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Aquilo que vimos no maior evento de tecnologia e finanças do Brasil

*Por Bruno Favery, Maria Fernanda Espinosa e Kelly Bassi

Esta semana, entre os dias 21 e 23 de junho, aconteceu o Ciab FEBRABAN. Este é o maior evento de tecnologia para bancos e seguradoras na América Latina. Como o mercado financeiro é a praia da IBM, o TI+Simples acompanhou de perto e trouxe novidades quentinhas para você.

Conferimos as principais palestras sobre quatro temas importantes para esse segmento: computação cognitiva, blockchain, fintechs e segurança da informação.

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Machine Intelligence

Aqui, as grandes novidades foram o anúncio do Banco do Brasil sobre a criação do seu Centro de Competência em Computação Cognitiva e do Assistente Inteligente para o seu app do Internet Banking. Em 90 dias, os clientes do Private e Estilo Digital poderão consultar o assistente por voz para ajudá-los em transações financeiras e informações em geral. Em média, o banco realiza 40 milhões de transações online por dia, sendo que 97% são remotas – 32% por mobile e 28% pela internet. O Geraldo Dezena, VP em Tecnologia do BB, reforçou que este tipo de iniciativa os levam para o caminho de relacionamento digital humanizado com o cliente.

Esses casos mostramIMG_8547 que a combinação máquinas + pessoas vai nos transformar em seres humanos melhores. O Guruth Banavar, VP em Computação Cognitiva da IBM Research, deixou isso muito claro em sua apresentação no painel. Ele disse que no mercado financeiro quem vai se beneficiar mais com a computação cognitiva serão os funcionários de back office, pois terão mais subsídios ao tomar uma decisão em suas funções complexas.

Não há o que temer nesta nova reação. Muitos ainda têm medo da inteligência artificial por causa da imagem aterrorizante criada pelos filmes de Hollywood, como já falamos aqui no blog. No entanto, o Casio Dreyfuss, VP da Gartner Research, trouxe as três leis da robótica para tranquilizar a todos: 1) não vai prejudicar o ser humano; 2) vai obedecer o ser humano e 3) vai cuidar de si mesmo.

A revolução das Fintechs

O mundo conectado nos tornou mais ágeis, antenados e, ao mesmo tempo, exigentes. Nunca foi tão difícil satisfazer às expectativas das pessoas, seja ela um cliente ou não. Queremos mais facilidade e dinamismo para nossas rotinas. Queremos criar mais, encontrar mais valor em nossas atividades e produtos, enfim, queremos ser mais.

Hoje durante a palestra “A Revolução das Fintechs” pude ver o quanto isto está evidente para as empresas. O quanto grandes corporações estão tendo dificuldades para aperfeiçoar seus serviços, o quanto seus clientes estão cobrando por uma experiência mais satisfatória e como a criatividade nem sempre é uma solução fácil de ser encontrada.

E o que fazer quando não sabemos solucionar os nossos problemas ou quando estamos sem ideias para inovar? A solução que muitos estão encontrando são as startups. Livre das pressões e da rotina, muitas vezes desgastante, jovens empreendedores podem achar uma solução ou iluminar o final daquele túnel que antes parecia não ter fim.

A contrapartida para as startups embarcarem nessa parceria é a segurança, estrutura e know how que empresas estruturadas podem oferecer. Hoje ouvi Italo Flammia, diretor da Oxigênio Aceleradora falar sobre o quão importante é essa colaboração de pequeno empreendedor e grandes corporações. O quão benéfico é esse ecossistema e como trabalhar em harmonia com diferentes pessoas, assuntos, serviços e ideologias podem muitas vezes resultar em algo surpreendente.

Isso me fez refletir como estamos progredindo e caminhando rumo a um cenário em que cada vez mais pessoas terão oportunidades e que grandes ideias vão ganhar força para serem mais do que ideias. E quem ganhará com isso? Certamente todos nós.

