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*por Mariana Lemos –

Qual a primeira “coisa conectada” que vem à sua cabeça quando você ouve o termo “internet das coisas”? Um carro? Uma geladeira? Se sim, normal. Eu sempre lembro do exemplo do carro “inteligente” que avisa quando precisa de algum reparo, ou da geladeira que manda uma mensagem quando algum produto acabou. Esses são, sim, exemplos de IoT (Internet of Things), mas essa história vai muito além…

Na semana passada, organizamos na IBM mais uma edição do Inovação em Debate, encontro entre jornalistas, influenciadores e executivos (da IBM e do mercado) para discutir temas relacionados à tecnologia e que estejam em alta no mercado. A ideia é levar para esse ambiente pessoas que de fato possam contribuir para a discussão. Dessa vez, o assunto foi internet das coisas. Ou melhor, a internet de todas as coisas, como dizem os IBMistas.

O Inovação em Debate já ganhou vida própria. A partir do momento em que reunimos todos os convidados em uma sala, o evento acontece da maneira mais natural possível. Cada participante traz experiências e pontos de vista inusitados, que ajudam a moldar uma nova concepção sobre cada tema discutido.

Analistas estimam que mais de 30 bilhões de dispositivos estejam conectados até 2020. Bem, para colocarmos os pés no chão, levamos casos práticos da aplicação de IoT para o evento. A CIO da Whirlpool, Renata Marques, apresentou os concretos avanços em eletrodomésticos conectados da companhia, além de dar um panorama global sobre o assunto, pontuando o quando ainda precisamos melhorar para chegar ao patamar de países europeus e estadunidenses de “coisas conectadas”. Hoje, a Whirlpool já comercializa dois produtos conectados pilotos no Brasil: um refrigerador que mostra a temperatura interna e a lista de compras e um fogão que exibe receitas. Mas a perspectiva é que a cultura de IoT aumente e que outros produtos entrem no mercado em breve.

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Agora, pense em uma lavadora que identifica quando o sabão em pó está acabando e aciona o supermercado, que já programa a entrega do produto para a sua casa. A Whirlpool já pensou. E já a produz, inclusive. Ou seja, o céu é o limite quando pensamos em conectar coisas. Veja mais detalhes sobre isso na matéria da Débora Oliveira, que acompanhou o Inovação em Debate IoT.

O Vinícius Senger, fundador da Globalcode, mostrou no evento que Internet das Coisas não é só coisa de companhia gigante. Esse empreendedor conecta tudo, desde um barco até – acredite – um bafômetro! E quando digo que ele provou, é no sentido literal. Ele simplesmente fez uma demonstração de um acessório conectado ao celular (a aplicação está armazenada no IBM Bluemix, diga-se de passagem) que detecta em tempo real o nível de álcool no corpo de quem o assopra. De novo, o céu é o limite.

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A discussão foi mediada por ninguém mais, ninguém menos, que Cristina De Lucca, editora da Computerworld e comentarista de TI na CBN.

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O último Inovação em Debate foi planejado em conjunto com Carlos Tunes, executivo de soluções Cognitivas da IBM Brasil. Ele liderou todo o evento e apresentou um panorama bem completo sobre o mercado de IoT, pontuando como a computação cognitiva pode levar o tema a outro patamar. Ethevaldo Siqueira, também presente no encontro, publicou um panorama BEM legal sobre o que foi dito por , olha só! 

 A professora Rita de Cássia, Coordenadora do curso de tecnologia da FIAP, também compartilhou com o grupo suas experiências com IoT e com a plataforma Bluemix, que é utilizada pelos alunos do curso para criar aplicações. Ah, o desenvolvedor do Laboratório de Softwares da IBM Brasil, Fernando Cabrera, também apresentou uma demo que prova como conectar as coisas pode abrir caminhos para a inovação.

Por fim, mas nunca menos importante, por que a Internet das Coisas é/será Cognitiva? Bem, a computação cognitiva está fundada em sistemas que apresenta três características fundamentais:

  • Entender a linguagem natural – esse contexto vai além das palavras, porque considera feições, tom de voz, movimentos…
  • Aprender sozinho – se utilizar de interações ou de conteúdos para criar conhecimento;
  • Capacidade de criar hipóteses – a partir do conhecimento absorvido, reconhecer padrões.

Logo, se o princípio de IoT está baseado em conectar objetos para facilitar a ponte entre o mundo físico e o digital, por que não aproveitar a inteligência cognitiva para criar conhecimento a partir dos dados obtidos nas “coisas conectadas”? Faz sentido, não? E é o futuro, segundo a IBM.

Para quem se interessar, aqui está um infográfico que retrata uma pesquisa da Big Blue sobre o futuro da IoT (clique para aumentar a imagem):

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