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*por Mariana Lemos

O que faz um profissional passar 21 um anos em uma empresa? Quando fui conversar com o Luis Fernando Liguori, CTO da IBM Brasil, pensei que pudesse ser comodidade. Errei feio! Ele me provou por A+B que comodidade é o oposto do que o fez crescer ali dentro. “Tenho muito orgulho da minha carreira. Sempre gostei de desempenhar atividades que ainda não haviam sido desbravadas. Gosto de quebrar parede!”, ele me fala enquanto me mostra em seu tablet um mapa cheio de caixinhas coloridas, que representam todas as atividades que ele precisa desempenhar para cumprir o seu papel.
Falando nisso, o que faz um CTO? O Chief Technology Officer, ou, Diretor Chefe de Tecnologia, precisa, antes de mais nada, ter visão de mercado. Na IBM, é ele o ponto focal com a comunidade técnica interna e com o público externo, ou seja, ele precisa ajudar a definir os rumos da evolução tecnológica da empresa e passar mensagens estratégicas em linguagens diferentes. Fora isso, é de responsabilidade de Liguori evangelizar o mercado sobre o que faz, de fato, a IBM.
“Quando vou a um cliente ou prospect, a primeira pergunta que faço é: o que você acha da IBM? O que acha que a empresa faz?”. Lig, como é conhecido pelos mais próximos, me explica que muitos ainda estão começando a entender que a tecnologia é muito mais ampla que parece e que pode mesmo transformar negócios. Também acrescenta que abordagem correta de uma empresa de TI que mira o futuro deve ser construir uma solução junto com o cliente, e não vender um software ou hardware. Isso porque muitos clientes até acham que sabem do que precisam em termos de tecnologia, mas não entendem que há um caminho para percorrer antes disso.

 

É claro que entender o trabalho do Lig era um ponto importante para mim, mas nessa semana, e mais especificamente hoje, que é o dia do profissional de TI, a gente queria mesmo era entender: quem é o Liguori depois das 18h? O que o move? O que o faz feliz? E para quem pensa que o profissional de tecnologia da informação é uma pessoa que se esconde dia e noite atrás de um computador, viciada em games, que mal sabe se expressar em palavras e é tímida… Bem, a notícia é: o Liguori é triatleta.

 

Caso você não saiba, um triatleta é um esportista que compete em: natação, corrida e ciclismo. O triatlo é uma das modalidades olímpicas mais difíceis, que apenas em uma competição normalmente envolve: 1,5 Km de natação (no mar), 40 Km de bike e 10 Km de corrida. Agora, já pensou em treinar para competir assim, como ele fez por anos, e ser um profissional de TI? Fácil não deve ser. Eu queria entender como ele combina o esporte, o trabalho e a família. Sim, ainda há uma família e já vou contar dela.

 

Sobre ser pai, atleta e CTO

“Já andei 900 km de bike pela IBM. Isso faz parte de quem eu sou, então preciso dar um jeito de conciliar a vida pessoal, o esporte, a família e o trabalho.  A IBM dá esse apoio.” Luís Fernando Liguori gosta de se desafiar. Quando percebeu que há tempos não lia um livro com um tema que não fosse ligado ao trabalho, comprou o 1808, que conta a história da transferência da corte portuguesa ao Brasil. E leu! Simples assim.Ele ensina surf ao filho de 10 e à filha de 11 e quer mostrar o mundo a eles.  Mas o que me intriga é como ele consegue tempo para tudo isso. E a resposta é: “ando de bike 3 vezes por semana com um grupo que inclui até mesmo alguns clientes da IBM. Saímos muito cedo e depois vou direto para o trabalho. Uno o útil ao agradável”.

Seu terceiro turno é em casa, onde divide o tempo entre ajudar as crianças com a tarefa de escola e fazer programas com a família. Eles gostam de viajar e ver novas culturas de perto. O filho criou gosto por futebol e Lig já prometeu: quando ele completar 12 anos, os dois e um sobrinho vão até a Europa para conhecer estádios fantásticos de clubes de vários países.

“Só não planejo parar de fazer exercícios. Eles são meu antidepressivo natural.”

