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Parecia um sábado cinzento qualquer de São Paulo. O dia amanheceu frio e nublado e não fugia do habitual e rotineiro clima da capital paulistana. Mas, contrariando as estatísticas, ainda bem cedo, por volta das 8h uma aglomeração de pessoas (na maioria jovens e estudantes) se reunia na frente de um grande edifício localizado na rua Tutóia, Vila Mariana. Não, não estamos falando da prova do Enem – que aconteceu neste mesmo final de semana –  mas sim do maior hackathon já realizado na América Latina: o Bluehack!

Já havíamos participado do famoso AngelHack, que aconteceu na IBM este ano e reuniu cerca de 250 pessoas em São Paulo e mais centenas no Rio de Janeiro. Porém, o Bluehack foi o primeiro hackathon 100% realizado pela IBM Brasil, com o patrocínio de empresas que também enxergaram uma boa oportunidade para investir em inovação, como a Dow, iMasters, Ingram, Nestlé e Udacity. Além da inovação, a IBM também aproveitou a oportunidade para mobilizar uma equipe de recrutamento, que ficou de plantão durante todo o evento, com objetivo de atrair novos talentos para a companhia.  E esta importante ação tomou uma proporção ainda maior quando alavancada pelo SP Tech Week, como Mauro Segura, Diretor de Marketing da IBM, bem frisou em seu texto para o Meio&Mensagem. O Bluehack despertou um grande interesse do público. Foram mais de 800 inscritos, que enxergaram as oportunidades de virar uma noite programando, pensando, desenhando e criando soluções – ou em poucas palavras, dedicadas a inovar.

WhatsApp Image 2016-11-05 at 13.16.22E haja força de vontade. Programar madrugada adentro e trabalhar com grupos multidisciplinares de pessoas conhecidas – ou não –  não é para qualquer um, mas é uma oportunidade única, com certeza. E que deve ser muito bem aproveitada. “Há 32 anos, quando comecei minha carreira como programador, não tive a oportunidade de aprender com experiências tão valiosas como vocês estão tendo agora”, frisou Marcelo Porto, presidente da IBM Brasil em seu discurso de abertura no evento.

A frase de Porto se fazia cada vez mais presente à medida em que eu conhecia os grupos do Bluehack. A troca de conhecimento entre os participantes foi grande. E também foi muito legal ver pessoas na casa dos 40 ou 60 anos de idade trabalhando com jovens, colaborando e dando insights para criar soluções que poderiam fazer a diferença.

Mas pera lá, quais são os tipos de soluções que estamos falando?

 

WhatsApp Image 2016-11-05 at 13.17.08 (1)Chegamos na razão do evento existir. O pessoal que estava lá poderia desenvolver soluções em aplicativos para web, IoT (internet das coisas), mobile ou hardware. A principal ferramenta utilizada pelos grupos para desenvolver suas ideias foi a plataforma Bluemix, que oferece 28 APIs do Watson, sistema de computação cognitiva da IBM, entre outros serviços. Os mentores e técnicos presentes no hackathon deram todo o suporte necessário aos times, tanto na utilização do Bluemix quanto na elaboração dos projetos.

Vamos  às categorias participantes:

  • Desafio Ingram de Cognitive Computing, que consistia em utilizar a computação cognitiva para criar soluções aplicáveis à sociedade;
  • Digital de Next Marketplace, para oferecer melhores experiências de compra no IBM Marketplace;
  • Dow de Agricultura Urbana, para criação de modelos inovadores com objetivo de solucionar problemas como disponibilidade e produção de alimentos;
  • AngelHack Lady Problems, no qual as soluções deveriam endereçar as dificuldades do empreendedorismo feminino em  saúde, segurança, finanças e cultura.

Ao final, cada grupo deveria apresentar seu projeto a um seleto corpo de juízes, que avaliaram características como impacto, criatividade, design e execução. O objetivo era destacar ideias originais, bem apresentadas e que se mostrassem relevantes para o contexto em que foi proposto. A forma de implementação da ideia também foi levada em consideração para análise. Os vencedores de cada desafio foram premiados com mentorias de negócios pelo time do THINKlab, acesso estendido ao IBM Bluemix, cursos na Faculdade Impacta, um vale compras no Submarino.com e brindes do iMasters. Para o desafio Lady Problems, além dos prêmios citados, o grupo vencedor garantiu sua aceleração no AngelHack e mentorização para, de fato, desenvolver o projeto apresentado.

As vantagens estão longe de ser unilaterais, um evento desse tipo é muito importante para que grandes companhias se aproximem e entendam as necessidades dessas comunidades. Esse foi um dos pontos que a Márcia Golfieri, Catalisadora Corporativa da IBM e uma das idealizadoras do evento, explicou.

Entre as diversas apresentações que tive a chance de acompanhar, algumas me deixaram realmente encantado, como a do News Cognitive, que não à toa levou o Desafio Ingram. O grupo formado por quatro rapazes – todos programadores –  desenvolveu uma solução focada em inclusão para deficientes visuais, trazendo uma plataforma de navegação por comandos de voz. Foi incrível vê-los conversando com a API do Watson,  pedindo informações sobre algum tema específico ou apenas pedindo para o sistema tocar uma música.

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A aplicação surpreendeu por sua utilização em cenários distintos e poderia ser usada tanto por alguém com deficiência visual, quanto pelo público em geral, auxiliando em atividades que podem ser acessadas por comandos de voz.

Outro destaque foi o EcoBox, projeto que ficou em primeiro lugar no desafio Dow de Agricultura Urbana, que focou no uso de um programa de incentivos para a reciclagem de sacolas. Essas sacolas, equipadas com QR Codes, ao serem jogadas em lixeiras em ecopontos espalhados pela cidade de São Paulo,  geram pontos para os usuários, estilo gamefication. O objetivo do projeto é garantir o destino correto dos resíduos, dando incentivos para as pessoas reciclarem corretamente. Uma excelente forma para atrair eco-usuários!

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“Esse tipo de evento traz um novo olhar que a gente precisa ter se quisermos de fato encontrar soluções para os problemas do mundo real” afirma Gustavo Graça, diretor de atendimento na In Press Porter Novelli, que foi convidado a ser um dos jurados da banca do desafio da Dow.

Sobre o Desafio Marketplace, o vencedor foi o Market Target, que apresentou sua ideia do novo marketplace do futuro, por meio do conceito de realidade aumentada em conjunto com a inteligência cognitiva para explorar novos mercados, alterando completamente a experiência do usuário na hora de avaliar os produtos para compras.  Já o projeto Minas de Ouro levou o troféu do desafio Lady Problems, com um jurí exclusivamente feminino, composto por executivas da IBM, Gerdau, P&G, Batavo, Coperçucar, Master Tech e Rede Mulher Empreendedora. A ideia foi criar uma plataforma para financiamento de projetos de mulheres empreendedoras com um conceito redondo de monetização e de estratégia bem definidos.

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Curiosidade, Bluehack em números: 960 pedaços de pizza, 800 redbulls, + de 800 inscritos, + de 500 participantes – 10% entre 40 e 60 anos!

E que venham mais hackathons pela Big Blue!

* Texto: Marcelo Costa | Fotos: Pedro Pavanato | Vídeo: Bruno Favery

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