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A discussão de que a tecnologia e a educação são aliadas já acontece há um bom tempo, mas nos últimos anos tenho visto iniciativas que comprovam os benefícios desta união. Agora, além de falar sobre internet, laptops e tablets em sala de aula, incluo o uso da inteligência artificial para ajudar o trabalho dos professores. Sim, estou falando da utilização do Watson na educação e, recentemente, houve uma importante experiência no Brasil com a Fundação Dom Cabral (FDC).

WatsonOs participantes do Programa de Gestão Avançada (PGA) – que é o curso de educação executiva mais sênior do País, realizado pela FDC em parceria com a escola francesa Insead – tiveram a oportunidade de interagir com o Watson em dois momentos do programa. O objetivo foi mostrar as possibilidades que a tecnologia traz nesse momento de disrupção de todas as indústrias. Primeiro, os executivos fizeram perguntas por chat, como se ele fosse um assistente para a resolução de cases reais.

Este chatbot foi treinado especialmente para a FDC e responde perguntas sobre a computação cognitiva e como essa tecnologia pode ajudar diversos setores, como varejo, finanças, óleo&gas, governo, saúde, comunicação etc.  A aplicação com Watson foi apresentada em sala de aula, mas ficou disponível integralmente na nuvem para consulta dos participantes. É importante ressaltar que ela está em constante aprendizado, tanto que pede ao usuário um feedback positivo ou negativo para cada resposta dada.

O objetivo da iniciativa foi proporcionar uma experiência cognitiva pioneira em relação à utilização do sistema como ferramenta de gestão. Convido vocês à assistirem o vídeo abaixo que mostra o chat usado pelos participantes do PGA.

O segundo momento dos executivos com o Watson aconteceu durante o módulo realizado na França, na escola Insead. Esta fase do programa é focada em coaching em liderança. Por isso, todos os participantes escreveram um texto sobre sua avaliação da primeira fase do curso no Brasil e esses conteúdos foram analisados pela ferramenta Watson Personality Insights, que foi ensinado sobre psicologia e consegue avaliar a personalidade de uma pessoa por meio do conteúdo que ela escreve. Assim, o professor conseguiu ter mais uma fonte de informação sobre o perfil de cada executivo, auxiliando a direcionar as aulas. Show de bola, né?

Diante desta história, fiquei muito curiosa para saber como a FDC avaliou a sua primeira experiência com o Watson. Então, conversei com a professora Marta Pimentel, que é responsável pelo programa PGA, sobre as impressões da iniciativa e planos futuros. Confira a nosso bate-papo na integra!

 TI+Simples: Como a Fundação Dom  Cabral avalia essa primeira experiência cognitiva com o Watson?

Prof. Marta Pimentel: Foi fantástico poder tangibilizar a experiência do Watson e da computação cognitiva num ambiente de educação executiva como o PGA da FDC, voltado à alta administração das empresas e organizações. Sem dúvidas foi um pequeno passo para a tecnologia, mas um grande passo para a educação.

TI+Simples: Por que a escolha da IBM para introduzir a computação cognitiva na FDC?

Prof. Marta Pimentel: São múltiplas as razões, mas acredito que a escolha foi mútua. A FDC escolheu a IBM e a empresa nos escolheu, em função da sintonia no desejo de construção de um novo futuro, mais sustentável e significativo, pelas forças de equipes colaborativas, entusiasmadas e competentes de ambas as instituições e pela capacidade de mobilização de redes globais de conhecimento e práticas empresariais das duas marcas.

TI+Simples: Qual a perspectiva da FDC em relação ao Watson?

Prof. Marta Pimentel: O Watson será no futuro um incrível parceiro de construção, difusão e mobilização de redes de informação, contribuindo para a democratização e socialização do conhecimento. A possibilidade de ampliarmos o acesso de todos à educação contribuirá certamente para o desenvolvimento de um mundo mais inclusivo e por isso melhor.

TI+Simples: No futuro, como a FDC imagina que o Watson atuará na tomada de decisão junto com os executivos que a instituição formou?

Prof. Marta Pimentel: Imagino o Watson como um advisor, assim como temos coachings e mentorings, teremos watsonrings, apoiando na compreensão de problemas complexos, por meio de um acesso mais sistêmico e amplo ao conhecimento. O Watson permitirá uma aproximação entre o tempo social, das tempestades exponenciais do presente, e do tempo biológico, do processo cognitivo e emocional do humano, contribuindo para a construção de decisões mais consistentes, mais sistêmicas e possivelmente mais coerentes. Sou uma otimista em relação aos avanços tecnológicos no mundo e devo confessar-me uma fã do Watson, especialmente da sua irmã Isabela que é instruída em Português. Uma liderança feminina em conhecimento é fundamental para continuarmos a empoderar a diversidade do mundo, reconhecendo a importância do papel feminino na construção de um futuro mais colaborativo, afetivo e feliz.IMG_0010

Outras iniciativas do Watson na educação – Se você se interessa por esse assunto, vale conferir este vídeo sobre o aplicativo para mobile IBM Watson Element for Educators, que foi lançado neste mês de outubro, e ajuda os professores a ter uma visão individualizada de cada aluno. Desta forma, podem trabalhar com atividades mais direcionadas aos alunos de acordo com as suas capacidades e habilidades de aprendizado.

Vale também ver este post sobre a parceria da IBM com a Sésamo Workshop para desenvolver produtos educativos com as capacidades cognitivas do Watson. O objetivo é mudar a forma como as crianças aprendem. Ah! Também tem este post sobre o curso de receitas com alunos do curso de Gastronomia da Universidade Anhanguera de São Paulo que o  Chef Watson ajudou os participantes a criarem as receitas!

As possibilidades são infinitas no uso da computação cognitiva na educação. Você imagina outras maneiras que esta tecnologia pode ajudar neste segmento? Divida conosco aqui.

*Por Kelly Bassi

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