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9M1HWW2JFV-3*Mariana Perroni –

Quando se colocam 40 mil profissionais de saúde  de TI em um centro de convenções para discutir como reinventar a Saúde e combater seus insustentáveis custos no undo todo, é de se esperar que as discussões que aconteçam lá não fique apenas por lá. Mesmo que esse lugar seja Las Vegas.

Na semana passada ocorreu o HIMSS 2016, no Sands Expo em Las Vegas. Com a premissa de “transformar a Saúde por meio da TI”, lá estavam mais de 40 mil inscritos, cerca de 1.300 empresas e mais de 300 sessões educativas/apresentações em cinco dias daquela que é a maior convenção sobre o tema no mundo.

No meio de toda a correria e confusão para se situar e encontrar as sessões num centro de convenções tão grande, com tantas salas e paupérrima sinalização (fica aqui o feedback de que geolocalização dentro do app do congresso seria bacana), esse HIMSS teve uma mensagem que, pela primeira vez, funcionava tanto para pagadores quanto provedores: Innovate or die.   Para isso, as principais apostas são:

Interoperabilidade e integração: sistemas fechados limitam a inovação, especialmente de outras empresas que possam vir a criar aplicações que agreguem valor adicional às soluções já criadas. Nos corredores e nas apresentações era frequente ouvir que esse é o caminho que a Cerner e a Epic precisam seguir. Isso ganhou destaque ainda maior quando Sylvia Burwell (secretary of Health and Human Services do governo Obama) anunciou uma coalizão entre empresas de prontuário eletrônico, instituições de saúde e organizações profissionais prometendo melhorar a troca de informação e a disponibilização dos dados em saúde.

Data Analytics: os provedores continuam necessitando encontrar maneiras de aumentar a qualidade da assistência ao mesmo tempo em que reduzem os custos. Isso não é novidade para ninguém. As empresas que fornecerem soluções para suporte à decisão e análises preditivas focadas na mudança do modelo fee-for-service para o value based (e demonstrarem robusto ROI) parecem ser as que sairão na frente.

Cyber Security: O comentário geral é que as sessões sobre segurança estavam lotadas. Bem mais que o usual. O medo crescente de cyber attacks demonstra que um check-up anual de segurança dos dados está longe de garantir tranquilidade. Será um ano agitado para as empresas desse segmento.

Genômica: A Precision Medicine Initiative, do governo Obama, juntamente com a exponencial redução dos custos para sequenciamento estimulam o segmento. Em 2001, o custo para sequenciar o genoma foi de US$ 100 milhões. Hoje, é cerca de 1000 dólares.

A meu ver, as malas dos participantes desse HIMSS voltaram mais pesadas. E não foi com compras nem com os brindes acumulados na convenção. Mas sim com a percepção de que chegou a hora de substituir compliance por determinação para tornar a saúde melhor.

* Mariana Perroni é médica e evangelista da unidade IBM Watson Health no Brasil

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