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*Por Mariana Riscala –

Quem nunca se viu de pé em frente à televisão dando soquinhos no ar, se esquivando, abaixando, pulando e dando tacadas para lá e para cá? Era assim que ficávamos quando íamos jogar boxe, tênis ou boliche no Wii Sports, um dos jogos mais vendidos do console da Nintendo, com mais de 45 milhões de unidades comercializadas em todo o mundo.

Lançado em 2006, o Nintendo Wii fez um grande sucesso, pois tem sensores capazes de detectar os movimentos dos jogadores, em tempo real, e com controles sem fios, o que permitia movimentos sem limites. Não podemos negar que começava aí uma grande revolução no entretenimento. Porém, o que na época foi uma grande novidade hoje já não é bem assim.

Melhor dizendo, aquela novidade trazida pelo Wii está cada vez mais aprimorada… e mais real! A realidade virtual, ou virtual reality (VR, como é conhecida), tende a estar cada dia mais presente nas nossas vidas. O que antes parecia ser apenas um acessório do futuro, os óculos recentemente criados pelo Google, Samsung, Apple, Sony, entre outros, hoje já são parte do dia a dia de muitas pessoas, e são vistos como uma tecnologia revolucionária. O visor de 360° provoca uma sensação de imersão que muda a experiência dos jogadores e dos espectadores, que passam a estar literalmente no jogo, ou em um filme, por exemplo, podendo explorar aquele mundo à sua frente, ou melhor, à sua volta de uma forma nunca antes vista.

Explorar, aliás, é a característica mais forte da VR. E é um dos fatores fundamentais para o sucesso do Pokémon GO, a maior febre do momento. Usando a realidade aumentada, praticamente uma ‘irmã’ da realidade virtual, adicionando elementos virtuais ao mundo real, o jogador usa a câmera e a localização de seu smartphone para capturar os monstrinhos chamados de Pokémon, para então treiná-los e subir de nível em batalhas com os amigos. Uma verdadeira aventura pelos diversos cantos da cidade em busca dos Pikachus e dos Charizards. Inclusive, já é possível cruzar com os monstrinhos no Parque do Ibirapuera, na Praça da Sé e no Pacaembú.

Outra grande característica da realidade virtual é a interatividade, que hoje ultrapassa os games e o cinema e está até nos videoclipes, como é o caso de “Farol”, da Ivete Sangalo. O clipe da cantora baiana acabou de ultrapassar a marca dos 18 milhões de acessos e se tornou o vídeo em 360° mais visto do mundo. Na produção, totalmente interativa, os fãs podem tentar encontrá-la em um dos cinco ambientes criados dentro de um cenário, virando pra esquerda ou pra direita. Sensacional!

Pois é. Ligando Wii, Pokémon GO e Ivete Sangalo, a realidade virtual tem deixado de ser virtual e se tornado cada vez mais real. Ou será que o mundo real está cada vez mais virtual? Durante o GDG Future #2, encontro de desenvolvedores que aconteceu na última semana na sede da IBM, em São Paulo, o publicitário e palestrante Rogerio Lima afirmou que não há verdades quando falamos em VR e que esse é o momento para investir nesse mercado. “Não tem verdade alguma, é uma tecnologia que vem sendo desenvolvida. Hoje, está cada vez mais acessível, mas a VR não é nada sem um conteúdo de qualidade. Essa é a hora de produzir para esse mercado”, destacou. E aí, quer movimentar, inovar e revolucionar o mundo do entretenimento? Essa é uma boa pedida!

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