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Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial para o TI+Simples

Meus caros, em tempos de crise, o que nos resta é o combate – e nesse cenário, nada melhor e tão absolutamente atemporal como a meritocracia para nos acompanhar na trincheira.

E convenhamos, quando um empreendedor (seja ele de sua própria empresa e projeto ou atuando corporativamente em um grande grupo) se divorcia do mérito, assina sua sentença de morte. Dotado do mérito da simplicidade conceitual, (onde os melhores se destacam e recebem os melhores benefícios), reconhecido pelos resultados que provoca, amado por alguns e odiado por muitos, o modelo meritocrático de gestão cresce em tempos agudos.

20160201114544-shutterstock-268561100E aqui entre nós, poucas coisas são menos estimulantes do que um ambiente de trabalho onde acomodados, “rodas presas” e preguiçosos são tão considerados e premiados quanto aqueles que independentemente das suas questões pessoais ou limitações individuais, conseguem operar com obstinação, empenho absoluto e elevado senso de responsabilidade.

Nesse contexto, onde os “prêmios” sempre se caracterizam como algo restrito, nada mais natural que se estabeleçam regras comuns e justas para o seu acesso, criando com isso uma espiral positiva em benefício da competitividade e da saúde econômica dos negócios.

Em resumo, na meritocracia, pouco importam a sua origem, filiação, raça, credo, onde você estudou, ou mesmo as questões de gênero. Em um ambiente assim, o valor vem dos resultados e da qualidade como estes foram atingidos. Obviamente não se trata de algo perfeito, mas alguns se adaptam facilmente e jamais vão querer trabalhar em um modelo diferente.

A questão é como implantar esta cultura, considerando os seus desdobramentos operacionais e seu impacto no cotidiano de um grupo de profissionais ainda não acostumados ao processo triturador que o culto ao mérito impõe.
Vamos lá:

1. Elimine a retórica vazia. Ao implantar uma cultura meritocrática seja coerente. Nada será mais importante do que o resultado e sua qualidade. O resto é o resto.

2. Tenha metas claras e exequíveis, para que possam ser distribuídas aos colaboradores. Sem isso, não haverá parâmetros confiáveis e respeitados de avaliação. Tudo nascerá de um planejamento detalhado, possibilitando o encadeamento de objetivos, metas e ações.

3. Crie uma política de premiação, que pode ser gradual e escalonada, envolvendo desde o incremento de remuneração até a participação na sociedade;

4. Premie com dinheiro (ou direitos sobre ativos, como a participação societária). As pessoas querem enriquecer e usufruir do ganho econômico que estão proporcionando ao negócio com seus esforços. Nada mais do que isso.

5. Cuide bem da comunicação. Ela deve refletir um programa claro e dotado de regras cristalinas. Isso vai garantir adesão e comprometimento.

6. Dedique especial atenção ao clima interno. Não permita que a competitividade saudável provocada pela meritocracia desague em agressividade gratuita e processos autofágicos desnecessários. Equipes precisam trabalhar com coesão e coordenação eficiente (concatenada com o planejamento do negócio), sem isso você criará uma terra de ninguém com prejuízos imediatos ao próprio negócio;

7. Tenha em mente que não se trata de um modelo perfeito e a prova de equívocos, e esteja preparado para perder alguns talentos que independentemente de sua capacidade, não estão dispostos a conviver profissionalmente em um ambiente tão duro e difícil (mesmo com todos os “prêmios” disponíveis).

Boa sorte e até o próximo.

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