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*por Mari Lemos
O título deste post por enquanto apenas expressa uma grande vontade. Hoje, mulheres no mundo da tecnologia são como um oásis no deserto, mas queremos mudar isso! =)

Menina brinca de boneca, menino de vídeo-game. Menina veste rosa, menino veste azul. Mulher arruma a casa, homem arruma eletrônicos. E por aí vai… Será que é por isso que quase não há mulheres trabalhando com programação de software hoje? Humm, talvez. O curioso é que em 1974, mulheres representavam cerca de 70% da turma de graduação em Ciência da Computação do IME (Instituto de Matemática e Engenharia da USP).

O que aconteceu?

O palpite da Camila Achutti – líder do projeto Mulheres na Computação – é que, entre outras coisas, em meados dos anos 90, quando o computador passou a ser uma ferramenta de uso pessoal e não apenas uma ferramenta de trabalho, a sociedade o adotou como um utensílio masculino. Os homens já estavam acostumados com o vídeo-game, por exemplo. As máquinas “os pertenciam”, já eram amigos íntimos. Logo, computador era coisa de homem. E criado este tabu, mulheres naturalmente se afastaram do mundo da computação e de seus bastidores. Faz sentido, não?

Agora, a questão é: será que precisamos acatar e propagar estas regras bobas pré-estabelecidas pela sociedade? Estamos em 2015 e tem gente que ainda acha que há mercado de trabalho para mulher e mercado de trabalho para homem. Isso não faz o menor sentido. Por que nós, mulheres, não seríamos capazes de programar softwares, por exemplo?É claro que se alguém já possui intimidade com o mundo da tecnologia vai se sentir mais confortável em lidar com softwares e afins no trabalho, mas nada – NADA – nos impede de trabalhar com TI, garotas (ou qualquer outra profissão). E este é um mercado bastante promissor… Estamos de olho! No Brasil, o setor deve fechar este ano com um crescimento acima da média mundial, num percentual de 7.3% contra 3.4%. Bom, né?

A Camila esteve recentemente no Hackatruck, no Mackenzie para falar sobre a presença feminina no mercado de tecnologia. Pasmem, havia apenas uma alunA na platéia. Por um lado, factível, já que nos cursos de TI há mesmo poucas garotas hoje. Por outro lado, havia uma oportunidade, porque os homens presentes acharam esta causa bastante relevante. Entre algumas experiências, a Camila contou que já sofreu MUITO preconceito por ser mulher e trabalhar com tecnologia. Só que nada disso a impediu de ser a melhor aluna da sala, de conseguir empregos incríveis e inclusive de abandonar um desses empregos para trabalhar com o que acredita: empreendendorismo social por meio da tecnologia.E no meio do bate-papo com ela, um aluno levanta a mão. “Como podemos mudar essa situação?”, questiona, “Como podemos mostrar que nosso mercado também é para as mulheres?”. Camila responde com a doçura e a firmeza de uma mulher: “é trabalho de formiguinha mesmo. Você, eu, todos temos um papel importante nessa jornada. Questionar já é começo”, diz.

As próprias empresas de TI, com a força que tem, também podem fazer alguma coisa para mudar o cenário. E parece que a IBM levantou essa bandeira há tempos! Em 1995, lançou seu primeiro programa educacional voltado a mulheres, que as ensinava a trabalhar com sistemas. (foto ao lado)

É, quebrar tabus é trabalho duro, mas não impossível. A Lysa, funcionária da IBM, está aí para provar isso. Olha só:

              

E aí? Faz sentido para você?

*Ah, para quem interessar conhecer mais mulheres que trabalham com TI, recentemente conversamos com a Priscila, uma engenheira que trabalha no laboratório de pesquisa da IBM. O que ela faz lá? Entre outras coisas, programação.
*Lembrando que a CEO global da IBM é uma grande mulher, que está na lista das 5 mais influentes do mundo da tecnologia, olha só.

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