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*Por Maria Fernanda Espinosa

 

Carnaval em São Paulo. Os blocos de rua devem reunir mais de dois milhões de pessoas nas ruas da cidade. Para quem não sabe, essa folia toda começou de uns quatro anos para cá. Em 2012, por exemplo, cerca de seis blocos embalavam os festeiros no ritmo do carnaval na “selva de pedras”. Hoje, mais de 300 atrações levam para as ruas paulistanas um mar de gente.
Aí você vai me perguntar: o que isso tem a ver com dados? O que tem a ver com startups? Vamos lá. Para explicar, passamos rapidamente pelo tema “redes sociais”.
Antigamente, somente a mídia noticiava o Carnaval de rua de São Paulo. Os portais davam informações sobre os horários dos bloquinhos e pronto, todo mundo ia para as ruas. Hoje, esse quadro mudou. Pense, por exemplo, em quantos eventos no Facebook você disse que tem interesse ou que comparecerá. Desde o bloquinho “Casa Comigo” ao “Sidney Magal”… Você pode não saber se vai ou não, mas esses dados estão lá, à distância de um clique.
O que quero dizer é que a organização destes eventos hoje é feita principalmente via mídias sociais. Pense que enquanto estou escrevendo e você lendo, mais de 3 milhões de tuítes estão sendo gerados globalmente por minuto. Tem noção? É muita informação disponível! E quem alimenta as redes com informações somos nós, oras!
Estive na Campus Party recentemente para assistir a palestra do executivo do IBM Research Brasil, Claudio Pinhanez. Ele disse que ao contrario do que muitos pensam, o que está revolucionando nosso mundo é a Internet das Pessoas e não a Internet das Coisas. “Temos observado que cientificamente a nossa capacidade cerebral aumentou, isso por causa dessas relações entre pessoas e mídias sociais”, ele exemplificou. Pinhanez brincou que atualmente somos os Homus Interneticus, e ele está certo!

 

 

“A Internet das Pessoas vai ter um impacto maior na raça humana do que Internet das Coisas”, Claudio Pinhanez durante a Campus Party 2016


Tá, mas e as startups em meio a isso tudo? Bem, não existe uma fórmula mágica para se diferenciar no mercado a não ser INOVANDO. Importante lembrar: não estamos falando de inovação no estilo ‘copiação’. Então, como inovar? Entendendo o consumidor, oras! Só depois de descobrir de fato o que seu cliente precisa você poderá criar soluções fora da caixa para ele. O Pinhanez provou por A+B que ferramentas de análise de dados nos levaram a um outro nível de conhecimento dos nossos públicos de interesse, mas se fosse tão simples todo mundo faria isso, né? O maior desafio é aplicar o Big Data e Analytics nos tão famosos dados não-estruturados, coletados em redes sociais, por exemplo.
E é aí que o carnaval entra! rs Eventos como os mais de 300 bloquinhos de rua “conectam” muuuuuuitas pessoas às redes sociais. Estas pessoas produzem dados e os dados viram insights para que as empresas entendam o que seus clientes querem. Viagem? Pode parecer, mas não é!
O Pinhanez entregou o mapa para a estrada de tijolos amarelos aos empreendedores presentes na Campus: “Primeiro é preciso interpretar os dados. Os algoritmos vão ler o que precisa ser lido, mas a máquina humana é quem limita e direciona as informações”. As armadilhas no meio do caminho também podem nos enganar. Nas redes sociais, por exemplo, existem interações programadas que não são feitas por seres humanos, e sim por robôs. Isso ocorre com frequência quando empresas/pessoas querem aumentar o número de seguidores, mas não é uma prática muito conveniente para quem tem interesse em coletar comportamentos de pessoas. “Todas as empresas tem de tomar muito cuidado com os posts. Quais estão bombando ou estão sendo bombados?”, perguntou Pinhanez durante a palestra.

 

 

Campus Party 2016

 

Um exemplo prático? Na época da Copa do Mundo, a IBM colocou o DeepFAMA para capturar tuítes do Brasil inteiro e fazer uma análise de sentimento a partir disso. Mas, como nem tudo são flores, o Pinhanez percebeu, junto com a equipe responsável pelo projeto, que um determinado jogador tinha um comportamento diferente em campo do que acusava o medidor. “Quando fomos apurar, vimos que as meninas estavam tão motivadas pelo aspecto físico do jogador que falavam só coisas positivas e isso em algum momento nos deixou confusos”, lembrou. Tudo isso para explicar que nós, humanos, ainda somos fundamentais nos processos de análises de dados.
Em tese, a palestra que o Cláudio deu para os geeks da Campus Party me ajudou a entender que as redes sociais são fundamentais para ajudar startups a desvendarem seus consumidores e a inovarem. Não é fácil, não é simples, mas é possível! =)
**Atualmente, a IBM possui ferramentas gratuitas disponíveis para a experimentação tanto de análise de dados quanto de computação cognitiva. Elas estão na nuvem e você pode acessar neste link aqui: http://ibm.co/20xuIPl

 

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