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Com o fim das Paralimpíadas damos adeus ao maior período esportivo do nosso país. Triste? Muito. Porém, esse é o melhor momento para aprendermos sobre como o esporte está utilizando a tecnologia para aprimorar a performance de atletas antes, durante e depois das competições.

Vamos começar com um exemplo paralímpico: já ouviu falar no método que nadadores com deficiência visual usam para saber quando podem fazer a virada? Atualmente utilizam o tapping, uma técnica em que o treinador encosta levemente na cabeça do atleta usando um bastão com espuma nas pontas para avisá-lo quando está prestes a chegar ao limite da piscina. O método é prático, mas uma tecnologia de Internet das Coisas (IoT) já existente pode tornar a experiência mais vantajosa e simples para o competidor.

WT-cover-cropEla é chamada de ‘touca de natação conectada’ e funciona por meio de uma conexão Bluetooth. Seu funcionamento é simples: o técnico deve apenas apertar um botão em seu smartphone para ativar uma leve vibração na touca. Criada pela Samsung e Cheil Spain a partir de uma parceria com o comitê paralímpico espanhol, a touca aperfeiçoa o timing do nadador e também é capaz de coletar dados de velocidade e performance para avaliar a eficiência do treinamento. Legal, não? Agora, imagine as infinitas possibilidades que a internet das coisas pode trazer em formato de wearables para atletas.

Até o momento, a touca inteligente só foi disponibilizada para nadadores de elite, porém, já é possível encontrar produtos inovadores com tecnologia IoT que marcaram presença nas competições da Rio 2016.

Um deles é o WHOOP, dispositivo de pulso capaz de medir o esforço de um atleta durante treinamentos e o seu tempo de recuperação. Ou seja, além de saber exatamente como o corpo reage após longas sessões de desgaste, o atleta também recebe informações sobre o tempo necessário de descanso para o seu organismo. Artifícios como esse são essenciais para medir os limites e saber quando é possível superá-los ou quando é hora de diminuir o ritmo para evitar possíveis lesões.

Sensoria-wearable-technologyDepois dos primeiros lançamentos de ferramentas com display visual de dados, o mundo esportivo aproveitou a oportunidade para tornar a experiência de treinamento mais dinâmica e informativa. O dispositivo conhecido como Solos, desenvolvido com tecnologia da IBM, é um eyewear aerodinâmico utilizado pelo time americano de ciclismo. Com ele, os atletas visualizam dados de desempenho em tempo real a partir de um sensor de smartphone ou do próprio dispositivo. Por ser visual, o “óculos” inteligente possui um sistema intuitivo e simples, sem atrapalhar a visão do atleta ou distraí-lo do caminho.

Por enquanto, wearables como esses são um tanto inacessíveis no Brasil, alguns possuem uso exclusivo para atletas olímpicos ou profissionais, mas isso não quer dizer que deixam de causar impacto na comunidade esportiva. Aparelhos inteligentes são uma inovação inevitável e a probabilidade de se tornarem essenciais para competições num futuro próximo é animadora! Atletas de todos os tipos e com diferentes limites podem se beneficiar imensamente com suas aplicações. Ficaremos de olho!

*Por Ellen Simão

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