Para que servem os freios dos carros?
Foi com essa pergunta que o diretor de segurança da informação da IBM levou o público presente a refletir durante sua palestra sobre visões de segurança da informação para as novas tecnologias no primeiro dia do CIAB. Após fazer com que todos parassem para pensar sobre essa indagação, ele esclareceu que os freios não foram feitos para frear os carros, mas sim para proteger as pessoas contra possíveis riscos e para que elas possam seguir em frente, sem temer atingir alta velocidade. Na verdade, eu mesma achei a analogia muito explicativa, pois se você trocar a palavra “freios” por segurança, nesse questionamento, consegue ter uma visão da necessidade das tecnologias para proteção de possíveis ataques dentro das empresas.
A inserção de novas tecnologias, principalmente em bancos, está fazendo com que eles se voltem para uma grande preocupação: a segurança das informações. E foi com esse foco que o Jeff Crume e também o diretor de pesquisa em segurança de redes do Gartner, Claudio Neiva, debateram no painel sobre a necessidade de prevenção, o aumento de informações privilegiadas que o crime organizado possui em mãos e como os bancos, até mesmo empresas em geral, podem ser mais colaborativos e iniciarem uma era de compartilhamento de informações.
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 A parte que mais me chamou atenção foi da inserção de comunicação cognitiva para localizar possíveis ataques e ativar o time de resposta a incidentes. A IBM já tinha feito o anúncio do Watson contra o cibercrime em meados de maio deste ano, mas até então não se sabia como tudo isso poderia funcionar dentro de um banco. E será mais ou menos assim: analistas de segurança, análise de dados de segurança e computação cognitiva conectados para que seja determinada a ameaça, sejam identificados os usuários afetados e para que os resultados sejam enviados rapidamente para o time de resposta. E como ele fará isso? ele será ensinado e aprenderá sobre todos os tipos de ameaças existentes. Talvez seja essa é a peça que faltava para ganharmos vantagem maior na luta contra o cibercrime.
Bancos cognitivos
Ainda na linha da computação cognitiva, acompanhamos uma palestra sobre como essa tecnologia será importante para bancos e também para o mercado financeiro. Neste painel, o diretor de inovação do banco Bradesco, Marcelo Camara, apresentou uma demo do funcionamento do Watson dentro da instituição. O projeto que deu seus primeiros passos no início de 2015 já consegue ser mensurado. De acordo com Camara, desde setembro já foram desenvolvidos mais de 11 produtos da instituição que estão maduros para ir para o mercado. O mais bacana foi ver como essa tecnologia cresceu e se desenvolveu em tão pouco tempo e é tratada como um filho, que eles viram crescer, se desenvolver e veem cada vez mais valor.
Outra apresentação que veio para fechar este discurso foi a do VP Global de serviços para a indústria financeira, Vivek Bajaj, que definiu bem quando disse que “a computação cognitiva é o sabor da tecnologia” e todos querem provar disso. Segundo ele, quando falamos de inovação é impossível não tocar nesse assunto. O mais legal foi que ele citou um case, no qual além da análise preditiva feita por um banco europeu aos seus clientes, eles utilizaram a computação cognitiva para aprimorar esses serviços direcionando ainda mais o atendimento personalizado.
De fato a tecnologia cognitiva vai mudar o rumo de toda a história da indústria bancária. Na verdade, com cases como o do Bradesco e agora com o Banco do Brasil, temos ainda mais certeza disso.

Segurança é parte do negócio

Caramba! Como o assunto segurança é infinito. Às vezes a gente pensa que este universo só envolve hackers e ataques. No entanto, hoje apreendi que a segurança deve estar cada vez mais alinhada à estratégia de negócio das empresas para caminhar junto com a governança coporativa. Segurança não é só TI, é business. A nuvem, a mobilidade e as redes sociais trouxeram novos riscos para o segmento de segurança da informação. Segundo pesquisa da IBM, em 2016, as perdas com ataques irão somar R$4,31 milhões no Brasil e 40% brechas estão ligadas a ataques maliciosos ou criminosos, 30% a falhas do sistema e 30% a falhas humanas.

