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Especial Computação Cognitiva

*Por Kelly Bassi –

Para fechar nosso especial sobre computação cognitiva com chave de ouro, levantamos com o time de Watson no Brasil quais são as principais perguntas que surgem sobre a plataforma cognitiva da IBM. Descobrimos que existem três grandes dúvidas que ainda vêm à cabeça das pessoas quando falamos em Watson e aceitamos o desafio de respondê-las! Ou melhor, buscamos a ajuda de um especialista, o mestre Fabricio J. Barth, que é PhD e líder técnico de IBM Watson no Brasil. Está curioso? Termine de ler este post e nos diga se você tem mais alguma questão que possamos responder :)

O que o Watson faz de diferente em relação a um sistema de busca tradicional da Internet?

Quando falamos que o Watson busca resposta para uma pergunta, pode parecer que ele atua de maneira semelhante à de um sistema de busca tradicional na Internet. é importante esclarecer que a forma de buscar a resposta entre esses sistemas é totalmente diferente. Um sistema tradicional de busca procura a resposta tentando localizar dentro do seu universo de conteúdo as palavras-chaves que você apontou na questão, enquanto o Watson entende a intenção da sua pergunta e, assim, apresenta respostas mais coerentes.

Por exemplo, você faz a pergunta: “como posso fazer um financiamento de avião?”. O sistema tradicional vai buscar esta resposta tentando encontrar em sua base de dados as palavras da pergunta. Caso o arquivo onde esteja esta resposta tenha o nome “aeronave” ao invés de avião, pode ser que ele não encontre a resposta. Já o Watson, vai ler esta pergunta e entender que você quer comprar um avião e ele foi treinado para saber que aeronave é sinônimo de avião. Assim, consegue acessar todos os documentos disponíveis sobre este assunto em sua base de dados, inclusive o que falava de financiamento para aeronave. Com isso, entrega para  você uma resposta consolidada, concisa e direta sobre a sua pergunta.

Qual a diferença do Watson para os atuais assistentes pessoais dos smartphones?

Pergunta 2Os atuais assistentes pessoais e o Watson tem um ponto em comum, ambos possuem o recurso de reconhecimento da fala, ou seja, entendem a linguagem natural dos seres humanos. A diferença está no tipo de perguntas que eles podem responder. Os assistentes estão preparados para responder as perguntas específicas de um usuário de smartphone para ajudá-lo em tarefas do seu dia a dia, por exemplo registrar lembretes de compromissos ou encontrar um contato na agenda do telefone.

O Watson pode ser treinado para responder qualquer tipo de pergunta, como qual o tratamento mais indicado para um determinado tipo de câncer. Pode ser um assistente para um profissional do mercado financeiro, para um médico, para um cientista, entre outros. As possibilidades são infinitas, basta você ensiná-lo. Na verdade, o Watson pode ajudar os assistentes pessoais a serem mais cognitivos, ou seja, a adquirem conhecimento. Neste sentido a tecnologia serve para ampliar o conhecimento das pessoas. Imagine que um dia possamos ter um celular com assistente pessoal desenvolvido a partir dos serviços do Watson. Fico ansiosa para este dia chegar logo!

Por que o Watson não é um supercomputador?

Pergunta 3Sabemos que muita gente ainda tem essa dúvida porque viu o Watson no programa Jeopardy!ou porque quando digita o termo “IBM Watson” no Google aparece esta imagem. Hoje, vamos colocar um ponto final neste assunto. Esqueçam todas essas referências anteriores. O Watson é um sistema de computação cognitiva, ou seja, um software, e está na nuvem com 30 serviços na plataforma IBM Bluemix. O Watson é ofertado apenas neste modelo. Esses serviços são capacidades do Watson que vão desde interpretar um texto a responder perguntas e respostas, entender as emoções das pessoas, ler imagens e ouvir sons.

Também chamados de APIs (Application Programming Interfaces), os serviços são abertos para qualquer empresa e desenvolvedor criar suas aplicações cognitivas. Funciona como os blocos de montar da Lego®. Você usa diversas peças em formatos diferentes para construir algo, como um castelo, uma casa ou animal, entre outros. Mesmo sendo diferentes, as peças se encaixam perfeitamente, construindo o que você quiser. Nesta analogia, os serviços cognitivos são os blocos coloridos que ao se encaixarem criam inovadoras aplicações. Assim, ficou mais fácil de entender, né?

***

Se você ainda tem alguma dúvida sobre computação cognitiva, deixe sua pergunta aqui para respondermos, mas, antes de sair desta pagina, não deixe de assistir a esse vídeo que explica tim tim por tim tim o que é computação cognitiva.

Ah, este conteúdo da Exame.com também ajuda a desvendar o Watson!

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Comentários

Vanessa Xavier
6 de abril de 2016

Esse novo blog tá bom demais!!! :)

Felipe
7 de abril de 2016

Muito bem explicado!

Erik Lima
14 de abril de 2016

Muito bom esse post!

Porém tenho uma dúvida: Como faço para ensinar um assistente pessoal (baseado nos serviços do Watson) sobre assuntos específicos?

Por exemplo, um físico quântico que está fazendo várias pesquisas e descobertas sobre tal assunto, como ele poderia ensinar o assistente pessoal dele a reter todas as novas informações coletadas e descobertas? Para que ao longo do tempo possa buscá-las e utilizá-las com facilidade através de seu assistente pessoal?

Desde já eu agradeço!

timaissimples
18 de abril de 2016

Oi Erik,
Depois de ler uma quantidade grande de informações sobre o tema que irá atuar, o Watson passa a ter feedback do usuário se o que está fazendo está correto ou não, assim, entende qual é o caminho certo. Neste exemplo do físico, ele alimentaria o Watson com a base de informações desejada e depois treinaria o sistema para entender o que seria uma descoberta. Isso foi o que fizeram na aplicação do Chef Watson, por exemplo. Ficou claro? Obrigado!

Erik Lima
9 de maio de 2016

Perfeitamente!

Muito obrigado e parabéns pela excelente matéria.

Grato.

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