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Sair do armário é libertador. Não, não falo por experiência própria, pois nasci heterossexual e não precisei lutar pela liberdade de gostar de quem eu quisesse. Nem mesmo tive problemas em me identificar como mulher… e por apenas essas duas características já tive algumas facilidades que, infelizmente, muitos não têm. Não são todos que conseguem demostrar o que sentem, nem mesmo de assumir uma identidade que não vai de encontro aos padrões tradicionais. Na maioria das vezes não porque não querem, mas porque sabem que as consequências podem prejudicar seu futuro.

Por isso que acredito que falar sobre inclusão LGBT nunca deixará de ser importante. Para quem não sabe, essas quatro letras representam: Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais, onde os três primeiros são relacionados a orientação sexual e o último sobre identidade de gênero. Hoje sabemos que existem grupos de apoio e pessoas que buscam esclarecimento sobre o assunto para ajudar como podem. Mas mesmo quando se tem o apoio de familiares, amigos ou de grupos específicos, a sociedade como um todo não está aberta para receber uma pessoa LGBT como ela é e isso é um problema.

Foi pensando nesse público que grandes empresas se juntaram, trocaram experiências e discutiram sobre o apoio a funcionários pertencentes ao grupo LGBT. O LGBT Tech, que aconteceu no último dia 10, uniu grandes nomes da tecnologia como IBM, Google, Facebook e Linkedin, na sede da IBM, em São Paulo, para mostrar que a importância da inclusão não é simplesmente uma questão de lucro e produtividade para companhias, mas que estamos falando de seres humanos que precisam estar dentro do mercado de trabalho e da sociedade como um todo. Eu tive a oportunidade de participar e ver que muito está sendo feito, mas que ainda há muito o que fazer.

Inclusão é uma palavra bonita no papel ou em um discurso, mas o que de fato as empresas têm feito para serem inclusivas? Quem falou um pouco disso foi Reinaldo Bulgarelli, sócio-diretor da Txai, consultoria que visa a criação de programas de responsabilidade social dentro das empresas. Ele mostrou a necessidade do apoio e incentivos por parte da liderança das empresas em áreas que promovam a diversidade. Isso faz bastante sentido, já que um funcionário gay, por exemplo, precisa se sentir à vontade em se assumir no ambiente de trabalho e para isso esse ambiente precisa estar aberto.

Uma parte do evento que eu particularmente gostei bastante foi a dinâmica com Alex Silva, do Google. Com quatro estrelas de cinco pontas de cores diferentes distribuídas pela plateia, ele contou sobre como as relações interferem na vida de uma pessoa LGBT. Em cada ponta tínhamos que escolher atividades, sonhos e pessoas que fazem parte de nossa vida e a quem iríamos assumir a identidade LGBT. Sobre cada cor de estrela, uma história de reação diferente sobre a notícia era contada e durante todo o processo, mesmo sem ser do grupo LGBT, pude sentir como apoio e aceitação fazem toda a diferença e que muitos do grupo precisam de muita coragem para seguir na vida quando um familiar ou grande amigo reage mal e se afasta por sua orientação sexual ou de gênero.

Participar deste evento permitiu expandir meus horizontes e ver que empatia e respeito devem estar em toda hora e lugar, inclusive entre grandes corporações. Ver que empresas concorrentes no mercado se uniram em uma sexta-feira à noite para falar exclusivamente sobre o assunto, já foi gratificante. A diversidade é o futuro e abraça-la é o melhor que podemos fazer.

* Texto: Gabriela Almeida | Vídeo: Bruno Favery

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Comentários

Andressa Dias
16 de março de 2017

Muito orgulho dessa empresa linda e que muda o mundo, IBM!!!! Me sinto feliz e cada vez mais motivada em lutar pela diversidade, e por um mundo melhor como IBMista e pessoa!!! <3

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