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*por Mari Lemos

Pense num caminhão gigante. Agora, pense que este caminhão, quando estacionado, abre suas laterais, fica com uma área útil de 70 metros e vira UMA SALA DE AULA. Poderia estar falando de um desenho animado, mas estou falando do Hackatruck. Estou dentro dele enquanto escrevo este texto.

É um ambiente totalmente climatizado, cheio de televisões, mesas, cadeiras, devices, computadores da Apple e, por fim – mas não menos importante: pessoas. Tem até uma impressora 3D em pleno funcionamento…  Enfim, se o futuro chegou este caminhão é a prova!

Já apresentamos o Hackatruck aqui no blog. Ele ficou estacionado no pátio do Mackenzie, em São Paulos, por três semanas, tempo do curso que ensina duas turmas de alunos a criarem aplicativos. Nas horas vagas, aproveitamos o espaço para chamar alguns formadores de opinião para falarem sobre temas do universo de TI. Tivemos o mega prazer de receber a Camila Achutti, do Mulheres da Computação e agora, neste momento, vejo a palestra do Bruno Souza, ou, Javaman, como é conhecido.E é sobre isso que quero falar! Eu não sou de TI. Não sou programadora. Não entendo das entranhas do mundo de TI, mas esse cara é muito bom. E toda a galera que está aqui (alunos e programadores de fora que vieram de fora para prestigiá-lo) parece que concorda comigo, porque ninguém pisca. Bom, minha missão é tentar explicar um pouco sobre o que ele está passando de conhecimento. Então, vamos lá!

6 LIÇÕES PARA PROGRAMADORES SÁBIOS

“Temos que acabar com a cultura do medo e da não-entrega no mundo do desenvolvimento de softwares” – Javaman

– Logo no começo, um ‘tapa na cara’: “Carreira é responsabilidade nossa. Sua carreira é uma das coisas que você terá para o resto da vida e muitos de nós a delegamos para terceiros”, diz ele. “Tem gente que delega a carreira para a mãe, namorado(a) ou até para chefe: não faça isso! Estas pessoas podem até ser bem intencionadas. Mas, meu caro, isso só depende de você. Se você quiser que sua sua carreira vá para um rumo ou para outro, você precisa estar no comando.”, completa.

– Depois, ele deixa claro que o trabalho do desenvolvedor é “automatizar a vida dos outros”. Automatizamos a forma de chamar táxi, pedir pizza, reservar hotéis… Por que então os programadores não podem automatizar suas próprias vidas ou até seu próprio jeito de programar? Isso os faria, de fato, cortar caminhos para programar mais facilmente e ter insights valiosos. Então, programadores do mundo, automatizem o modo que programam, automatizem suas vidas!

– O cérebro humano é uma coisa maravilhosa! E uma das maravilhas que o cérebro humano faz é economizar energia. Isso quer dizer que se você aprende a fazer algo MUITO bem, seu corpo passa a gastar menos energia para fazer aquilo, porque de certa forma ele entra no “modo automático” de ser. O javaman diz que este é um processo parecido com o de dirigir, por exemplo. Depois de um certo tempo aquilo vira automático. No começo, mudar de marcha ao mesmo tempo em que se olha no retrovisor e se pisa na embreagem parece o maior desafio do universo, mas depois de um tempo a gente nem percebe que está fazendo isso, porque simplesmente não precisamos mais pensar para dirigir. Enfim, este mesmo processo acontece com a programação. Então, programem, programem, programem. Vai ficar cada vez mais fácil!
– Caro programador, aprenda inglês. Segundo o Javaman, muita gente pode até dizer que não é necessário falar a língua, mas no fundo, lá no fundo, você precisa entender inglês tão bem quanto entende português para aprender a lidar com códigos. Essa é a dura realidade.- O grande momento do músico é o show. O grande momento do programador é a hora que ele senta no computador para escrever um código. Mas, como o músico, você precisa praticar. Isso DEVERIA ser parte do nosso trabalho.

Agora, a dica mais valiosa:

– “Perfeccionista é o cara que tem medo de entregar. Esse cara sempre acha que pode melhorar um pouquinho. Ele sempre acha que pode melhorar um pouquinho. Ele sempre acha que pode melhorar um pouquinho…”. Em tese, o desenvolvedor escreve códigos para que alguém use, mas hoje vivemos a cultura da não-entrega. O que mais vemos por aí são pessoas arranjando desculpas para não entregar. Tudo é adiado, tudo demora. E uma determinada aplicação que poderia ser SUPER LEGAL acaba nunca sendo vista pelo mundo. Você não pode ter medo de colocar algo no ar porque acha que não está bom o suficiente. Tudo pode ser melhorado enquanto está em curso.

Ou seja:
Perfeito = impossível
E no fim, outro ‘tapa na cara’: se você acha que apenas aprender a codificar muito bem vai mudar sua carreira, repense. A grande maioria dos desenvolvedores de sucesso faz mais que isso, você precisa ser CRIATIVO.
Para quem ainda tiver afim de ler:

3 IDEIAS PARA EXPANDIR A MENTE

1. Conheça a virtualização, ou seja, computação em nuvem. Ela é fundamental porque na nuvem é possível gerar escala. O que você faria se tivesse, ao invés de um computador de 8 giga de memória, um acesso a 500 giga de memória? A cloud permite que você pense grande.
2. Conheça a Internet das Coisas – já pensou que quando qualquer coisa puder ser um computador poderemos gerar conhecimento infinito? Programar com internet das coisas nos mostra que um computador pode estar em todo lugar.
3. Conheça outros DevOps – como eliminar o medo de entregar? Sabe essa grande paralisia que temos por sermos perfeccionistas… Existe uma metodologia chamada containers, que nos permite acelerar nossas entregas. Pesquise sobre isso!Bem, saí da palestra do Javaman e não aprendi a programar. Longe disso. Aprendi que existe uma tal de linha de comando, que é fundamental para programar, principalmente na nuvem. Por outro lado, as lições que ele ensinou sobre perfeccionismo, carreira e entrega… Ah, isso eu levo comigo!

 

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Comentários

Roger Mokarzel
12 de janeiro de 2016

Ótimas dicas!

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