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Especial Computação Cognitiva

*Texto por Kelly Bassi e vídeo por Rafaella Bonogli Bruno –

Post 2“Olá, senhor. Pode se sentar. O doutor já te chama”. Imagine a seguinte cena:  você está na sala de estar de um consultório médico, aguardando uma consulta. A secretária diz: “Pode entrar senhor”. Ao chegar no consultório, você e o médico se cumprimentam. Ele pergunta como você está e qual o motivo da visita. Você explica que quer somente fazer o típico checkup. O médico então acessa um sistema que puxa todas as informações sobre sua saúde, como média da pressão arterial, seu número de passos diário, horário das refeições etc. A fonte dessas informações? Uma pulseira inteligente que você está usando. Com a ajuda do sistema que foi treinado para apontar anomalias na saúde das pessoas, é possível identificar que você está tendo alterações na pressão arterial. Então, o médico encaminha você para uma série de exames cardiovasculares.

Situação futurística? Não. Já existem tecnologias que permitem usufruirmos deste tipo de medicina preventiva. O intuito dessas novas tecnologias é que a medicina possa utilizar o grande volume de informações criadas no mundo em benefício dos pacientes, desenvolvendo tratamentos de saúde personalizados e oferendo suporte para escolha de tratamentos médicos. Assim, haverá uma ampliação do acesso do médico à vida do paciente fora do consultório. Big data, cloud, mobilidade e computação cognitiva são os protagonistas de toda essa mudança.

A cada dia cresce o volume de informações médicas. Para você ter ideia, até 2020 o volume de dados médicos dobrará em menos de um trimestre, que são resultados de exame, prontuário medico etc. Um exemplo é o tratamento de oncologia. Hoje, um paciente com câncer gera cerca de 1 TERA de dados por dia com exames. Isso equivale a 50 celulares de 168 giga de memória, sendo que apenas 0,5% destes dados são avaliados.

Outro desafio em relação ao crescimento dos dados é a atualização médica. De acordo com o volume de estudos e artigos médicos que são publicados periodicamente, para manter-se atualizado o médico deveria estudar cerca de 167 horas por semana (são mais de 20 horas por dia). O resultado é que menos da metade das decisões dos tratamentos de câncer são baseadas em artigos médicos.

O maior esforço da IBM nesta área é o Watson Oncology, que utiliza os recursos da computação cognitiva para oferecer aos médicos um número maior e mais detalhado de informações para que, com estes dados em mãos, possam tomar a melhor decisão referente ao tratamento contra o câncer. Seu banco de dados inclui milhares de pesquisas científicas na área, além de históricos reais de pacientes com a doença. Na prática, o médico reúne todas as informações necessárias sobre o paciente e as fornece ao Watson, que responderá com os possíveis tratamentos e suas chances de cura. O Watson Oncology é treinado continuamente pelo Memorial Sloan Kettering Center Cancer (MSK), dos EUA.

No entanto, surge a pergunta: “Além do câncer, como o Watson pode ajudar a medicina?”. Para responder a essa questão e outras tantas entrevistamos a Mariana Perroni, que é médica e evangelista da unidade IBM Watson Health no Brasil. Sim, a IBM tem uma médica em seu time e ela é super íntima e entusiasta da tecnologia.

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Comentários

Carlos TUNES
8 de abril de 2016

Excelente matéria e esclarecimento Kelly, Rafaela e Mariana, PARABÉNS!
Como a Mariana comentou, é uma verdadeira transformação, mais do que dados, conhecimento compartilhado pelo “advisor” ao alcance dos médicos o que significa ao alcance da sociedade que vai ser a beneficiada. Mais velocidade e precisão! Só isto já é fantástico! Imagine então se considerarmos as pesquisas que possibilitam a prevenção!

Kelly Bassi
8 de abril de 2016

Ótima observação Tunes! E que o conhecimento compartilhado traga cada vez mais frutos para a sociedade.

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