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Não é novidade para ninguém que qualquer empresa que queira crescer e se destacar nos dias de hoje não pode deixar de investir em novas tecnologias. Com o setor de telecomunicação não é diferente. Por isso fomos ao FUTURECOM, maior evento de tecnologia da informação e comunicação (TIC) da América Latina, para conferir de perto as tendências e inovações para o mercado.

Algo que ficou evidente na edição desse ano foi a preocupação das companhias em tentar compreender hábitos e necessidades de seus clientes, para conseguir ofertar com mais precisão, atendendo às expectativas e agregando maior valor aos seus serviços. A pergunta que não faltou nesses quatro dias foi: como de fato fazer isso?

Participamos de algumas palestras com profissionais que entendem do assunto e que contribuíram com um novo olhar sobre o setor de TIC. Abaixo fizemos um resumo do que rolou de melhor e das dicas e insights importantes que obtivemos destas apresentações. Confere aí:

Como as empresas provedoras de serviços de telecomunicação planejam inovar seus processos?

Na palestra sobre transformação digital, o Líder Global de Indústria e Telecomunicações da IBM, Robert Fox, trouxe uma análise sobre o atraso da indústria de telecomunicação em digitalizar e aprimorar o serviço ao consumidor.

Segundo a pesquisa da IBM soIMG_0349bre o futuro da telecomunicação mencionada durante o painel, o objetivo ideal é tornar essas empresas provedoras de serviços digitais personalizados e cada vez mais cognitivas. Ao invés de longas esperas, falhas ao passar informações, possíveis erros de cobrança ou cancelamentos, o serviço deveria ser individual e mais eficaz.

O levantamento aponta que 90% dos executivos das Provedoras de Serviços de Telecomunicações entrevistados acreditam que a computação cognitiva será uma tecnologia essencial para a indústria em 2020. Esse plano, em curto prazo, mostra a urgência das empresas em acompanhar tendências, reconhecer custos e impulsionar mudanças por meio dos serviços digitais.

Para Fox, o maior desafio é transformar empresas que não compreendem o desejo do consumidor em provedoras capazes de formular soluções intuitivas o suficiente para gerar soluções cada vez mais específicas e personalizadas.

Monetização na Rede

Confesso que quando vi o tema da palestra me assustei um pouco – afinal, como isso acontece e interfere na minha vida? Porém, quando tudo parece complicado, sempre se acha um bom exemplo pode sempre simplificar as coisas. E foi assim que Rafael Silva, executivo Global para Telecomunicações da IBM, esclareceu minhas dúvidas sobre a monetização de dados na rede e porque ela é estratégica e fundamental para empresas que querem estar sempre à frente na Era da transformação digital.

Ele explicou como um conjunto de informações podem ser utilizadas por empresas e estabelecimentos de diversos portes, criando uma cadeia benéfica tanto para quem oferece produtos e serviços, quanto para quem os consome.

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Para elucidar o assunto ele citou um torcedor que no dia de uma partida recebe notificações de um Pub próximo ao estádio sobre promoção de cerveja, ou mesmo um app de táxi ou Uber que sugere uma corrida com desconto ou até gratuita na volta para casa. E ele foi ainda mais incisivo ao colocar, por exemplo, a situação de uma cidade inteligente que consegue interagir com o torcedor e dizer como está o trânsito na região do jogo, o tempo de deslocamento, transportes públicos dedicados especialmente para essa partida, entre outras ações.

De acordo com o especialista, essa interação é possível graças à análise de dados, que indica as preferências e o comportamento dos consumidores, permitindo às empresas personalizar cada vez mais seus serviços e garantindo a fidelidade dos clientes.

Telecom 2020: Repense a ruptura no setor de telecomunicações

IMG_0638Ainda falando sobre valores para os negócios por meio de tecnologias, o presidente global de Telecomunicações, Mídia e Entretenimento da IBM, Steven Goetz, nos apresentou informações relevantes sobre como a presença da inteligência artificial e o Big Data são capazes de transformar todas as áreas. Um dos cases mencionado pelo executivo foi o Watson na medicina, uma área com uma quantidade de dados que se multiplica quase que diariamente, e que, por meio do sistema de computação cognitiva possibilita aos médicos um acesso rápido e preciso às informações, possibilitando diagnosticar e tratar um paciente de forma mais adequada e personalizada.

Apostando neste sucesso para as companhias de telecom, Goetz afirma que a computação cognitiva abre portas para novas oportunidades, pois é por meio dela que capacidades como engajamento com stakeholders, descoberta de conexões entre dados estruturados e não estruturados, as tomadas de decisão estão cada vez mais aprimoradas e se tornam diferenciais no mercado.

Goetz também está otimista com os avanços da inteligência artificial nesta área. Ele afirma que cerca de 89% dos executivos da área já estão familiarizados com a computação cognitiva e que 86% deste grupo acreditam na disrupção por meio dela. Entre tudo o que aprendemos, ficou mais do que claro que o importante agora é pensar no futuro e que as companhias de telecom já fazem parte dessa empreitada.

*Por Ellen Simão e Gabriela Almeida

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