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*Por Maria Fernanda Espinosa –

Vamos falar sobre os desbravadores, pessoas que desde sempre descobrem tendências e estão à frente de seu tempo. A piada já veio pronta: para aqueles 5% do mercado que contam com executivos que pensam além, o cenário está tranquilo e favorável.
Para começar a escrever esse texto, dei uma busca rápida nos principais desbravadores dos últimos séculos. Encontrei em uma lista mais de 400 nomes de descobridores (desde a.c), que chegaram a algum lugar por não temer o desconhecido e, talvez, por achar que o mundo não se limitava a simplesmente ser mar, mas que havia algo além.
A história que temos mais afinidade, claro, é a do descobrimento do Brasil, declarado por Pedro Álvares Cabral, em 1500 – embora existam dúvidas se não foi o, também português, Duarte Pacheco Pereira. Também há muita familiaridade com as histórias do genovês Cristóvão Colombo, que em 1492 atravessou o Atlântico e chegou às ilhas do Caribe. Há também o britânico James Cook, que bateu com suas caravelas na Austrália em 1771. Dentre tantas outras descobertas.
Porém, quem são exatamente esses desbravadores? Qual papel eles têm no mundo atual e o melhor… o que as organizações podem aprender com eles? Se fizermos um comparativo, no passado eles queriam descobrir o chamado Mundo Novo. Mas e agora? Qual é o nosso Novo Mundo? Não sou nada expert em matemática (muito pelo contrário), mas algumas respostas estão nos números. Entre janeiro e junho de 2015, a IBM realizou entrevistas com 5.247 executivos de alto escalão de 21 indústrias em mais de 70 países. Neste relatório, eles descobriram que existiam dois tipos de empresas: os desbravadores e os seguidores de mercado. O primeiro grupo representa apenas 5% da amostra total e tem como característica principal a audácia.
Os Desbravadores têm uma sólida reputação de líderes de inovação e também superam as demais empresas da sua indústria em termos de crescimento de receita e lucratividade. Os Seguidores representam 35% da amostra total e quase todos são menos sucedidos financeiramente.
Ou seja, os desbravadores se mostraram bem melhor posicionados e estão batendo de frente com os chamados invasores digitais – concorrentes inovadores e disruptivos que antes eram desconhecidos, mas estão cada vez mais no páreo, como o Airbnb, por exemplo. Li neste estudo a seguinte frase dita por um CMO de uma rede de hotéis nos Emirados Árabes: “Costumávamos enxergar o Four Seasons como um concorrente. Agora enxergamos o Aibnb”.
Enfim, o que estes desbravadores têm em comum com os descobridores dos séculos passados? Não tudo, mas o mais importante, eles se arriscam, nadam contra a corrente e possuem um bem precioso que os antigos não contavam: a tecnologia. Se voltarmos um pouco, quando Colombo ‘topou’ com suas caravelas nas ilhas do Caribe, por exemplo, nem se falava em descobrimento, pois ele mesmo achava que tinha chegado a alguma ilha do leste asiático. Pois é! Hoje em dia as organizações mais adiantadas já estão fazendo há tempos o que outras ainda nem imaginam. E digo mais, estão preparadas para um segundo passo muito grande. Vou explicar!
Muitos dos desbravadores do estudo já descobriram as vantagens de ter uma visão panorâmica. É preciso manter um olho em seus rivais, mas prestar ainda mais atenção em seus clientes. Só para entender um pouco, mais de dois terços dos executivos de alto escalão entrevistados usam análise preditiva para identificar novas tendências.
Esses exploradores de novos mundos – ou desbravadores – vêem o futuro de forma diferente. Soluções de mobilidade e computação em nuvem não são novidade, isso porque já estão engajados com estas tecnologias há anos luz em relação aos Seguidores. No entanto,  dão um grande peso para a computação cognitiva, Internet das Coisas e estão muito confiantes em investir nessas tecnologias pensando em um retorno significativo.

O mais interessante é que o foco destes líderes é totalmente voltado para uma visão egocêntrica, para aproveitar ao máximo possível as percepções de seus clientes e parceiros sobre seu negócio. Chegar primeiro é o lema dos desbravadores! Para dar uma ideia, há uma distância de 95% entre eles e os seguidores de mercado quando falamos em conquistar um segmento.Achei bem interessante que o estudo aponta três imperativos para explicar por que os desbravadores estão bem posicionados: escopo, escala e velocidade. Veja:

 

 

Você provavelmente pode me perguntar: E no Brasil. Tivemos resultados? Sim! Eles são bem parecidos com os globais, mas… Abaixo destaquei algumas diferenças interessantes. Por exemplo, em forças externas mais impactantes, que os CxOs brasileiros apresentam mais preocupação, veja:

 

Para finalizar, somente 29% dos CxOs brasileiros utilizam feedbacks dos clientes para terem ideias. O número global está beeem à frente, com 51%! A conclusão disso tudo é que essas empresas que buscam um caminho e querem se posicionar entre os 5%, vai ter que entrar de cabeça na transformação digital. Aí sim estarão em um momento tranquilo e favorável!

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