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*Por Maria Fernanda Espinosa

iron manQuem, quando leu o título, imaginou o Watson com uma arma na mão, uma máscara de Iron Man (meu herói preferido) e prendendo os vilões? Bom, vai ser maaais ou menos isso! A partir de agora, nosso caro amigo ajudará na luta contra o crime digital. Como parte de um projeto de pesquisa da IBM, ele ficará um ano aprendendo sobre o universo de segurança. Esta será a primeira tecnologia a oferecer cognição de dados de segurança em escala utilizando as habilidades do Watson para raciocinar e aprender por meio de dados não-estruturados. Traduzindoooo: Esse sistema de computação cognitiva que irá lutar contra o cibercrime foi especialmente desenhado para ter acesso a informações sobre novas ameaças, assim como recomendações de como pará-las, aumentando a velocidade e desenvolvimento dos profissionais de segurança.

Ele também terá mais superpoderes, utilizando técnicas de mineração de dados (ou data mining), que vai explorar grandes quantidades de dados para criar padrões de combinações para detectar remotamente brechas e violações, além de ferramentas de apresentação gráfica e técnicas para encontrar conexão entre dados relacionados em documentos diferentes. Por exemplo, agora ele consegue detectar um ataque cruzando dados sobre um novo malware que conheceu em um boletim online ou em um blog de análise de segurança.

Mas… nem o Watson e nem a IBM vão trabalhar sozinhos! Porque, afinal, até o Iron Man conta com o J.A.R.V.I.S. para ajudá-lo nas missões, né? Para esse projeto – babem! – oito das melhores universidades do mundo vão ajudar a aprimorar amplamente a coleção de dados de segurança para treinar o sistema de computação cognitiva.

palmasPrimeiro de tudo, o MIT (Massachusetts Institute of Technology), além dele, a Universidade Politécnica do Estado da Califórnia, Pomona; a do Estado da Pennsylvania; a Universidade de New York; a de Maryland, Baltimore County (UMBC); a de New Brunswick; a de Ottawa e a de Waterloo.

O “treino” do Watson ficará sob o comando dos estudantes dessas universidades. Inicialmente esse processo será de “alimentação” e anotação do sistema com relatórios de segurança e dados. O mais legal, que na verdade eu invejo um pouco, é que como esses estudantes vão trabalhar ali juntinho com esse grupo de feras de segurança, além de ganhar um currículo sensacional, eles estarão entre os primeiros do mundo a ganhar experiência neste campo emergente de segurança cognitiva!!! Para ter uma ideia, a IBM planeja processar mais de 15 mil documentos por mês na próxima fase do treino com as universidades parceiras, clientes e especialistas IBM.

Esses documentos vão incluir relatórios de inteligência de ameaças, estratégias de cibercrime, entre outros. A IBM X-Force Exchange, biblioteca da IBM contra o cibercrime, será a parte central dos materiais que alimentarão o Watson para cibersegurança. Esse corpo de conhecimento inclui 20 anos de pesquisas de segurança, detalhes de 8 milhões de spams e ataques de pishing e mais de 100 mil vulnerabilidades documentadas.

Tem mais por aí…
O mais legal é que além dessa notícia bacana, a Universidade de Maryland, Baltimore County também aproveitou o momento para anunciar uma parceria com a área de IBM Research para criar um Laboratório de aceleração de cibersegurança cognitiva [Accelerated Cognitive Cybersecurity Laboratory (ACCL)] na Faculdade de Engenharia e Tecnologia da Informação. Instituição e estudantes vão trabalhar juntos para aplicar a computação cognitiva nos desafios complexos de cibersegurança, colaborando com os cientistas da IBM e alavancando os avançados sistemas de computação da empresa para acrescentar velocidade e volume para as novas soluções de cibersegurança. Massa, né?
Vamos torcer para que essas iniciativas cheguem no Brasil. Seria muito legal, já que temos tantas grandes e ótimas Universidades. Não é mesmo?

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Comentários

Simone Sartori
13 de maio de 2016

Fantástico! Muito motivador saber que poderemos ajudar os nossos clientes de forma mais ágil e inteligente.

Americo Amim Junior
24 de agosto de 2016

Excelente noticia. Deve ser muito curioso este processo de alimentação do Watson com dados de segurança. Ainda mais curioso a “programação” desses algoritimos de cruzamento de zilhões de informação chegando a indicação inteligivel de cuidados e prevenção.
Show !

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