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Você já parou para pensar como a tecnologia mudou as nossas vidas nos últimos dez anos? Itens indispensáveis, como guia de ruas com mapas ou discos de música, simplesmente viraram artigos de sebo. Na última década, hábitos como frequentar a locadora do bairro ou ficar na fila do banco para ver o extrato da conta, também deixaram de existir.

Ou melhor, foram substituídos.

Hoje, plataformas digitais levam estes serviços até você. Estou falando do Waze, Spotify, Apps de bancos e demais serviços que estão literalmente na palma das nossas mãos. Esses novos aplicativos surgem a cada dia e facilitam nossas vidas, proporcionando algo que para muitos é o bem mais valioso que há: tempo. Mas, e quando falamos do universo corporativo? Será que as empresas acompanham a velocidade vertiginosa com que as novas tecnologias e tendências correm?

Na  última semana, a IBM reuniu executivos, convidados externos e jornalistas para discutir os novos rumos dos sistemas de TI no Inovação em Debate. Toda essa discussão foi pautada pelo que chamamos de Open Innovation, que pode ser descrita como um processo de inovação que permite às empresas promoverem suas ideias e pesquisas de forma aberta, ou seja, colaborativa. A proposta é que essas companhias consigam melhorar e desenvolver seus produtos e serviços de forma contínua e utilizando tecnologias e padrões abertos.

Mas, dando um passo para trás, quando falamos em inovação aberta, precisamos falar em infraestrutura de tecnologia. Sim, porque fica difícil trabalhar de forma colaborativa se não houver computação em nuvem. E não é possível trabalhar na nuvem se não houver a infraestrutura de TI para isso. Pois é, parece simples, mas muitas companhias ainda não estão preparadas para a era do Cloud Computing e Open Innovation. Para quem quiser se aprofundar no tema, temos um artigo sobre ele aqui no blog.

Voltando ao evento, muitos convidados trouxeram exemplos de modelos de negócios até então sólidos e bem lucrativos que desapareceram da noite para o dia. Mas, o que você tem a ver com isso? Bem, sua empresa pode até não ser a Blockbuster ou a Tower Records, mas isso não é desculpa para não inovar.

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Boris Kuszka, Gerente de Arquitetura de Soluções da Red Hat Brasil

Essa tendência pelo on-demand é uma constante e a máxima “o consumidor tem sempre a razão” nunca fez tanto sentido como nesses tempos de redes sociais, em que a interação entre marcas e pessoas acontece em tempo real. Para Boris Kuszka, ex-IBMista e atual gerente de soluções para a Red Hat, as empresas que não se transformarem na velocidade com a qual as tendências correm, podem condenar seu modelo de negócios. Se antes usávamos dispositivos GPS, hoje o Waze é indispensável. Se o iTunes modernizou o acesso à música, hoje as playlists do Spotify estão em qualquer smartphone. Até mesmo a indústria de Telecom vem perdendo espaço para o WhatsApp – que além de mensagens de texto e chamadas por voz, agora oferece também chamadas em vídeo.

Esse discurso de constante renovação me trouxe à lembrança duas grandes empresas de fotografia que marcaram a minha adolescência: A Polaroid, empresa com status cool, se fazia presente entre colegas descolados – os equivalentes a hipsters naquela época –, cujas câmeras imprimiam fotos instantâneas e a Kodak que praticamente dominava a indústria fotográfica fornecendo filmes para para máquinas da época. O império de ambas não existe mais, sucumbiram com o advento de câmeras digitais – ou em outras palavras, as empresas não souberam se reinventar.

Voltando ao cenário de TI, a própria IBM continua percebendo que é preciso se renovar continuamente para não sair do mercado. Prestes a fazer 100 anos no Brasil, a companhia mostrou no evento seus esforços para sair da zona de conforto. Um exemplo? A empresa percebeu que se o objetivo era oferecer soluções mais flexíveis para atingir todos os tipos de clientes, de nada funcionava trabalhar apenas com plataformas de mainframes fechadas.

O mainframe, uma grande infraestrutura computacional que armazena grandes quantidades de dados, é uma máquina produzida pela IBM desde 1952 e se tornou praticamente sinônimo da empresa por muitas décadas por representar grande parte de seu marketshare. Com o passar dos anos, o modelo de negócios foi recebendo diversas atualizações de software, e as linhas de Systems Z e LinuxONE se tornaram mais versáteis, podendo utilizar uma diversidade de plataformas, entre elas as de código aberto.

Frank Miller Koja, VP de Systems Hardware na IBM Brasil

Frank Miller Koja, VP de Systems Hardware na IBM Brasil

Hoje, servidores da linha POWER rodam Linux e os clientes podem pagar apenas pelo uso do servidor, sem ter que comprar o hardware. Essas máquinas conseguem atender demandas de pequenas, médias e grandes empresas com opções de virtualização e gerenciamento de workloads – termo muito utilizado no setor de TI, que basicamente se refere à interação de entrada e saída de uma aplicação. É interessante notar que na época que a IBM começou neste ramo a plataforma utilizada era totalmente fechada – e hoje oferece opções de código aberto e de forma colaborativa, com o auxílio de outras empresas por trás de sua solução. “Ninguém sobrevive sozinho e nem uma empresa. A colaboração e as plataformas abertas são o futuro”, disse Frank Koja, VP de Systems Hardware da IBM Brasil, durante sua apresentação no evento. Falando em futuro, são nessas plataformas abertas que muitas das invenções que conhecemos nascem e nascerão.

Para o analista Pietro Delai da IDC, a TI está cada vez mais fácil de ser contratada, mas mais difícil de ser realizada, já que envolve uma complexidade de serviços, estruturas e plataformas que por muitas vezes bases de dados convergem e conversam com outros setores. Por isso o papel de CIO (Chief Innovation Officer) de uma empresa é de extrema importância, já que ele deve indicar os melhores e mais rentáveis caminhos que a companhia deve seguir.

A experiência é o que conta

 

Como o analista da IDC Pietro Delai frisou: ‘ninguém coleciona dados por prazer’. Durante sua apresentação, ele contou como um hospital acabou fidelizando um cliente – no caso, seu filho. Chegando lá para ser atendido, como de costume, ele informou seus dados para ser cadastrado. A recepcionista disse que já obtinha esses dados e ele negou, já que nunca havia passado lá. E foi aí que ela refutou: ‘Mas você nasceu aqui’. Surpreendido, ele percebia a importância que tinha aquele local e ficou satisfeito com a atitude da atendente. O hospital mostrou como utilizar uma base de dados para cativar a clientela. Isso é um simples exemplo da qualidade de atendimento aliada à tecnologia ajudando a construir o que há hoje de mais valioso no mercado: a experiência do cliente. E, nossa receita para começar processos de inovação é: boa infraestrutura, cloud computing e voilá – Open Innovation!

Fizemos duas transmissões ao vivo sobre o evento na página da IBM Brasil do Facebook. Assista abaixo:

O veículo Inova.jor estava presente no evento e publicou suas impressões sobre o que foi discutido. Veja também mais fotos sobre o encontro abaixo.

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*Por Marcelo Costa

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