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*Por Maria Fernanda Espinosa –

Hoje estreia o filme Esquadrão Suicida nos cinemas do Brasil inteiro (êêêê). Estou aguardando ansiosa por esse momento. Vai ser épico! Para comemorar essa expectativa, resolvi escrever sobre a relação do Suicide Squad e os hackers do bem.

Primeiro, vou falar rapidamente do filme e da formação do esquadrão. Eles são um time de super vilões recrutados para trabalhar para o lado do bem (ãhn?). Pois é! A agente que os recruta, Amanda Waller, conclui que para lutar com inimigos inescrupulosos e maquiavélicos é necessária uma equipe à altura, capaz de entender a mente do inimigo como ninguém e com nada a perder.

Veja bem, se dialogarmos com o filme, é aí que entram os hackers do bem. Pessoas que um dia foram consideradas criminosas para a sociedade, mas que começaram a trabalhar para combater os crimes cibernéticos, justamente por entender como o lado negro da força funciona [pera aí, não é de Star Wars que estamos falando! Rs.]. Agora, vamos falar dos cibercriminosos que viraram a mesa e estão ajudando pessoas, empresas e governos a descobrir e capturar os vilões da nossa realidade.

kevin-mitnick-l-hacker-che-divento-leggenda_2Um deles é o Kevin Mitnick. Este carinha é considerado o maior hacker da história. Ele iniciou suas atividades burlando sistemas de cartões de ônibus para conseguir passagens gratuitas. Daí, foi um passo para invadir redes telefônicas e computadores de grandes corporações, até o momento que ele desmantelou a segurança de alguns departamentos do governo americano. Só após ser preso, em 1995, ele decidiu mudar sua vida e abriu uma empresa de proteção às informações pessoais. O cara virou um guru de segurança da informação e já escreveu livros, artigos e ministra   palestras no mundo inteiro sobre o assunto.

E ele não foi o único. Temos dois casos de brasileiros superinteressantes. Wanderley de Abreu Júnior estava “brincando” na internet quando descobriu falhas em computadores da NASA e conseguiu entrar no sistema da organização americana. Wanderley, mais conhecido como Storm, acabou sendo descoberto quando acessou o Departamento de Energia dos Estados Unidos. De acordo com uma entrevista que ele concedeu à Exame, em 2012, ser descoberto lhe abriu um canal de relacionamento muito bom, pois na mesma época a polícia do Rio de Janeiro, sabendo da repercussão do caso, o convidou para trabalhar com eles para resolver casos de uma rede de pedofilia. Após idas e vindas, ele montou sua própria empresa focada em segurança da informação. Segura essa Coringa!

Domingo Montanaro foi outro caso de um brasileiro que, de hacker, virou analista forense de um dos maiores bancos do país e já contribuiu com células governamentais civis e militares no combate ao cibercrime. Além disso, participou da fundação de uma das primeiras empresas de perícia forense digital, o IBP (Instituto Brasileiro de Peritos) e, hoje, trabalha como diretor executivo de uma empresa de prevenção e mitigação de riscos cibernéticos, na qual é co-fundador.

Casos menores, como o de Robert Tappan Morris, um americano que jogou um vírus na internet e infectou um décimo do sistema global e detonou seis mil sistemas, em 1988, também são bem conhecidos. Na época, os danos foram estimados em US$15 milhões e ele foi um dos primeiros réus condenado por fraude cibernética nos Estados Unidos. Atualmente, ele trabalha no MIT, dentro do Departamento de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação.

Tá vendJared-Leto-Joker-Suicide-Squad-Trailer-MTVo? Até os considerados maus podem mudar de rumo para ajudar a sociedade e lutar contra criminosos.

Se retornarmos ao filme, podemos dizer que usar o mal para combater o mal funciona e (wait for it)! Ninguém conhece melhor o lado negro senão quem está ou já esteve nele, não é mesmo? Pensando nisso, se não me engano no início do ano, o governo americano fez um teste real com hackers. O Departamento de Defesa criou o Hack the Pentagon, no qual desafiava hackers que estivessem dispostos a invadir redes de segurança do Pentágono, além de sites do governo dos Estados Unidos, para encontrar bugs, falhas e possíveis brechas de segurança.

Quando convidaram hackers, eles fizeram com que vilões os ajudassem a barrar o crime… e não é exatamente isso que acontece no filme?

Para você que nunca leu os quadrinhos e quer saber mais sobre os personagens, prepare-se para chegar sabendo tudo no cinema. Essa matéria do portal IG explica bem o papel de cada um, dá uma olhada!

O Squad [do bem] da IBM

IBM X-Force Red (PRNewsFoto/IBM)

Por falar em esquadrão, na última terça-feira, 2, recebemos uma notícia bem legal! A IBM anunciou a formação do IBM X-Force Red, um grupo de hackers éticos que vai ajudar as empresas a descobrirem vulnerabilidades em seus computadores, redes, hardwares e aplicativos de softwares antes dos cibercriminosos. Eles ainda vão averiguar as vulnerabilidades de seguranças humanas em seus processos diários, que os atacantes frequentemente usam para contornar os controles de segurança.

Se interessou pelo tema de segurança? Veja essa matéria que fizemos com a Limor Kessem, expert em segurança da IBM. Ela fala sobre o crescimento de ataques cibernéticos durante grandes eventos como, por exemplo, as Olimpíadas.

Você vai perceber que os colaboradores deste blog adoram falar sobre segurança, principalmente quando se trata de quadrinhos. Este ano, falamos sobre as semelhanças entre um hacker e o coringa. Confira aqui.

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