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**O vídeo a seguir foi gravado na Premiere do filme Hidden Figures em São Paulo e mostra a opinião de ilustres entrevistados sobre o contexto do longa e a realidade em que vivemos.

– Atenção – Post longo por motivos de: tema MUITO importante e estava com saudades de escrever aqui! [Se você ainda não viu o filme aviso: contém spoilers]

Assisti esses dias na internet um vídeo do Leandro Karnal em que ele dizia que para saber se alguém é seu amigo de verdade você precisa contar a ele uma grande conquista sua. Exemplo? Fui promovida. Vou fazer uma viagem dos sonhos. Estou perdidamente apaixonada e sou correspondida. Faça o teste… Se a pessoa sorrir genuinamente e comemorar com você, é seu amigo de verdade. Agora, se a primeira reação desta pessoa (aquela instintiva) for um descontentamento, desconforto, uma clara frustração… Bem, você já sabe.

Em 2017 resolvi me cercar de pessoas que me fazem bem. Pois bem, encontrei uma amiga querida para jantar esses dias. Ela é dessas que comemoram suas conquistas como se fossem as dela, sabe? Tem mais de 60 anos e é negra. Ocupa e já ocupou importantes cargos no mercado de comunicação corporativa. Aliás, foi minha chefe. É uma mulher forte, determinada, elegante e uma profissional brilhante. Agora, te pergunto: quantas chefes negras você já teve? Ou quantas mulheres negras trabalham hoje na mesma empresa que você? Vamos mais a fundo: quantos filmes de Hollywood com protagonistas negras você já assistiu?

Mais de 50% da população brasileira é composta por afro-descendentes. Não preciso nem entrar no mérito das estatísticas sobre onde está a maioria dessa população, certo? E é sobre isso que quero falar. Não só no Brasil, mas em todo o mundo, pessoas negras são hostilizadas, marginalizadas e sofrem graves preconceitos. Em outras palavras, estão em condições de desvantagens.

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E, por incrível que pareça, uma dessas histórias virou um filme de Hollywood. UFA! Em fevereiro os cinemas brasileiros começam a exibir o filme ‘Estrelas além do tempo’ (Hidden Figures) e conta a história real de uma equipe de cientistas da NASA formada exclusivamente por mulheres afro-americanas na década de 60. Elas foram fundamentais para o sucesso da corrida espacial contra a União Soviética e na missão Apollo 11, que levou o homem à Lua em 1969. Ah, elas usaram suas mentes brilhantes e a tecnologia da IBM (o que faz o filme ficar ainda mais legal).

Sem detalhes comprometedores, juro, porque a intenção é que vocês vejam o filme. Entre 1940 e 1960, Katherine Johnson (interpretada por Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (interpretada por Octavia Spencer) e Mary Jackson (interpretada pela Janelle Monae) trabalhavam em uma sala da Nasa exclusiva para pessoas negras. Elas eram chamadas de ‘computers’ (pois é, o computador ainda não existia), porque faziam cálculos que comprovavam – ou não – hipóteses dos engenheiros da Nasa. O grupo dos ‘computadores humanos’ eram compostos por cerca de trinta mulheres negras, que utilizavam bebedores para negros, banheiros para negros, bebiam café da garrafa dos negros e frequentavam eventos só para negros. Triste realidade. Realidade de pouquíssimo tempo atrás nos Estados Unidos (quem dirá no Brasil) e diria que realidade atual na cabeça de muitas pessoas.

IMG_1588Com uma trilha sonora apuradíssima, composta por músicas de Miles Davis, Ray Charles, Alycia Keys e Pharrell Willians, entre outros, o filme é emocionante, intrigante e faz o público sentir raiva, angústia, incômodo e – acredite – vergonha alheia. É importante lembrar que estas três mulheres sofreram preconceitos por serem mulheres e por serem negras. Estas cientistas são exemplos de pessoas fortes e que não se conformaram com o lugar no qual a sociedade quis colocá-las. Elas vão, com muito esforço, para onde querem ir, como querem ir e porque querem ir. Que sejamos mais assim e que vejamos mais pessoas assim.

Da importância de ser o primeiro

Desbravar um caminho não é algo fácil, mas é totalmente necessário. Antigamente, era impensável que um negro fizesse faculdade e se tornasse um engenheiro. Essa situação fica bastante clara no filme. Hoje, ainda não se vê muitos negros médicos, engenheiros, jornalistas ou advogados, por exemplo. Reflexo de um passado recente. O fato é que por meio de atitudes invisíveis nós cultivamos esse passado. Até quando?

Tenho orgulho de escrever este post e de trabalhar para a IBM, que não ter medo de ser pioneira e que entende que inovações são feitas por pessoas e para pessoas. Para não soar piegas demais (se já soou, sorry), separei alguns “primeiros” da IBM que mostram a veia humanista e visionária da empresa:

melbaroy.jpg__800x600_q85_crop_subject_location-1310,768Em 1935 a IBM abriu a primeira escola de treinamento para mulheres. Em 1941, a empresa contratou o primeiro funcionário cego. Em 1942, a companhia desenvolveu seu primeiro programa de treinamento e desenvolvimento de pessoas com deficiência. Em 1943, uma mulher ocupou o cargo de vice-presidente da IBM. Em 1946, o primeiro vendedor negro da IBM foi contratado. Em 1953, Watson Thomas Jr, presidente da IBM na época, escreveu a primeira carta destinada à política de igualdade de oportunidade. Essa carta foi escrita uma década antes dos direitos civis. A IBM foi a primeira companhia do mundo a aceitar união de pessoas do mesmo sexo no ambiente de trabalho. IBM Brasil foi reconhecida pela ONU no prêmio WEPs, que reconhece ações afirmativas para a promoção de equidade de gênero e empoderamento da mulher.

Humanos x máquinas

Em um dado momento do filme, as moças se sentem ameaçadas pela chegada do computador. Nada mais natural. O tema humanos x máquina não surgiu hoje e frequentemente volta à tona, principalmente quando novas tecnologias são lançadas no mercado. O ponto é que quem opera máquinas e sistemas são e sempre serão os seres humanos. Quando o computador chegou, aprendemos a programar. Anos depois que um sistema da IBM venceu o melhor jogador de xadrez do mundo, plataformas como estas são utilizadas para ajudar os enxadristas a ensaiarem suas jogadas. A máquina vem para somar. Para ampliar a capacidade intelectual do homem. Hoje, os sistemas de inteligência artificial já podem ajudar profissionais dos mais diversos mercados a analisar grandes volumes de dados e a tomar decisões mais inteligentes e ágeis.

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A luta pelo fim do preconceito de gênero e de cor é de todos nós. Aliás,  a luta pela igualdade de direitos, pela inclusão social e pelos direitos humanos. E claro, não podemos esquecer o papel das empresas nesse contexto. Aqui fica meu relato sincero e a vontade de que tenhamos motivos para sorrir e comemorar verdadeiramente quando qualquer “talento oculto” nos disser: amigo, eu tenho uma nova conquista.

**Ah, dentre tantas músicas sobre esse tema, separei a Black Gold, da Eperanza Spalding, que é maravilhosa. Ouçam/vejam o clipe. Vale a pena.

*Texto por Mariana Lemos e vídeo por Bruno Favery

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