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*Texto por Mariana Riscala | Vídeo e fotos por Bruno Favery e Ellen Simão

Quarta-feira, uma noite fria de agosto, mas dentro do auditório da IBM, na zona sul da cidade de São Paulo, o bate-papo era acalorado. Mais de 200 pessoas, entre estudantes de medicina, residentes, médicos e profissionais da saúde estavam lá para discutir com especialistas da Big Blue e convidados como a computação cognitiva está transformando a medicina. E foi neste clima que aconteceu a segunda edição do IBM School, evento que tem a proposta de discutir o impacto da tecnologia nas profissões e seus mercados. Em 2015, chamamos o pessoal de marketing e comunicação para essa reflexão.

O esquenta da discussão deste ano começou com uma palestra sobre a computação cognitiva na saúde de Eduardo Cipriani, que é líder da unidade de IBM Watson Health no Brasil. Depois o público conferiu de perto com a Mariana Perroni, que é médica intensivista e coordenadora da divisão IBM Watson Health na América Latina, como o Watson for Oncology  funciona na prática, com demonstração ao vivo da tecnologia. Por fim, a coisa pegou fogo mesmo no painel sobre a nova era da medicina, com médicos convidados que responderam perguntas do público. Estavam lá Claudio Ferrari, brand leader do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, Drauzio Varella, oncologista e escritor, Felipe Roitberg, oncologista do Instituto do Câncer da USP e do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, e Vitor Asseituno, médico e CEO do Live Healthcare Media.

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Mas espera, vamos rebobinar esse filme e voltar um passo atrás para entender o que é a computação cognitiva. Os sistemas computacionais que usamos até hoje, em PCs, laptops, celulares etc, são programáveis e foram desenvolvidos na década de 60. O princípio é que sigam um conjunto de regras definidas: se acontecer isso, faça aquilo, caso contrário, faça outra determinada coisa. Porém, esse modelo não é capaz de lidar com a atual explosão de dados gerados pela nova dinâmica social e de negócios.

Hoje, precisamos de sistemas capazes de simular a forma com que os seres humanos pensam, aprendem e interagem. Ou seja, os sistemas cognitivos, que são ensináveis. Pensando nisso, em 2011 a IBM lançou o Watson, uma plataforma de computação cognitiva que, quanto mais interage com um assunto, mais experiente e inteligente fica. Quanto mais aprende, mais hipóteses e evidências gera, e mais sentido dá aos dados que antes eram invisíveis para as empresas.

Ok, muito interessante, mas o que isso tem a ver com a medicina? Tudo! A computação cognitiva está revolucionando a maneira de se fazer medicina. Para se ter uma ideia, a previsão é que o número de informações médicas dobre a cada dois meses e meio até 2020. Para manter-se atualizado, um médico deveria estudar cerca de 167 horas por semana, ou seja, 24 horas por dia. Impossível, né?! É aí que a tecnologia cognitiva aparece, atuando como assistentes dos profissionais, trazendo recomendações para tratamentos clínicos e oncológicos personalizados para um determinado paciente.

Quer dizer, então, que seremos atendidos por um robô em uma consulta médica do futuro? Nããão. A ideia é que os doutores tenham acesso aos dados dos pacientes desde que nasceram até o momento da consulta e, assim, possam tomar as decisões baseadas em informações sobre cada indivíduo, tornando os tratamentos cada vez mais personalizados. “Uma das questões mais crônicas da medicina é que o médico entra na vida do paciente quando o problema já aconteceu. E isso vai tornar o cuidado mais contínuo e não só reativo, quando o paciente já estiver dentro do nosso consultório”, reforçou Mariana Perroni.

Para Felipe Roitberg, um dos grandes benefícios da computação cognitiva é inclusive ajudar a otimizar o tempo da consulta. Economizando tempo na coleta dos dados, você pode discutir com o seu paciente o melhor pra ele. E, como bem lembrou Drauzio Varella, “medicina é uma profissão que você tem que fazer com a mão”. Pois é, quem não gosta daquele médico que nos olha nos olhos, pega na nossa mão e diz “estou aqui”? Todos nós! Comprova-se que a tecnologia vem para voltar a valorizar a relação médico-paciente.

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“Existe uma certa desconfiança e desconforto em parte dos médicos, que têm medo de perder o emprego ou serem substituídos por uma máquina. No entanto, a tecnologia nos ajuda a usar melhor os dados. É disruptiva, vai auxiliar muito”, reforçou Claudio Ferrari. Já Vitor Asseituno lembrou que o médico muitas vezes atende um plantão com sono, cansado ou com a pizza ali esfriando. “Essa questão humana não acontece com o Watson. A medicina tem o desafio de crescer com a computação cognitiva”, concluiu.

Finalizo este post com uma reflexão de John Forbes – mencionada pela Mariana Perroni no evento. Em 1921, ele já dizia: “O uso disso é muito duvidoso porque requer muito tempo e traz problemas para o paciente e para o médico, e vai contra o que estamos acostumados a fazer”. Ele estava se referindo ao maior símbolo da profissão dos médicos: o estetoscópio. Enfim, estamos em uma nova era em que os médicos devem se preparar para usar os dados a favor do paciente, os empoderando e os tornando donos da sua própria saúde, do seu próprio dado. Aquele que se formar com o apoio do Watson, se familiarizando com a tecnologia, poderá fazer melhor uso dela na medicina.

Confira as fotos do IBM School – A Nova Era da Medicina!

Quer saber mais sobre a computação cognitiva na saúde? Acesse: 

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