IMG_8781Enfim, há muito que se avançar em modelos de segurança dentro das empresas. Rob Dayson, líder global de Security Service Competency na IBM, falou sobre diversos modelos, como o divisional e o matrix, em que cada profissional tem sua função pré-definida para sucesso da operação e aproximação com as áreas de negócios. O objetivo é que cada vez mais a resposta e identificação dos incidentes sejam mais ágeis. Anotem aí: os grandes avanços nesta área estão ligados a parceria e inovação.

NAO o Robo que aprende 

O pessoal do CanalTech também estava por lá cobrindo os mais variados temas e eles se renderam ao NAO. Confira tudo o que esse pequeno robô pode fazer neste vídeo.

O atendente do futuro

Outra sensação do stand da IBM foi a tecnologia de atendimento remoto, que a empresa tem desenvolvido em parceria com a Cisco. Trata-se de um robô que é capaz tirar dúvidas, fazer triagem e direcionar os clientes ao serviço correto.

O que as redes de relacionamento falam sobre seu cliente

Discute-se muito sobre o que as redes sociais contam a respeito das pessoas. Momento de vida, comportamento de compra, desejos, relacionamento e assim por diante. No entanto, as empresas esquecem que possuem uma mina de ouro embaixo de seus colchões: o banco de dados do seu negócio. Olha, é tanto dado que as empresas possuem que analisar este tipo de informação, muitas vezes, pode contar até coisas mais relevantes que as redes sociais. As empresas só precisam olhar de maneira diferente para essas informações, tratá-las e interpretá-las.

O gerente da área de Análise de Dados Sociais do Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil, Claudio Pinhanez, contou no Ciab 2016 uma experiência feita com uma grande seguradora no Brasil. A partir da análise dos pedidos de reembolso e cobrança dos médicos segurados, de um período de 1 ano e meio, identificou quais eram as redes de relacionamento entre os médicos e entre pacientes e médicos. O objetivo foi descobrir quem eram os profissionais que os pacientes mais confiam, pois sua presença no convênio garante a fidelidade de um segurado.

Complicou? Na prática funciona assim. O Laboratório entendeu que os oftalmologistas e os clínicos gerais trabalham como uma dupla, quase marido e mulher, em que um profissional indica um paciente para outro profissional. O mesmo acontece com as especialidades de ginecologia e obstetrícia. Já nas áreas de alergia e imunologia não existe esta parceria de indicação clara entre os médicos.

Em relação às diferenças regionais, identificou-se que em Brasília a rede de médicos não possui preferência de indicação, todo mundo indica todo mundo. Diferente de São Paulo, em que as redes de indicações são bem claras e consistentes. Essas foram algumas métricas criadas a partir dos formulários que o Laboratório da IBM teve acesso, mas é possível pensar em outras, como ajudar o paciente a encontrar os médicos mais apropriados de acordo com o grau e tipo da sua patologia, auxiliar com as fraudes e até entender o fluxo de pacientes e identificar consultas desnecessárias.

Enfim, a análise de dados traz inúmeras possibilidades para que a seguradora tome decisão com informações mais precisas em suas mãos. O diretor da Bradesco Saúde, Flavio Bitter, definiu bem o uso deste tipo de tecnologia pelas seguradoras. Para ele, assim as empresas passarão a remunerar os profissionais por resultado e não mais por procedimento. Até contou um caso de um projeto da própria instituição que visava redução de custos e, então, identificaram quais eram os hospitais e clínicas mais baratas, mas não as relacionaram com os médicos e pacientes. No final, tiveram que rever todo o projeto porque os médicos não queriam operar nos hospitais indicados pois não estavam acostumados. Já os pacientes não queriam fazer exame nos laboratórios porque ficam longe de suas casas. Eis a importância de entender as relações.

Blockchain

Sim! Nós cobrimos uma palestra fantástica sobre blockchain. Porém, como o tema é, além de legal demais, muito complexo, fizemos um post separado. Mas, você pode conferir aqui ó!

 

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