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*Texto por Kelly Bassi e vídeo por Bruno Favery –


Há dois anos, fui apresentada ao Watson quando comecei a trabalhar com a área de comunicação corporativa da IBM. Minha missão era (e ainda é) ajudar a IBM a disseminar importantes feitos e tendências para seus públicos estratégicos por meio da imprensa, influenciadores, redes sociais ou qualquer outra plataforma, como este blog. Na época que entrei para o time, computação cognitiva e Watson eram temas abstratos para mim, já que em TI a gente fala muito sobre assuntos que não são tão palpáveis como um carro, chocolate ou chiclete. Entendia que a computação cognitiva era algo revolucionário, mas não fazia ideia de como essa tecnologia funcionaria no mundo real.  As coisas só foram ficando mais claras depois de estudar muito – ainda continuo – e ouvir os especialistas da IBM – ainda os ouço bastante. Foi nesse período que a sementinha da computação cognitiva foi plantada em mim.

Primeiro, entendi que o Watson aprende línguas. Ou seja, quando o sistema passou a aprender o Português falado no Brasil, o processo não seria como o de uma simples tradução. Era necessário que o sistema aprendesse os sentidos das palavras e a sintaxe das frases. Era como uma criança que está aprendendo a falar. Foi aí que as três características da computação cognitiva entraram na minha mente para que eu nunca mais esquecesse: entende linguagem natural (a que nós, humanos, falamos), aprende continuamente (e quanto ‘mais velho’ melhor) e pensa (ou seja, gera insights).IMG_7933

Depois, o Watson me levou às nuvens. Nada de supercomputador! O modelo de negócio da IBM para computação cognitiva está baseado no conceito de Economia de APIs, em que os serviços de tecnologia disponíveis ficam na nuvem e qualquer programador tem acesso. Essa democratização da tecnologia me inspira, e muito.

Vieram então os casos de Watson no Brasil: Bradesco, concurso de receitas do Chef Watson na Universidade Anhanguera, Mecasei.com, AngelHack na IBM, Isabela no ProXXIma…nossa! Tantas experiências que fizeram com que aquela sementinha plantada em mim se tornasse uma planta, com flores e frutas, capaz de semear a computação cognitiva em outras pessoas.

Hoje, sigo nessa missão para um novo segmento, a área da saúde. Acredito que o maior impacto do Watson na sociedade será nesta área. O Watson já está sendo utilizados em por instituições médicas e hospitais nos Estados Unidos, como MSK, MD Anderson e New York Genomic Center. Além disso, a IBM está trabalhando para ter uma nuvem mundial com dados de saúde – o que irá democratizar muito o acesso aos dados e adiantar uma séries de descobertas neste segmento. No Brasil, esta área está crescendo tanto que a IBM, hoje, possui uma área de negócios focada na computação cognitiva na saúde, o Watson Health.

O vídeo que você viu mostra um workIMG_7943shop educacional que realizamos para jornalistas sobre Watson na saúde. Lá, mostramos como a computação cognitiva – por meio do uso da inteligência artificial em situações reais – é o caminho para que médicos possam utilizar um grande volume de informações em benefício dos pacientes, desenvolvendo tratamentos personalizados e oferecendo suporte para a escolha de tratamentos médicos. Foram apresentadas aplicações do Watson na oncologia, genoma, pesquisa clínica e doenças crônicas.

Enfim, assim sigo semeando a computação cognitiva. E estou ansiosa para ver frutos de todo esse potencial tecnológico logo logo em tratamentos e pesquisas em hospitais, laboratórios e consultórios do nosso Brasil.

*Leia também: ‘Na era cognitiva, dados geram mais saúde

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