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**O vídeo a seguir foi gravado na Premiere do filme Hidden Figures em São Paulo e mostra a opinião de ilustres entrevistados sobre o contexto do longa e a realidade em que vivemos.

– Atenção – Post longo por motivos de: tema MUITO importante e estava com saudades de escrever aqui! [Se você ainda não viu o filme aviso: contém spoilers]

Dizem que para saber se alguém é seu amigo de verdade você precisa contar a ele uma grande conquista sua. Exemplo? Fui promovida. Vou fazer uma viagem dos sonhos. Estou perdidamente apaixonada e sou correspondida. Faça o teste… Se a pessoa sorrir genuinamente e comemorar com você, é seu amigo de verdade. Agora, se a primeira reação desta pessoa (aquela instintiva) for um descontentamento, desconforto, uma clara frustração… Bem, você já sabe.

Encontrei uma amiga querida para jantar esses dias. Ela é dessas que comemoram suas conquistas como se fossem as dela, sabe? Tem mais de 60 anos e é negra. Ocupa e já ocupou importantes cargos no mercado de comunicação corporativa. Aliás, foi minha chefe. É uma mulher forte, determinada, elegante e uma profissional brilhante. Agora, te pergunto: quantas chefes negras você já teve? Ou quantas mulheres negras trabalham hoje na mesma empresa que você? Vamos mais a fundo: quantos filmes de Hollywood com protagonistas negras você já assistiu?

Mais de 50% da população brasileira é composta por afro-descendentes. Não preciso nem entrar no mérito das estatísticas sobre onde está a maioria dessa população, certo? E é sobre isso que quero falar. Não só no Brasil, mas em todo o mundo, pessoas negras são hostilizadas, marginalizadas e sofrem graves preconceitos. Em outras palavras, estão em condições de desvantagens.

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E, por incrível que pareça, uma dessas histórias virou um filme de Hollywood. UFA! Em fevereiro os cinemas brasileiros começam a exibir o filme ‘Estrelas além do tempo’ (Hidden Figures) e conta a história real de uma equipe de cientistas da NASA formada exclusivamente por mulheres afro-americanas na década de 60. Elas foram fundamentais para o sucesso da corrida espacial contra a União Soviética e na missão Apollo 11, que levou o homem à Lua em 1969. Ah, elas usaram suas mentes brilhantes e a tecnologia da IBM (o que faz o filme ficar ainda mais legal).

Sem detalhes comprometedores, juro, porque a intenção é que vocês vejam o filme. Entre 1940 e 1960, Katherine Johnson (interpretada por Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (interpretada por Octavia Spencer) e Mary Jackson (interpretada pela Janelle Monae) trabalhavam em uma sala da Nasa exclusiva para pessoas negras. Elas eram chamadas de ‘computers’ (pois é, o computador ainda não existia), porque faziam cálculos que comprovavam – ou não – hipóteses dos engenheiros da Nasa. O grupo dos ‘computadores humanos’ eram compostos por cerca de trinta mulheres negras, que utilizavam bebedores para negros, banheiros para negros, bebiam café da garrafa dos negros e frequentavam eventos só para negros. Triste realidade. Realidade de pouquíssimo tempo atrás nos Estados Unidos (quem dirá no Brasil) e diria que realidade atual na cabeça de muitas pessoas.

IMG_1588Com uma trilha sonora apuradíssima, composta por músicas de Miles Davis, Ray Charles, Alycia Keys e Pharrell Willians, entre outros, o filme é emocionante, intrigante e faz o público sentir raiva, angústia, incômodo e – acredite – vergonha alheia. É importante lembrar que estas três mulheres sofreram preconceitos por serem mulheres e por serem negras. Estas cientistas são exemplos de pessoas fortes e que não se conformaram com o lugar no qual a sociedade quis colocá-las. Elas vão, com muito esforço, para onde querem ir, como querem ir e porque querem ir. Que sejamos mais assim e que vejamos mais pessoas assim.

Da importância de ser o primeiro

Desbravar um caminho não é algo fácil, mas é totalmente necessário. Antigamente, era impensável que um negro fizesse faculdade e se tornasse um engenheiro. Essa situação fica bastante clara no filme. Hoje, ainda não se vê muitos negros médicos, engenheiros, jornalistas ou advogados, por exemplo. Reflexo de um passado recente. O fato é que por meio de atitudes invisíveis nós cultivamos esse passado. Até quando?

melbaroy.jpg__800x600_q85_crop_subject_location-1310,768Em 1935 a IBM abriu a primeira escola de treinamento para mulheres. Em 1941, a empresa contratou o primeiro funcionário cego. Em 1942, a companhia desenvolveu seu primeiro programa de treinamento e desenvolvimento de pessoas com deficiência. Em 1943, uma mulher ocupou o cargo de vice-presidente da IBM. Em 1946, o primeiro vendedor negro da IBM foi contratado. Em 1953, Watson Thomas Jr, presidente da IBM na época, escreveu a primeira carta destinada à política de igualdade de oportunidade. Essa carta foi escrita uma década antes dos direitos civis. A IBM foi a primeira companhia do mundo a aceitar união de pessoas do mesmo sexo no ambiente de trabalho. IBM Brasil foi reconhecida pela ONU no prêmio WEPs, que reconhece ações afirmativas para a promoção de equidade de gênero e empoderamento da mulher.

Humanos x máquinas

Em um dado momento do filme, as moças se sentem ameaçadas pela chegada do computador. Nada mais natural. O tema humanos x máquina não surgiu hoje e frequentemente volta à tona, principalmente quando novas tecnologias são lançadas no mercado. O ponto é que quem opera máquinas e sistemas são e sempre serão os seres humanos. Quando o computador chegou, aprendemos a programar. Anos depois que um sistema da IBM venceu o melhor jogador de xadrez do mundo, plataformas como estas são utilizadas para ajudar os enxadristas a ensaiarem suas jogadas. A máquina vem para somar. Para ampliar a capacidade intelectual do homem. Hoje, os sistemas de inteligência artificial já podem ajudar profissionais dos mais diversos mercados a analisar grandes volumes de dados e a tomar decisões mais inteligentes e ágeis.

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A luta pelo fim do preconceito de gênero e de cor é de todos nós. Aliás,  a luta pela igualdade de direitos, pela inclusão social e pelos direitos humanos. E claro, não podemos esquecer o papel das empresas nesse contexto. Aqui fica meu relato sincero e a vontade de que tenhamos motivos para sorrir e comemorar verdadeiramente quando qualquer “talento oculto” nos disser: amigo, eu tenho uma nova conquista.

**Ah, dentre tantas músicas sobre esse tema, separei a Black Gold, da Eperanza Spalding, que é maravilhosa. Ouçam/vejam o clipe. Vale a pena.

*Texto por Mariana Lemos e vídeo por Bruno Favery

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