Sobre ter uma filha de 11 anos que cria receitas fantásticas todos os dias

Uma situação rotineira para o Liguori é: no final da tarde o telefone toca. A ligação é de extrema urgência, porque do outro lado da linha está a filha dele, de 11 anos, que pergunta se ele chegará a tempo de jantar com a família. Ela tem seus motivos, é uma apaixonada por criar receitas inovadoras e cozinha sempre. Usa inclusive o Chef Watson para combinar alimentos, como a salada da foto ao lado.
“Ela criou gosto por cozinhar muito pequena. No começo achei que fosse passageiro, mas agora já estou até considerando reformar minha cozinha para fazer algumas modificações que ela pede”, conta rindo.
“Cada dia como um prato diferente! Ela cuida da apresentação e me explica porque não podemos misturar um alimento x com um y. Também me conta as histórias dos alimentos”. Liguori ensina para a filha que é muito importante fazer o que se gosta e que ela não pode ligar para as críticas, que são naturais e podem inclusive ajudar. O negócio é se desafiar e seguir em frente!

 

Os legados de Lig

Algumas filosofias de trabalho do Lig me chamaram  a atenção. Em primeiro lugar, entendi que o esporte o ajuda a se desafiar e a entender seus limites. Isso ele traz para a empresa, porque um profissional que é esportista sabe que um pequeno erro pode prejudicar todo um processo, além de entender a importância da competição sadia e de não desistir. “Eu entendi que a transformação vem de dentro para fora”, me conta ele quando falamos sobre o desafio de mudar comportamentos, processos e negócios.
Ele nunca para de observar seu entorno e de aprender com as conclusões que tira. Quando ajuda os filhos na escolha, aprende. Quando conversa com sua equipe, aprende. Quando faz uma reunião com um cliente, aprende. Quando faz esporte, aprende. Quando viaja, aprende. E só depois de aprender é que uma pessoa consegue ensinar, não? “Para inovar precisamos ser simples e práticos. Olhar para uma situação antiga com um novo ponto de vista”, diz.
Acho que no final, o desafio de conciliar a vida pessoal e a profissional está aí para todo mundo. O segredo de ser bem-sucedido nessa missão é mesmo aprender, e claro, se mexer, aproveitar o tempo. É como fazer uma prova de corrida, se você não começar e pegar um ritmo, não termina.  Ou até como cozinhar, se você não terminar uma receita, nunca poderá desfrutar da melhor parte, que é prová-la? Nisso a filha do Lig pode nos ajudar.

 

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Comentários

Greyce Vendruscolo
20 de outubro de 2015

Parabéns aos profissionais de ti e Parabéns ao Sr. Lig e sua família. Com amor e dedicação tudo sempre dá certo. Basta acreditar que tudo é possível.

Tadeu2012
20 de outubro de 2015

Lig é o cara !! parabens pelo artigo e por escolher o Lig , é muito importante valorizarmos pessoas como ele como role model , grande abraço .

Carlos Leiros
23 de outubro de 2015

Foi uma coincidencia interessante, pois recebi um email hoje sobre o concurso do Bluemix (eu havia assistido o webcast) e o email do IBM Noticias. Quando vi que tinha uma matéria sobre um triatleta, fui ler, pois jà fiz várias provas, e vi que era o mesmo cara que assinava o email do Bluemix. Gostei da matéria pois vi algumas coisas em comum, pois o exercício faz parte da minha vida, é onde tento me livrar do stress, também ensino surf para os meus 2 filhos. Parabéns pela vitalidade…..

Thiago Valcesia
23 de outubro de 2015

Artigo muito bom! Parabéns Lig!! Sucesso total!!

Carol
8 de junho de 2016

Muito legal! Como triatleta e IBMista, me identifico com a matéria e agora tenho mais uma inspiração para acreditar ser possível conciliar carreira, hobbies e vida pessoal! Parabéns!

Ricardo V B Franco
4 de julho de 2016

Parabéns Lig!!! Fiquei com peso na consciência, pois sou bem sedentário…
Vai me ajudar a mudar de vida :-)

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