua ideia à banca da IBM. TODAS as apresentações e ideias de negócios eram extremamente relevantes e os empreendedores demonstravam, acima de tudo, uma segurança impressionante. Também deu para ver que quando temos brilho nos olhos e acreditamos no que estamos falando e fazendo, conquistamos o respeito e a empatia do público.
Mas o SmartCamp não foi desafiador somente para os concorrentes. Do outro lado do balcão, na banca de jurados, o grande desafio era entender qual dessas startups tinha mais potencial para concorrer internacionalmente e representar a IBM Brasil na grande final. A ideia era entender se a startup estava apta a resolver um problema global. Fora isso, era preciso avaliar se os empreendedores estavam prontos para uma profunda imersão em seus próprios negócios, sem medo de ‘dar a cara para bater’.

O processo de seleção durou dois dias e funcionou assim: cada empreendedor subiu ao palco da Big Blue por cinco minutos para apresentar sua ideia (em inglês, porque o desafio será global). Depois, foram mais cinco minutos de, vamos dizer assim, bombardeio de perguntas da banca de jurados. O objetivo era testar o modelo de negócio dos empreendedores e seu poder de argumentação.

Passado o stress, aconteceu o momento mais valioso do SmartCamp: as rodadas de mentoria. Os participantes tiveram a oportunidade de conversar, por cerca de duas horas, com executivos e empreendedores que lhes ajudaram a melhorar seu modelo de negócio. Passando pelas mesas, ouvi perguntas como: vocês esperam ganhar dinheiro com a empresa? Será que isso é tão inovador assim?

E o resultado da mentoria foi absolutamente surpreendente. Do dia para a noite, literalmente, os empreendedores refizeram suas apresentações e partiram para o palco para mostrar ao público (e que público – esta parte do evento foi aberta e o auditório estava lotado) o potencial de seus negócios. Depois, o “grand finale”, a banca escolheu os campeões. Acompanhar todo o processo de perto foi uma experiência incrível. Ficou claro que, para os participantes, este evento traz um ecossistema que os ajuda a criar e melhorar seus negócios, independentemente de serem campeões. Humm…. E o interesse da IBM? Dar ferramentais para transformar negócios, mercados, cidades e pessoas.
Conversamos com um jurado que foi campeão do SmartCamp Brasil 2011 – que também foi um dos vencedores do SmartCamp Global – para entender como o programa impactou a empresa dele. De quebra, também falamos com um dos finalistas do SmartCamp Brasil 2015. Olha só o que eles disseram:

 

Conheça as finalistas brasileiras que irão para a próxima fase:

Gadle – Através de uma plataforma colaborativa que reúne varejistas, transportadores e consumidores, a Gadle organiza os pedidos em roteiros otimizados e os envia às transportadoras, utilizando integração de dados, um sistema de roteirização, precificação e monitoramento em tempo real. O resultado são entregas mais rápidas sem custo adicional, com controle e transparência na gestão por parte do varejista, transportador e consumidor.
Nexer – A startup conecta carros, motoristas e empresas, criando novos negócios no segmento automotivo. A plataforma transforma dados do funcionamento de veículos e do uso do carro em informações relevantes, auxiliando frotas a aumentarem a eficiência de sua gestão. Com a economia de combustível, gerenciamento automático de manutenções e otimização do uso, os gastos de operação dos veículos são reduzidos.

E agora? Qual o próximo passo?

As vencedoras participarão de uma fase global de seleção e as dez startups escolhidas participarão em outubro de um dos mais significativos eventos da área, o Launch Scale, em São Francisco, nos Estados Unidos.
No final de dezembro, acontece uma nova seleção e três participantes serão escolhidos. Em fevereiro de 2016, essas empresas farão um pitch de três minutos no Launch Festival, onde a IBM e Jason Calacanis – empreendedor mundial, investidor-anjo e responsável por esse evento, um dos maiores do mundo para startups – irão eleger a startup do ano, que receberá o título de “IBM Entrepreneur of the Year”. Como prêmio, a vencedora ganhará USD 25 mil em investimento, o que inclui a participação por três meses na incubadora Launch, no Vale do Silício.

 

Artigos Relacionados

01 set
Os freios não param os carros!
Geral // 0

*Texto por Maria Fernanda Espinosa e vídeo por Bruno Favery Você leu o título e talvez tenha pensado: o povo de tecnologia só inventa. Aposto que agora criaram algum dispositivo incrível que em vez de fazer um carro parar, poderia fazê-lo, digamos, flutuar!! Quem dera, mas não! Na verdade, apesar de a física ser muito

20 fev
Tecnologia é para todos!
Geral // 0

Não é de hoje que, ao pensar em tecnologia, não aliamos seus benefícios apenas aos profissionais de TI de uma empresa. Diretores de finanças, segurança e, mais recentemente, recursos humanos e marketing têm participado cada vez mais do processo de aquisição de novas tecnologias – e se beneficiado muito delas. Isso porque na era do big data, com diferentes

28 set
App Água Viva une forças para questão da água
Geral // 0

*Por Kelly Bassi Pois é, já faz mais de um ano que os paulistas enfrentam os efeitos da crise hídrica. A perspectiva é de pouca chuva para os próximos dois anos. E sabemos que o convívio com o problema será a longo prazo. O melhor caminho para a questão é a colaboração de todos, não só com o uso

Comentários

Flávia Dias Carvalho
18 de setembro de 2015

Orgulho de participar de iniciativas como essa, que estão ajudando a construir uma nova IBM. Parabéns, startups! Mais que merecido!!!

Deixe aqui seu comentário

nitromidia.com Desenvolvido por