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*Por Claudio Ferrari –

“If you cannot measure it, you cannot improve it.” (Sir William T. Kelvin , Matemático, Físico e Engenheiro – 1824 – 1907)

O lançamento do Watson for Oncology marca a chegada da computação cognitiva aplicada à saúde no Brasil. Temos três boas razões para comemorar esse novo momento da medicina.

1. Poderemos ser melhores médicos

O crescimento exponencial das informações vem nos exigindo um esforço crescente para atualização científica. E isso é especialmente verdadeiro para quem faz oncologia. Se já não bastasse o incrível número de estudos científicos publicados a cada dia, muito em breve, teremos de encarar um enorme volume de dados moleculares para integrá-los aos dados clínicos de nossos pacientes no momento de decidir.

Ajudando a identificar os elementos mais relevantes de cada caso e trazendo à nossa atenção os dados científicos mais recentes e qualificados, a computação cognitiva nos permitirá tomar melhores decisões, e em tempo mais curto. Isso é, estaremos mais atentos, atualizados e críticos, podendo ainda ser mais eficientes. Além de nos deixar com mais tempo para desenvolver um atendimento mais próximo e personalizado para cada paciente.

2. Faremos incontáveis novas descobertas

Imagine que todos passem a ser acompanhados como um paciente de pesquisa. Isso significaria terem seus dados monitorados com atenção e suas respostas ao tratamento e os esddefaultventuais efeitos adversos devidamente registrados para comparações posteriores. Desta forma, o cuidado com cada paciente seria capaz de gerar conhecimentos úteis aos tratamentos dos próximos pacientes. Imagine o incrível volume de informações que isso traria. Quantas descobertas!

O modelo de integração de dados e análises sistemáticas proposto pelo Watson cria uma situação em que os dados dos pacientes acompanhados fora do contexto de pesquisa serão idealmente armazenados e processados, proporcionando um maior entendimento das doenças e conhecimento para cuidarmos melhor de nossos pacientes.  Sem dúvida, um salto sem precedentes no conhecimento médico.

3. Seremos mais capazes de reduzir os desperdícios

Reduzir os custos da saúde é a palavra de ordem também em nosso país. Mas como fazer isso se as novas tecnologias e medicamentos vêm com preços cada vez maiores? Como médicos, temos uma importante contribuição a oferecer: o combate à “cultura do desperdício”.

Todos nos lembramos das (poucas?) vezes que deixamos de solicitar algum exame que depois se mostrou necessário, mas nunca paramos para pensar nos milhares de exames absolutamente desnecessários que pedimos no acompanhamento de nossos pacientes, diariamente. Afinal, “ninguém é criticado pelos exames que solicitou, mas apenas por aqueles que deixou de pedir”. O desperdício está presente na grande maioria das instituições do país, incluindo os consultórios médicos, mas continuamos ignorando o impacto dessa atitude mental.

De fato, esse pensamento, predoIBMWatson_Screengrab-1024x576-1minante em nosso meio, responde por um enorme percentual dos gastos atuais e compromete significativamente nossa capacidade de atendimento, tanto no sistema público, como no privado. A computação cognitiva pode nos ajudar a fazer um melhor uso dos recursos para diagnósticos, contribuindo para a sustentabilidade do sistema de saúde já no curto prazo. Além disso, poderá ser igualmente útil no treinamento de uma nova geração de médicos mais comprometidos com os gastos do sistema.

O cérebro humano enfrenta grandes dificuldades para processar questões de probabilidade. Se conseguimos atuar até hoje, apesar dessa limitação, imagine do que seremos capazes quando atuarmos de forma sinérgica com sistemas de informação inteligentes. A tecnologia finalmente estará ao nosso lado, nos ajudando a errar menos!

Vamos torcer para que o Watson aprenda rapidamente a ler e escrever em português e para que seus prováveis concorrentes também entendam que o Brasil é o melhor lugar para aprender a 6a língua mais falada no mundo.

*Claudio Ferrari é Oncologista Clínico e Brand Leader do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês e escreveu este artigo a convite do TI+Simples.
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