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*Texto por Vanessa Garcia e Kelly Bassi | Vídeo por Ellen Simão

IsabelaDepois de dois dias ouvindo os maiores experts do Brasil e do mundo da área, ficou ainda mais claro que a tecnologia se tornou sinônimo de inovação em marketing e comunicação. Só se falou nisso no ProXXIma 2016, evento organizado pelo grupo Meio & Mensagem que aconteceu esta semana em São Paulo. Veja aqui um vídeo sobre os bastidores do evento, feito pelo Mauro Segura, CMO da IBM.

O fato é que as mudanças no nosso comportamento, na forma como consumimos conteúdo, fazem com que as agências e empresas entrem cada vez mais numa guerra por experiências. Não é à toa que especialistas afirmam que estamos saindo do mundo do storytelling para o do story living. Interessante, não?

Foi inusitado ouvir da agência de publicidade Dentsu Aegis Networ a frase “queremos escrever patentes ao invés de títulos” depois de contar detalhes do projeto Fiat Safe Key. Já o diretor de Inovação Google X, Alberto Menoni, deixou claro o conceito de ideias moonshoot – na tradução livre, significa aquelas de voo à lua. Seria como um foguete com uma proposta que resolve um grande problema, que propõe uma solução radical e que usa tecnologia disruptiva.

A IBM também estava lá e levou uma convidada especial para esta edição do ProXXIma, a Isabela. Os burburinhos de corredor diziam que ela era a namorada do Watson! Será? Um dos organizadores do evento, pouco antes do painel Robôs e Inteligência Artificial, estava ansioso, à procura da tal Isabela que participaria do painel e ainda não tinha chegado. Foi divertido! Desculpe quebrar o clima dos que já estavam se preparando para o casamento do ano – Watson e Isabela – mas, infelizmente, isso não vai rolar.

A Isa nada mais é do que o próprio Watson. Só demos um nome feminino porque a voz que falaria no palco era de uma garota. A verdade é que Watson pode ter voz de homem, de mulher, de criança, ele pode ser quem você quiser. Cada usuário ou “treinador” do Watson faz essa escolha, de acordo com o público que ele vai interagir ou área que ele atuará. Por exemplo, se uma rede de varejo feminina contrata o Watson para dar dicas de look, moda, maquiagem, o mais provável é que uma mulher fale, não? Vale lembrar que o sistema cognitivo da IBM é uma instância vazia, que precisa ser ensinada e treinada sobre um tema para ter valor. E essa instância tem capacidade quase infinita de aprendizado, quanto mais “velha”, mais inteligente e sábia fica.

No ProXXima, por exemplo, a Isabela foi treinada por um mês pelo time de Watson do Brasil e o líder do evento, Pyr Marcondes, sobre temas relacionados a Marketing. Ele foi o mentor da Isa, ou seja, a abasteceu com conteúdo de mídia programática, principalmente, e a treinou para responder perguntas sobre o tema. A Isabela foi uma espécie de demo, criada apenas para o evento com o objetivo de instigar aquelas pessoas da plateia sobre inteligência artificial e sua utilidade no setor, no dia-a-dia de cada um.  Aliás, esse artigo do Innovation Insider conta muito bem como a inteligência artificial vai beneficiar o marketing. No evento, a ideia era que ela interagisse com Pyr, ao vivo, da maneira mais real possível! Tão real que os problemas de conexão Wifi do local dificultaram um pouquinho o início da interação entre Pyr e Isa. O negócio era ao vivo MESMO. No fim, deu tudo certo! Isabela falou em português para mais de mil pessoas, mostrando que a computação cognitiva já é realidade e está mais do que disponível no Brasil.

A demonstração da Isabela foi recheada com um debate sobre computação cognitiva e robótica, mediado pelo Pyr Marcondes e com os especialistas Fabio Scopeta, líder de IBM Watson no Brasil, e o Flávio Tonidandel, professor do Centro Universitário FEI. A discussão foi tão rica que reunimos neste vídeo os principais trechos do painel para vocês. E no comecinho você verá a performance da Isabela!

Enfim, o que levamos de aprendizado?

Estamos em uma nova era computacional em que os sistemas não são mais programáveis, mas sim ensinados, como o Watson. Três características definem a computação cognitiva: a capacidade de entender linguagem natural, de aprender e gerar hipóteses.  A robótica e a computação cognitiva tendem a caminhar juntas por potencializar o poder relacional das máquinas com os seres humanos. Veja aqui o exemplo do que a Rede Accor já vem fazendo. Projetos no Brasil, como o robô Judite, da FEI, mostram este é um ponto ainda a ser aprimorado, pois os sistemas precisam entender o contexto da situação. Imagine se um robô que apreendeu a identificar rostos tristes vai a um velório? Ele pode fazer brincadeiras para animar as pessoas, mas isso não é aceito socialmente.

Ah, e é importante lembrar que a computação quântica pode ser considerada um passo da tecnologia para termos máquinas cada vez mais potentes para lidarmos com os desafios do futuro. Será a nova forma de operação, muito parecida com o comportamento da natureza em que as moléculas obedecem a física quântica. De olho nesta nova onda, semana passada a IBM disponibilizou para o público em geral na nuvem um 5-qubit de um computador quântico para experimentos e testar aplicações. Confira aqui detalhes sobre o assunto.

São muitas mudanças a caminho! Prepare-se.

Saiba mais
15 usos de Inteligência Artificial para marketing
Interação entre robôs e humanos é o novo desafio
Vídeo – apresentação na íntegra da Isabela no ProXXIma 2016

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