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– Por Bruno Favery –

O antigo ditado “a justiça tarda, mas não falha” está com os dias contados. Logo logo ele será substituído por “a justiça não tarda e nunca falha”. E é melhor o bom e velho “a justiça é cega” também tomar cuidado para não ser alterado para “a justiça enxerga como ninguém”. Brincadeiras à parte, digo isso, pois essa semana li uma matéria sobre o primeiro “robô-advogado” que foi integrado a um escritório de advocacia, nos Estados Unidos.

O computador desenvolvido pela startup Ross Inteligence utiliza a tecnologia cognitiva do Watson e irá permitir que esse “novo advogado” consiga analisar e correlacionar milhares de dados, auxiliando de maneira quase que imensurável nos processos de averiguação, checagem e na própria resolução de casos.

tll-4Ou seja, todo aquele doloso trabalho mecânico agora poderá ser feito por uma tecnologia inteligente, capaz de efetuar a tarefa com uma velocidade muito superior e um percentual de erro muito menor.

Afinal, quem nunca ouviu falar de um processo que se arrastou e tardou demais para que enfim saísse um veredito. Ou mesmo de alguma empresa que passou anos respondendo um caso na justiça. Diante desse melancólico panorama, eis que surge esta notícia animadora.

Um exemplo de como a tecnologia cognitiva pode funcionar em um escritório de advocacia: um advogado faz uma pergunta para a interface, como faria a um colega, em seguida o computador lê todas as informações do código penal, código civil, leis trabalhistas e etc. Após processar todos os dados, ele desenvolve uma resposta com citações, tópicos de leitura, jurisprudência, casos correlacionados, de maneira que o advogado tem, em poucos minutos, uma excelente fonte de informação ao seu dispor para iniciar a sua defesa.

Além disso, a tecnologia também monitora a lei o tempo todo, podendo notificar ao seu usuário qualquer nova decisão judicial que possa afetar o seu caso. Com uma ajuda dessa não há advogado que seja pego desprevenido.

De fato, essa novidade não altera imediatamente o sistema judiciário. No momento é muito mais um suporte para os escritórios de advocacia poderem trabalhar com mais eficácia. Mas certamente é um primeiro passo rumo a um futuro em que a lei não vai tardar e muito menos falhar. Já até posso ver os juízes com calos nas mãos de tanto bater o martelo e pronunciar: caso encerrado!

Abaixo separei um vídeo sobre como a IBM tem utilizado a computação cognitiva para comparar contratos legais. Com ele dá para se ter uma ideia de como a tecnologia funciona. Apesar de estar em inglês, é possível acionar a tradução automática para o português. Espero que gostem.

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