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*Texto por Maria Fernanda Espinosa e vídeo por Bruno Favery

Você leu o título e talvez tenha pensado: o povo de tecnologia só inventa. Aposto que agora criaram algum dispositivo incrível que em vez de fazer um carro parar, poderia fazê-lo, digamos, flutuar!! Quem dera, mas não! Na verdade, apesar de a física ser muito exata, e realmente os freios pararem os carros, eles não servem para isso. Para que, então? Pois é, esses sistemas são feitos para corrermos mais! Acredite ou não, quem os inventou estava pensando em velocidade, não em inércia. E onde quero chegar com isso? Segurança da Informação.

Acho a analogia dos freios ótima para explicar a importância da segurança no dia a dia de uma empresa. Pois, para que companhias do mundo inteiro possam operar com tranquilidade, sem medo de invasões, indo sempre em alta velocidade na direção dos negócios [como um carro], ela precisa ter um gerenciamento de riscos [freios]. E como gerenciar os riscos? De acordo com Alisson Campos, especialista em segurança da informação da IBM Brasil, é necessário colaboração, inteligência e tecnologia. “A única forma de fazer segurança é gerenciando os riscos”, explica.

Voltando ao que disse, na verdade, mesmo que na teoria tudo funcione plenamente, algumas empresas ainda não entendem como fazer todo esse conjunto de fatores trabalhar perfeitamente. Vamos por partes. Primeiro, a tecnologia. Bons softwares reunidos para orquestrar uma operação perfeita de segurança é uma das principais sacadas para fazer com que um problema seja resolvido.

O próximo, trata-se da inteligência. Esse item é um pouco mais difícil, pois hoje a TI da empresa, que se responsabiliza pela segurança das informações, não possui um profissional totalmente focado nessa área. O que pode ocorrer? Falta de conhecimento aprofundado, o que resulta em problemas como brechas no sistema e, consequentemente, invasões. Além disso, falta mão de obra para a área de segurança. Parece que até 2020 teremos um déficit de mais de 1,5 milhões de profissionais. IMG_9364

O terceiro e último ponto é a colaboração. Sofreu um ataque? Não esconda! Fale para o maior número de profissionais. Todo mundo quer saber. É como quando uma gripe diferente atinge uma parcela da população. Se ninguém coloca a público, muita gente fica com o vírus e ninguém sabe como tratar. Compartilhar é vital para a segurança da informação, principalmente com a grande proliferação de trojans e outros malwares conhecidos.

Pode parecer besteira, mas a colaboração também ajuda no sequestro de informações. O que está rolando muito por esses dias é o ransomware – o que significa o sequestro de dados sensíveis para pedidos de resgates. Os criminosos cibernéticos se aproveitam disso para tirar [muito] dinheiro de suas vítimas, que na maioria das vezes são pequenos comércios.

Na semana passada, a IBM reuniu clientes, parceiros e a mídia para discutir o tema durante a primeira edição do Security Experience. O time de segurança da informação apresentouIMG_9377 algumas demonstrações nas quais simulavam ataques hackers reais a empresas, a partir de técnicas de phishing [já falamos sobre o assunto aqui], usando a engenharia social para entrar em redes e infectar computadores de funcionários desatentos ou negligentes. Além disso, o invasor também mostrou, com facilidade, como derrubar um servidor de internet com a ajuda de computadores “zumbis” que são “locados” na Dark web. Fraudes de cartões, documentos, compra ilegal de Bitcoins e etc. Todos esses cenários foram contados e alguns expostos durante esse encontro. Para se ter uma ideia de como foi bacana e de como agem esses cibercriminosos, gravamos tudo o que rolou por lá, dá uma olhada!

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