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IBM SESAME*por Bruno Favery –

Quando eu era criança adorava ir à escola. Desenhar era uma das atividades que mais gostava. Lembro que muitas vezes me irritava com as professoras quando elas davam alguma atividade que não caía no meu gosto, principalmente quando tinha algo a ver com matemática. Por mim, eu ficaria desenhando, desenhando e desenhando… Eu era bom naquilo e a cada traço, novas ideias vinham à minha cabeça. Eu vivia num mundo repleto de possibilidades.

Com o tempo fui cada vez mais podado pelas ‘tias’, (quem nunca?), pois não fazia mais parte do script desenhar.  De repente eu tinha novas prioridades e obrigações. Esse desencorajamento e falta de apoio em algo que eu gostava, por muito tempo me fez ter sérios problemas com meus professores e interrompeu o desenvolvimento de uma grande aptidão: o desenho. Hoje eu compreendo e vejo que essas professoras eram cobradas para que a linha pedagógica da escola fosse seguida à risca.

Parei para refletir sobre a forma como temos ensinado nossas crianças e jovens. Sinto que deveríamos nos esforçar mais para ter uma metodologia moderna, moldável e personalizável de ensino. Afinal, todos somos únicos e temos qualidades e aptidões singulares, das quais nenhuma deve ser negligenciada. Pelo contrário, nossos talentos têm que ser trabalhados e lapidados. Dessa forma só tendemos a ganhar seres humanos cada vez mais em sintonia com o seu propósito.

De olho nessa evolução, ou revolução, pedagógica, o futuro parece promissor. Hoje li sobre a parceria entre IBM e a Sésamo Workshop, organização educacional sem fins lucrativos, idealizadora do programa de grande sucesso ‘Vila Sésamo’. O objetivo dessa união é desenvolver produtos educativos com as capacidades cognitivas do Watson para transformar o modo como as crianças aprendem. Pois é, a parceria veio em boa hora.

Image.146176106116719A ideia é que o uso de recursos tecnológicos possa contribuir para aumentar o significado de atividades de rotina nas escolas. Por meio das capacidades de absorver, aprender e correlacionar uma grande quantidade de dados não estruturados, o Watson pode ajudar na entrega de experiências educativas personalizadas. Ou seja, sugerir programas de aprendizado adaptados às preferências e níveis individuais de aptidão dos alunos de até 5 anos (pré-escola), reforçando seus pontos fortes e trabalhando seus pontos fracos.

“O cérebro de uma criança é como uma esponja.” Quem nunca ouviu essa frase? Sim, realmente crianças têm uma grande facilidade para aprender, mas independente do quão rápido isso pode ocorrer, a verdade é que cada um aprende de uma forma, com um perfil único de interesses, conhecimento e talento. O que uma criança assimila está totalmente relacionado com aquilo que ela previamente já teve contato. E manter um registro do que um ser humano sabe é difícil até mesmo para um pai, imagine para um professor.

As pesquisas conduzidas pelas duas empresas confirmaram que SIM, crianças aprendem mais rápido e têm um melhor desempenho quando lidam com conteúdos que elas acham relevantes. A tal da empatia! O papel da computação cognitiva, e logo do Watson, seria compreender o contexto de cada criança e servir como um assistente dos pais, professores e das instituições de ensino.

Exemplo: um aplicativo que ajuda uma criança a aprender a ler e cria experiências interativas com palavras que o sistema detectou que ela já aprendeu. Essa criança certamente assimilará mais rapidamente novas palavras. As capacidades cognitivas desse sistema tornam possível a adaptação dos conteúdos em tempo real e levam em consideração os interesses da criança, preenchendo uma história com personagens, brinquedos e animais que ela goste.

Agora, imagine um aplicativo que traz para a sala de aula as recentes descobertas científicas para auxiliar o professor a criar experiências educacionais customizadas para as necessidades de cada um de seus alunos. O Watson é capaz de se concentrar nos objetivos específicos do professor ou de cada aluno simultaneamente, criando atividades feitas sob medida para cada um deles. O sistema cognitivo pode pro ativamente identificar conceitos aos quais alguns alunos possam necessitar de um auxilio extra e sugerir diferentes métodos e estratégias de ensino, para facilitar e permitir a absorção da matéria e enfim o aprendizado.

Se tudo vai dar certo, só o tempo irá dizer. A parceria deve levar três anos para gerar resultados. Mas certamente é um cenário promissor. Eu ao menos confesso que gostaria muito de ter algo assim na época em que era criança. Quem sabe essa seria minha chance de desenhar, desenhar e desenhar…

Ah, vale assistir esse vídeo (em inglês) para entender um pouco sobre o projeto:

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Comentários

Carlos Silva
28 de abril de 2016

Como fazer para adquirir o Produto para os meus Filhos

timaissimples
3 de maio de 2016

Oi Carlos,
O Watson está aprendendo sobre o assunto e, como nós humanos, demora ainda um tempinho para ficar craque no tema.
Só aí então, teremos a data de início da comercialização.

JULIO BIENAIME
30 de abril de 2016

Este producto se encuentra tambien desarrollado en castellano??

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