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A criatividade é uma capacidade humana de grande valor universal. Ao contrário do que muitos podem pensar, a tecnologia pode sim nos ajudar a sermos mais inventivos. Estamos falando da chamada “Criatividade Cognitiva”, que significa aumentar a capacidade de criação humana com o poder da inteligência artificial nos proporcionando novas ideias, histórias e conceitos nunca antes imaginados.

A mais recente prova disso é a música “Not Easy”, de Alex da Kid e interpretada por X Ambassadors, Elle  King e Wiz Khalifa. O Alex é produtor de algumas músicas vencedoras do Grammy, como Airplanes, do B.o.B com Hayley Williams, e Love The Way You Lie, do Eminem com Rihanna. O produtor musical utilizou os insights do Watson durante seu processo de criação. Ao longo do último ano, o sistema de computação cognitiva da IBM aprendeu sobre música (temas e teoria), humores e emoções. Depois, entendeu como esses aspectos se relacionam uns com os outros para poder indicar ao Alex as características predominantes de uma música de sucesso.

O projeto começou com o interesse do produtor em entender as emoções humanas em uma escala ampla e descobrir elementos comuns entre as canções hits. A capacidade do Watson em compreender a linguagem natural e identificar padrões e temas a partir de dados não-estruturados permitiu que o sistema analisasse milhões de conversas nas redes sociais e outras fontes sobre cultura e música, expandindo o conhecimento de Alex sobre a paisagem emocional do nosso mundo de hoje.

Demais essa história de Cognitive Music, né? Eu fiquei muito curiosa com esse projeto e decidi ir um pouco mais a fundo para entender em detalhes como o Watson atuou nesta missão de assistente musical. O projeto foi viabilizado por duas APIs do Watson, já disponíveis na plataforma IBM Bluemix, e outros dois novos serviços que estão em fase de pesquisa.

A API Watson Alchemy Language que mensura a emoção humana, tendências sociais e estilos da língua e o Watson Tone Analyze que entende o sentimento existente em um texto. A proposta foi identificar os temas mais persuasivos na sociedade, assim, o Watson leu e entendeu discursos do Nobel Peace, artigos do New York Times, letras das músicas mais tocadas na Billboard, sinopses de filmes, entre outros.

Além disso, o Watson também leu mais de 2 milhões de linhas de conteúdo em redes sociais para extrair o sentimento emocional em torno das conversas. Combinando essas duas APIs foi possível mapear a “temperatura emocional” dos últimos cinco anos.

Também foi usado o Watson BEAT que interpreta a letra, estrutura a intenção emocional das canções expandindo a visão do artista para criar uma composição como um todo. O Alex conversou por chat com essa tecnologia para examinar e entender as tendências populares musicais. A análise inclui elementos como ritmo, afinação e instrumentação para identificar a “impressão digital emocional” de cada música com base em tons de nota, gênero e acordes.

Por fim, usaram a ferramenta Cognitive Color Design que entende os efeitos psicológicos das cores e a inter-relação entre as emoções e a imagem estética. A ideia foi criar uma visualização interativa sobre a análise cultural e da música com base em cores que inspirariam o produtor. A paleta de cores personalizada de Alex foi criada a partir de livros de arte dos últimos cinco anos, além de centenas de imagens que ele encontrou inspiração.

E assim continuamos a ampliar nossas habilidades criativas. A capacidade do Watson de entender, aprender e pensar a partir da linguagem falada pelas pessoas faz com que essa tecnologia seja fonte de inspiração para muitas indústrias relacionadas a criatividade, como a culinária (com o Chef Watson), a moda (com o Cognitive Dress) e o entretenimento (com o Cognitive Movie Trailer).

Ouça #NotEasy pelo Spotify (spotify:album:4K6Zqkm3dZQncMmunPIl9O) e no iTunes (https://itunes.apple.com/us/album/not-easy-feat.-x-ambassadors/id1166696402?i=1166696687)

O que estão dizendo por aí sobre Cognitive Music?

*Por Kelly Bassi

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Comentários

Mayara Soares
26 de outubro de 2016

Incrível ver a atuação da computação cognitiva em diversos aspectos da nossa vida! Isso sim é repensar os limites do possível!

Maristela Strufaldi
26 de outubro de 2016

Fantástico!!!

Solange Maio
1 de novembro de 2016

Fantástico. concordoplenamente com a Mayara Soares.

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