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Esses dias estava pensando quando foi a primeira vez que tive acesso à Internet das Coisas – ou comumente denominada IoT (Internet of Things). Não, eu nunca tive um carro autônomo – quem me dera! – e nem uma geladeira que “fala” comigo. Esses são exemplos simples, práticos e que estão um pouco longe do meu bolso, mas que podem ser facilmente encontrados por aí. Até porque já tem gente que possui uma casa capaz de avisar que é hora de reabastecer o freezer…

A minha primeira experiência com IoT foi com um ATM. Isso mesmo! Aquela maquininha que a gente pouco usa, mas sempre precisa quando o ‘tio’ do cachorro-quente na porta da Universidade não vende fiado ou não aceita cartão. “Só no dinheiro”, ele diz. Ok, cadê o danado do caixa eletrônico? Nem sinal.

BN-IM534_ATM051_GR_20150519120743Enfim, o ATM é um dispositivo de Internet das Coisas. Ele faz parte das coisas que a Internet conecta. Ele é interligado por sistemas locais, que recebem informações a todo o momento e que, inclusive, possuem uma “rede neural” anti-fraudes.

Como eu sei disso? Bem, fiquei ligando umas coisas aqui e ali e quando ouvi da boca de um executivo expert no assunto que “era sim”, me dei conta de que a máquina mais banal do mundo abriria as portas para uma tecnologia tão formidável que movimenta carros, “conversa” com outros equipamentos e que está transformando praticamente todas as indústrias. Sim, porque quem não quer andar no Olli? [Eu adoraria! Um carro 3D que “fala” com os passageiros e está conectado a muitas outras tecnologias…que sonho].tumblr_oamed2Y5di1s141c3o1_500

Para você que achou que a tecnologia estava te ultrapassando, sinta-se parte do futuro. O ATM te surpreendeu, não é mesmo? A mim também! E o melhor ainda está por vir. Li essa semana que os hospitais da Universidade Thomas Jefferson, nos Estados Unidos, vão adotar IoT para melhorar a experiência de seus pacientes. Agora, com quartos interativos, ficará mais fácil para eles abrirem as cortinas, acenderem e apagarem as luzes ou questionar sobre determinadas dúvidas que possam surgir dentro dos apartamentos que estarão instalados.

Uma companhia Holandesa que desenha e fabrica sistemas aéreos acaba de colocar para rodar o primeiro drone que também utiliza a computação cognitiva com IoT para captar e analisar imagens e identificar áreas que estão com danos ou problemas de qualidade de transmissão de serviços de telefonia para o consumidor. Aquelas complicações com acesso à rede serão coisa do passado se essa “moda” pegar. Outra empresa que não fez feio foi a Schaeffler. Uma das principais fornecedoras automotivas do mundo está usando a plataforma de IoT cognitiva para analisar os sensores e dispositivos nas operações da companhia. Agora eles conseguem gerenciar o desempenho na produção de turbinas de aviões, por exemplo.

Muito ainda será aplicado em IoT. Em 2015 mesmo, a IBM anunciou uma quantia de US$3 milhões de investimento e se responsabilizou em alocar mais de US$200 milhões no centro de pesquisas do Watson IoT, em Munique, na Alemanha. Um “baita” aporte!

O que eu penso é o seguinte… Isso é mais do que interesses capitais, trata-se de seres humanos, de melhorar a forma como vivemos e nos prover escolhas ainda melhores. Imagina só o que seria de você sem poder sacar o dinheiro para o cachorro-quente, não é mesmo?

*Por Maria Fernanda Espinosa

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