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*Por Kelly Bassi

Quando falamos sobre inteligência artificial sempre há um clima de desconfiança e medo no ar. Pensamos em robôs invadindo a terra, uma guerra entre máquinas e humanos cheia de efeitos especiais. Isso se deve muito à forma com que o cinema tratou o tema até pouco tempo – sempre ligado a uma história de dominação das máquinas frente à raça humana. Filmes como O Exterminador do Futuro (1991), Matrix (1999) e Inteligência Artificial (2001) dão arrepio ao imaginar as vontades e os interesses dos robôs predominando sob à humanidade. Além da intenção de desfecho cinematográfico, esta ideia de dominação estava ligada à incerteza do que seria o futuro e como este tipo de tecnologia seria utilizado.
À medida que a inteligência artificial vem se tornando realidade na rotina das pessoas, vemos que Hollywood começou a tratar o assunto de maneira mais amigável, com robôs assistentes dos humanos. Isso não é por acaso, pois é desta forma que a tecnologia vem se mostrando útil para a sociedade. As animações Wall-e (2008) e Operação Big Hero (2014), ambos da Walt Disney Pictures, ilustram essa nova Era da relação entre homens e os sistemas computacionais.
Ao invés de um apocalipse tecnológico, vemos nestes dois desenhos os robôs operando para o bem-estar das pessoas. Baymax, do Operação Big Hero, é um agente pessoal de saúde que ajuda as pessoas no tratamento de doenças e anomalias. Ele é acionado assim que ouve um “ai” (ou em inglês “au”) e só desliga quando diagnostica que o doente está recuperado e o paciente se sente seguro para dispensar o robô. Já no Wall-e, o robô foi criado para limpar a Terra que está coberta de lixo e a personagem EVA tem a missão de encontrar vegetação no planeta que está abandonado e sem vida.
Assistimos a estes dois filmes e encontramos semelhanças entre os robôs da Disney Baymax, Wall-e e EVA com o Watson da IBM. Antes de explicar melhor essas afinidades, atenção: não faça confusão! O Watson não é um robô e nem um supercomputador, mas um sistema de computação cognitiva que analisa grandes volumes de dados e processa a informação de forma parecida com um ser humano. O Watson pode ser utilizado em futuros robôs para aprimorar suas funcionalidades. É o que a IBM irá fazer em parceria com a SoftBank no robô japonês Pepper.
Vamos as semelhanças!

Linguagem Natural – Os personagens robóticos das duas animações entendem linguagem natural, assim como o Watson – que é a capacidade de entender a língua que nós humanos falamos, seja por meio de sons ou da escrita. É muito mais do que reconhecer determinado idioma, entra também compreender o sentido da combinação entre orações e palavras. O BayMax é o robô que melhor representa esta habilidade. O agente pessoal de saúde é acionado quando escuta um sinal de dor humana e mantém uma conversa natural com seu paciente. Esse trecho do filme Operação Big Hero ilustra melhor o que estamos falando sobre a forma de interação com os humanos.

Hipótese – Encontramos outra relação comum entre o BayMax e o Watson que é a capacidade de pensar, ou seja, gerar hipóteses sobre determinado assunto de acordo com as informações que o sistema possui. O BayMax consegue chegar a uma conclusão de diagnóstico e tratamento para seu paciente correlacionando os exames do doente com estudos médicos que ele “ingeriu”. Na vida real, o Watson Oncology trabalha praticamente da mesma maneira, com a diferença de sugerir para o médico o melhor tratamento de combate ao câncer para cada paciente, de forma totalmente individual e personalizada.
Aprendizado – A disposição de apreender é outra característica entre o Watson e os personagens. O sistema de computação cognitiva da IBM aprende de forma supervisionada e não supervisionada. Fazendo um paralelo com o filme do Wall-e, a EVA foi criada para encontrar plantas no planeta terra. Para isso, foi treinada para saber identificar o que é uma planta. Por meio de acerto e erro, ela tem confiança do que ela deve procurar. Isso é um aprendizado supervisionado! Veja neste trecho do filme, como ela apreendeu certinho o que é um vegetal.
Já o aprendizado não supervisionado é quando o Watson já tem um alto grau de confiança sobre o que está certo e o que está errado (ou seja, já acertou muitas vezes algo!). Então, ele começa a caminhar sozinho assimilando novos conteúdos. O Wall-e, por exemplo, sabe o que é lixo, mas consegue identificar o que pode ser aproveitado diante de todo aquele entulho. O filme só não mostra quem ensinou isso para ele. Um momento bem engraçado é quando o Wall-e descobre que a força do extintor de incêndio joga as pessoas para trás e depois usa essa técnica para “voar” no espaço junto com a EVA, rendendo uma das cenas mais românticas da animação. Dá uma olhadinha <3
 
Para finalizar, vamos apontar uma grande diferença que vimos entre o Watson e os robôs da Disney, que é o acesso à tecnologia. No Operação Big Hero, o BayMax é destruído quase no final do filme. No entanto, o protagonista Hero consegue reconstruir a criação do seu irmão porque o cartão com todo conteúdo médico do robô fica a salvo. Ufa! Essa é a vantagem do Watson, pois ele está na nuvem. A IBM está trabalhando para que a tecnologia de computação cognitiva seja cada vez mais democrática e acessível para qualquer empresa e desenvolvedor, por isso, disponibiliza os serviços do Watson no IBM® Bluemix. Relembre neste vídeo, como o Hero reconstruiu o BayMax.

Ficou com vontade de assistir as animações? Achamos alguns links dos filmes na integra.

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