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Reconhecido como o mês do orgulho LGBT ou Orgulho Gay, junho nos levou a pensar, mais uma vez, em como estamos caminhando com essa questão. Com muita celebração e mensagens positivas sobre respeito, há ainda a lembrança de dias difíceis que muitas vezes mostram resquícios de resistência. Assim como a luta ao direito de voto aos negros e mulheres, conquistas em direção à igualdade sempre exigiram pessoas corajosas que deram a cara a tapa e desafiaram o status quo. Com a comunidade LGBT não foi e não é diferente. Há 48 anos, em uma época de grande repressão e perseguição à gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis nos Estados Unidos, policiais invadiram um bar frequentado por essa comunidade, o Stonewall Inn, causando uma rebelião que marcou a luta LGBT. As ações repressoras e violentas tiveram o efeito contrário ao desejado. Em 1970, no ano seguinte ao da revolta, foi organizada a primeira parada do orgulho gay, em Nova Iorque.

O movimento só cresceParada Gayu e anos mais tarde, em 1995, as terras tupiniquins ganhavam sua primeira parada. Muito tempo se passou depois disso e ainda hoje temos muito o que falar sobre respeito e inclusão. Casais homoafetivos já se beijam em novelas, leis foram criadas para união estável, debates, avanços, enfim, muito foi feito, mesmo assim ainda há muito a se fazer. No último fórum Gestão da Diversidade e Inclusão, que aconteceu em São Paulo, pude ver o quanto é importante a participação das empresas para incentivar a inclusão da diversidade tanto no ambiente de trabalho, quanto na sociedade. Como diz a ex-líder de diversidade e inclusão da IBM para América Latina, Eliane Ranieri, as empresas precisam reconhecer a importância de incluir as minorias em seus negócios e não apenas pela contratação, mas pelo desenvolvimento profissional dessas pessoas, que são tão capazes como qualquer outra.

Pensando em números, o consultor de gestão em empresas, Carlos Temperini, trouxe informações bem relevantes. No Brasil, cerca de 76% dos colaboradores de uma empresa que percebem um ambiente diverso, preocupam-se em trazer novas ideias. Em contrapartida, apenas 5% das companhias brasileiras estão interessadas em saber se seus funcionários reconhecem um ambiente inclusivo e diverso.

Com esses dados foi possível verificar que ainda não há foco e percepção das corporações em agregar valor por meio da diferença entre seus colaboradores. Um ambiente acolhedor e aberto à diferença, além de promover o respeito, acelera o desenvolvimento da própria empresa. Isso porque pessoas se sentem mais engajadas quando sabem que serão ouvidas e respeitadas, quando podem compartilhar ideias com seus colegas e gestores, sem julgamentos que envolvam sua orientação sexual ou iBox Post LGBTdentidade de gênero.

Como lembra Eliane, que trabalhou durante anos na IBM à favor da diversidade na companhia, não tem como qualquer empresa, do tamanho que seja, avançar só pensando no mercado e em seus produtos e esquecer de olhar para dentro de sua gestão. “A IBM não seria a empresa que ela é hoje apenas pensando em como investir em altas tecnologias como inteligência artificial, mas também se preocupando sobre o que o seu funcionário precisa”.

É maravilhoso quando vemos aqui em nosso país uma das maiores paradas gay do mundo, mas como é o dia a dia de pessoas gays, lésbicas, bissexuais, intersexuais, transexuais e travestis? Essas pessoas estão representadas no mercado? Elas estão economicamente ativas e independentes? Elas se sentem livres para se assumirem dentro de suas empresas? Essa reflexão não é para o amigo da amiga que tem um conhecido trans. É para todos nós, colegas de trabalho e líderes. O engajamento tem que vir de todos, até o momento que não precisaremos mais falar sobre isso.

*Por Gabriela Almeida

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