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Nem só de produzir tecnologia vive uma empresa de TI. A IBM, como uma gigante global, também se preocupa em garantir que seu ambiente de trabalho seja inclusivo e acessível para todos os seus funcionários. E, por tabela, nem só de descomplicar a tecnologia vive o TI+Simples. Nós também buscamos descomplicar todos os temas que giram em torno do fantástico mundo da TI. A inclusão dos PCDs – ou pessoas com deficiência – no mercado de trabalho é um desses temas.

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Como funciona a inclusão de PCDs no mercado de trabalho?

Nos dias 20 e 21 de setembro deste ano o Transamérica Expo Center recebeu a Conferência Ethos 360º, em São Paulo. Com uma programação diversa e conectada, a conferência contou com a presença de empresas como Banco do Brasil, Siemens, Disney, IBM, entre outras, para debater temas relacionados à transparência, inclusão, combate à corrupção, cadeia de valor, diversidade, empreendedorismo e inovação no ambiente de trabalho

Com uma dinâmica de estímulo ao networking e à experiência, as palestras enfatizaram a importância de melhores práticas sustentáveis e mais diálogos nas empresas. Uma das apresentações, #EthosDireitosHumanos – Gestão da inclusão de PCDs (pessoas com deficiência física) – contou com a presença da Líder de Diversidade e Inclusão da área de Recursos Humanos da IBM, Adriana Ferreira. Além dela, também participaram: Ana Lucia Custódio, coordenadora de Gestão para o Desenvolvimento Sustentável do Instituto Ethos, Ivone Santana, consultora de Inclusão Social do Instituto Modo Parites, e Linamara Battistella, secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo do Estado de São Paulo. Todas falaram bastante sobre o cenário geral da economia brasileira e a importância da participação das empresas para minimizar impactos negativos nas áreas sociais.

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Existem inúmeros conceitos errados sobre pessoas com deficiência como, por exemplo, o de que não há PCDs para trabalhar, que elas não têm o preparo necessário, que preferem o benefício do governo, ou até que não podem ser expostas aos “riscos” de uma rotina normal de trabalho. Entretanto, a verdade é que existem 500 mil pessoas com deficiência trabalhando, em uma reserva de 1 milhão de vagas. Linamara ressaltou que 23,9% da população tem algum tipo de deficiência, sendo 45,6 milhões no Brasil e 9,3% apenas no Estado de São Paulo.

As leis referentes aos PCDs são antigas, porém esse tema aparenta ainda estar em desenvolvimento. Suas maiores barreiras são, de fato, de infraestrutura, mobilidade, digitais, processuais e, principalmente, de atitudes, no que diz respeito ao comportamento de seus colegas de trabalho. O valor agregado que os PCDs trazem para os negócios é imenso. Podemos citar alguns, como: melhoria do ambiente de trabalho, orgulho, causa, diversidade, criatividade, novos processos, produtividade, turnover e reputação.

Seriam esses programas autodestrutivos? Esse foi outro ponto interessante do debate. Segundo Ivone Santana, consultora de Inclusão Social do Instituto Modo Parites, os programas de inclusão devem ser desenvolvidos para oferecer ações intensas desde seu início – até que sejam incorporados na cultura da empresa naturalmente e cheguem a um ponto em que já façam parte da cultura e do dia a dia da empresa.

Como funcionam os processos de inclusão na IBM?

IMG_0012Segundo Adriana Ferreira, a empresa chama seus funcionários para participarem de um workshop sobre carreiras para inseri-los no processo de adaptação, realizam um encontro direto com o PCD para esclarecer todas as verdadeiras responsabilidades, além de criar um ambiente em que o profissional se sinta valorizado e com capacidade de contribuir para o trabalho da empresa. Na Big Blue, 87% dos PCDs possuem ensino superior e MBA, ou seja, são funcionários com alta formação, mas que não tinham uma designação correta de cargo quando avaliados pelas suas reais capacidades. O papel da empresa é gerenciar essas necessidades e investir nos profissionais da melhor forma possível, tendo todas as suas habilidades bem aproveitadas.

Para Adriana, é preciso parar de pensar nas multas e penalidades e começar de uma vez por todas a pensar na inclusão. Dessa forma, é possível acabar também com as barreiras invisíveis. Ela contou que, logo que ingressou para a área de Diversidade e Inclusão da IBM, ela avaliou o cenário e decidiu começar seu trabalho a partir do número de PCDs que atuavam na companhia naquele momento. Também disse que  é preciso pensar para além da cota, ao invés de focar em apenas atingi-la. “Uma empresa deve reconhecer suas competências, gerar oportunidades de desenvolvimento que não somente a contrapartida financeira e disponibilizar um ambiente respeitoso e inclusivo para o PCD. É importante que a empresa reflita sobre o seu papel social, como cumpre a lei, como contrata e engaja, como lida com casos críticos, como se parceriza com redes do mercado e com profissionais dedicados.”, disse Adriana.

O valor da inclusão para o trabalhador e o mercado

Aprendemos que faz parte do papel da empresa preparar e ajudar o PCD a fazer o trabalho quando necessário. O incentivo e a motivação são essenciais para acompanhar qualquer processo de adaptação. Ao sinalizar mais segurança, o ambiente de trabalho se torna muito mais harmonioso ao profissional. Identificar as habilidades das pessoas, estimular sua trajetória e seguir diretrizes dentro das empresas para o recrutamento é indispensável para qualquer programa de contratação de PCDs ou não.

Dessa forma, com a mobilização e comprometimento das empresas para implementar modelos de engajamento de lideranças, gestores e funcionários, teremos um ecossistema bem preparado para contribuir com o bem-estar social de uma população instruída e capaz de aprimorar qualquer organização.

*Ellen Simão e Rafaella Bonogli acompanharam o evento Ethos 360° para o TI+Simples

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