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Nos últimos tempos, a GM e a BMW anunciaram que estão trabalhando com a IBM em projetos de inteligência artificial. A GM vai incluir o Watson em seu assistente pessoal OneStar para construir uma nova plataforma de mobilidade cognitiva, o OneStar Go, que terá o intuito de melhorar a experiência de condução de veículos. Já a BMW está investigando como o Watson pode tornar os carros mais seguros e personalizados. Quatro unidades do superesportivo híbrido i8 da montadora serão conectadas à plataforma IBM Bluemix. A partir disso, as empresas pretendem avançar no desenvolvimento da interface do carro, com interação mais personalizada entre o motorista e o veículo.

Enfim, esses dois projetos mostram que a inteligência artificial em automóveis não só pegou uma carona, mas ela veio para ficar. Dirigir é um desafio. Lembro do começo da minha “carreira” como motorista. Tinha medo de pegar estrada, de parar o carro em uma ladeira e de passar em ruas estreitas. Aos poucos conduzir um automóvel foi tornando-se uma atividade automática e hoje vejo o carro como uma extensão de mim. Muitos até se sentem mais aventureiros quando estão atrás do volante, mas essa relação deve mudar no futuro. Estudo do IBV mostra que o uso dos carros como transporte privado vai aumentar 37% entre pessoas entre 18 e 24 anos, mas vai cair cerca de 71% para indivíduos de outras idades.

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O mesmo estudo aponta que, de maneira geral, os veículos estão se tornando um meio de Internet das Coisas como uma nova opção de mobilidade para transformar a experiência dos consumidores. De meio de transporte, os carros caminham para serem um centro de dados em movimento com sensores de bordo e computadores que capturam informações sobre o veículo, motorista, passageiros e arredores. Soma-se o fato das interfaces conversacionais permitirem que os motoristas interajam com seus veículos naturalmente e, com a tecnologia de machine learning, os carros possam conhecer melhor seus donos.

Vale ressaltar que a pesquisa fala que cerca de 37% dos consumidores estão muito interessados em submeter suas próprias ideias para co-criar novos produtos automotivos e de mobilidade e 54% das pessoas ouvidas na pesquisa estão interessadas em estudar automatizar e personalizar sua experiência de dirigir. Assim, a tendência é que os carros assumam seis novas habilidades:

1) Auto-conserto: os veículos serão capazes de diagnosticar e corrigir seus próprios problemas e até mesmo corrigir os de outros veículos sem a ajuda humana.

2) Auto-socialização: os veículos vão se conectar com outros carros em um mundo em torno deles.

3) Auto-aprendizagem: os veículos com capacidade cognitiva poderão aprender continuamente e aconselhar o motorista baseado no comportamento do condutor, passageiros e de outros veículos.

4) Auto-condução: Os veículos passarão da automação limitada para totalmente autônoma.

5) Auto-configuração: Os veículos se adaptarão às preferências pessoais do motorista – altura e posição preferida – assim como saberão seus destinos favoritos.

6) Auto-integração: Como outros dispositivos inteligentes, os veículos serão partes integrantes de sistemas de IoT e levarão em consideração fatores externos, como tráfego, previsão do tempo e eventos de mobilidade, para se moverem.

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Não vejo a hora desta realidade chegar em minha vida. E você? Quer tentar uma nova experiência a bordo de um carro?

*Por Kelly Bassi

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