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*Por Kelly Bassi

Minha curiosidade foi nas alturas quando fiquei sabendo que os estudantes de Gastronomia da Universidade Anhanguera de São Paulo usariam o aplicativo Chef Watson para criar receitas inéditas e que fariam parte de um concurso de culinária da faculdade. Para quem não lembra, o app, desenvolvido pela IBM, utiliza a computação cognitiva para dar recomendações culinárias. Já falamos bastante dele aqui no TI+Simples, como no post do Food Truck e do Livro de Receita, mas nada parecido com o que iria acontecer.

Assim que cheguei ao evento da etapa final do Chef Watson: Cognitive Cooking, entrei na Cozinha
Experimental da universidade para conhecer cada uma das 10 duplas e suas receitas finalistas. Me senti no MasterChef Watson! Era como se eu estivesse em um programa de competição culinária da TV no momento em que os candidatos são apresentados e eles falam um pouco sobre o que vão preparar.
Nas conversas com os estudantes, ouvi que eles iriam misturar ingredientes muito diferentes, como cacau na massa de um espaguete, amora, cereja e Campari em uma calda para pernil, alho poró e batata como base de uma sobremesa, casca de banana e carne seca em uma salada. Impressionante. Será que isso seria comestível?
Claro que sim! Há 10 dias os estudantes foram apresentados ao Chef Watson pelo James Holliter. Acredito que ele se tornou um dos chefs de cozinha
mais especialistas no aplicativo no mundo – o chef inglês há mais de dois anos tem se envolvido com esta tecnologia da IBM e já trabalhou com lendas da culinária brasileira e inglesa, como Alex Atala e James Oliver.
Além da apresentação, o chef James ajudou as 64 duplas inscritas no concurso a criar as novas receitas inspiradas nas combinações sugeridas pelo Chef Watson. Depois, os alunos tiveram um dia para entregar a ficha técnica das receitas que foram avaliadas pela coordenação do curso de Gastronomia da universidade. As 20 melhores passaram pelo crivo do chef James que selecionou as 10 finalistas. A partir desta etapa, as receitas foram para cozinha e os alunos tiveram três dias para desenvolvê-las em grande classe, como profissionais.
Nas duplas finalistas tinham alunos desde o primeiro até o último semestre do curso – que é um tecnólogo de dois anos com mais de 500 alunos. Muitos tiveram que apreender, em menos de duas semanas, técnicas que ainda não tinham domínio por estarem no início do
curso, mas os professores apoiaram todos os desafios.
O grande dia chegou. Frio na barriga e preocupação a mil dos alunos e professores. Depois das solenidades do evento, os pratos foram chegando um a um para avaliação do júri. Eu vi de perto o cuidado e o capricho que cada dupla tinha com sua criação. Cada um dos 10 pratos montados para os jurados foi pensado nos mínimos detalhes. Era uma rúcula como enfeite, uma forma delicada de colocar uma porção de arroz vermelho, a preocupação de montar na hora certa para a refeição não chegar fria à mesa e aquela limpadinha final no prato para retirar um excesso de alimento que comprometia sua apresentação. Todo cuidado para que tudo estivesse perfeito!

 

 

 

Pratos prontos às mãos. Momento de tensão para as duplas enquanto os jurados degustavam cada nova criação. O desafio não acabava ali. As duplas ainda tinham que falar para todo público os principais ingredientes dos pratos e responder às perguntas dos jurados. Depois de tudo isso, o caminho de volta à Cozinha Experimental era mais leve e curto. Todos os alunos chegavam com um sorriso no rosto, muitos em lágrimas, felizes por terem superado o desafio. O momento de alívio incluía parabéns, abraços e beijos dos colegas de curso, que já haviam sido avaliados ou eram os próximos da fila.
Um momento especial que acompanhei foram os bastidores da sobremesa Entremet de Trufa de Batata Doce, criado por Nathaly Daquila e Elisabete Sousa. Por consciência, esta sobremesa francesa que significa “entre pratos” era a última da competição. Minutos antes de ser servido aos jurados, a dupla discutia com seus professores e colegas qual prato estava mais perfeito, pois seria o escolhido para o chef James Hollister. Todos pareciam iguais, eram cobertos de chocolate com detalhes comestíveis. Um professor disse para mim: “Quem escolhe a área de confeitaria tende a ser perfeccionista”. Quando retornaram da avaliação, a dupla estava muito emocionada porque o chef James disse que a criação delas foi uma das melhores e mais diferentes que ele já havia provado em sua vida. A inovação estava na junção de alho poró, batata doce e chocolate, ingredientes sugeridos pelo Chef Watson.
Trouxe esse olhar em particular para esta história porque essa foi a receita vencedora do concurso. Em segundo lugar ficou a Salada Maria Bonita, da dupla Thaís Ramos e Fernando Tolero – uma salada com itens brasileiros que usou a casca da banana para dar mais sabor à carne seca -; em terceiro a Pasta de Páscoa, do Maycon Filippini e José Francisco – que inovaram com o cacau na massa do espaguete.
Enfim, se isso foi o que o Watson fez na cozinha, ampliando conhecimento destes alunos, imagina o que está fazendo na medicina, nas pesquisas e nas empresas. Espero sentir a mesma emoção que vivi neste concurso de culinária o dia em que eu puder presenciar um médico criando um novo tratamento para seu paciente com a ajuda do Watson.
Créditos – Fotos: Pedro Pavanato | Vídeo: Mariana Lemos

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Comentários

Mauro Segura
5 de outubro de 2015

Adorei essa história. Me senti dentro do evento vivendo cada momento. Fiquei com água na boca quando falou sobre a sobremesa de alho poró, batata doce e chocolate. Obrigado por compartilhar :) Mauro.

Kelly Bassi
6 de outubro de 2015

Oi Mauro,
Que bom que conseguimos fazer você sentir um gostinho do que foi o evento. A ideia era dividir um pouco da emoção que vivemos lá. Kelly

Anônimo
7 de outubro de 2015

Ótimo texto =D

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