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Uma coisa que aprendi, por meio de um cientista, foi que o usuário final de uma determinada aplicação não tem a real necessidade de saber a respeito de toda a infraestrutura necessária para que o seu dispositivo funcione. Por exemplo, você não precisa conhecer todas as linhas de códigos que estão por trás do Youtube, precisa? Claro que não. Você só precisa saber que ele irá funcionar quando quiser assistir seu canal favorito. Isso serve para qualquer aplicação de TI. Quanto mais fácil for a sua utilização, melhor. Em outras palavras, o indivíduo deve fluir pelas aplicações de forma intuitiva, sem ter que parar para reclamar da lentidão ou se questionar por que aquilo não está funcionando corretamente. Se a experiência atender à expectativa dele, serão mil pontos ganhos, numa escala de zero a mil.

Para que isso aconteça, muito estudo e muita pesquisa precisa ser feita. Aqui, não falamos apenas da usabilidade, mas também da estratégia. Existe uma área da computação dedicada a esse assunto, conhecida como Interação Humano-Computador, que conecta a Ciência da Computação com diversas outras áreas, como design, ergonomia, sociologia, semiótica e linguística.

Para ilustrar essa interação, podemos pensar em apps que auxiliam nossa relação com a cidade onde vivemos. E isso já não é nenhuma novidade. Veja o exemplo de duas grandes metrópoles: Rio de Janeiro e São Paulo. Para que elas funcionem e atendam à expectativa dos seus moradores, que estão envolvidos em um contexto social no qual a tecnologia não é mero luxo,  ferramentas e serviços coletivos (como transporte público) já fazem parte de qualquer plano de gestão e infraestrutura urbana, que requer e utiliza muito auxílio da tecnologia.

IHC7Temos boas iniciativas em pesquisas e projetos que mudam percursos e viabilizam caminhos em diversos segmentos, seja na saúde, na indústria alimentícia etc. Um desses exemplos são iniciativas da IBM como a de Cidades Digitais, que hoje está presente em Londrina, Porto Alegre e São Paulo, e têm proporcionado a esses locais plataformas online que integram startups, desenvolvedores, investidores, profissionais de TI e estudantes para promover novas tecnologias e estabelecer parcerias.

Entretanto, a IBM não é a única interessada nesse assunto. Há 10 anos a Sociedade Brasileira de Computação promove uma reflexão conjunta com pesquisadores sobre grandes desafios da pesquisa em Ciência da Computação no país. Entre os diversos desafios propostos por eles está o debate na área de Interação Humano-Computador. Resultado disso é o XV Simpósio Brasileiro sobre Fatores Humanos em Sistemas Computacionais (IHC), principal evento científico da área de Interação Humano-Computador no Brasil, que foi sediado na IBM Brasil com o tema voltado para Cidades Inteligentes. O @Vagner Figueredo De Santana​ e a @Juliana Jansen Ferreira (Partner)​, pesquisadores do IBM Research Brasil, foram os líderes do IHC este ano, que durante quatro dias trouxe workshops, minicursos, palestras e promoveu a discussão em torno de temas como acessibilidade, educação, visualização de dados, rastreamento do olhar, Semiótica,  entre outros.

O evento reuniu os principais grupos de pesquisa na área de Interação Humano-Computador do Brasil e de fora do país. De acordo com Vagner Santana, “o IHC não é apenas um evento, mas um espaço para compartilhar resultados de estudos e investigações, reunindo profissionais, professores e entusiastas, o que resulta em um ambiente propício para as pessoas iniciarem parcerias e projetos”.

Uma dessas parcerias que nasceu em encontros do IHC foi o prog1rama Meninas Digitais, que incentiva em torno de 24 projetos em diversas cidades do Brasil. Hoje, essa ação possui a chancela da Sociedade Brasileira de Computação e tem o objetivo de divulgar e despertar o interesse de estudantes do ensino médio/tecnológico e motivar que adolescentes sigam em carreiras relacionadas à Computação. Com eventos itinerantes, ele permite que a mensagem esteja presente em diferentes contextos e realidades, não só com mulheres na graduação, mas com meninas do ensino médio e, pela primeira vez este ano, com meninas do ensino fundamental.

Outra ação inédita do Meninas Digitais aconteceu no THINKLab, na IBM Brasil, durante o Simpósio. Foi a primeira vez que o programa desembarcou em uma empresa de tecnologia e 32 meninas do ensino médio passaram a manhã ouvindo sobre computação, tecnologia e pesquisa. Elas tiveram a oportunidade de expor pontos de vista sobre o que a Ciência da Computação representa para elas e foram desafiadas a criar soluções voltadas para cidades inteligentes. Silvia Amelia Bim, uma das coordenadoras do Meninas Digitais e professora na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), destacou que na hora de chamar a atenção das estudantes do ensino médio a respeito da computação, muitos focam apenas em programação, mas antes disso a intenção principal deveria ser a motivação, mostrando a elas que há diversidade nessa área em todos os aspectos. “Queremos que elas entendam o conceito dentro do seu contexto social, o que irá estimular a criatividade, despertar a preocupação com o ser humano, o papel de profissional e de cidadã, e a responsabilidade que o profissional de computação deve ter”, explica Bim.

IHC24Vários dos trabalhos apresentados durante o IHC apontavam a responsabilidade social do profissional de computação. Alguns dos temas apresentados falavam sobre modelos de playground para estimular a interação social de crianças com autismo, debate sobre a colaboração entre tecnologia, ciência, sociedade e política, avaliação da qualidade de aplicativos para mobilidade urbana etc. Com isso foi possível mostrar que a computação não é apenas uma ciência exclusiva para criação de novos modelos, códigos, programação, entre outros, na verdade, ela tem um papel fundamental na transformação da sociedade.

*Por Mayara Soares

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