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Como estar aberto para a diferença? Como se desenvolver e ser uma pessoa melhor? Além de crescimento pessoal, hoje em dia muitas empresas valorizam a formação de equipes multidisciplinares, onde cada integrante tem seu papel fundamental e juntos trazem a inovação. Inclusive isso já foi comprovado por pesquisas e cada vez mais companhias estão atrás de uma rede de colaboradores diversos, que saibam trabalhar em conjunto sem perderem ou reprimirem suas peculiaridades.

Acontece que nem sempre sabemos lidar com o que é diferente e novo e isso muitas vezes gera conflitos dentro de uma corporação. É natural aceitarmos em um primeiro momento aquele com quem nos identificamos, enquanto mantemos distância de quem bate de frente conosco.

Uma das propostas para ajudar nessa questão veio da psicóloga norte-americana, Carol Dweck, que desenvolveu a ideia de mindset, não somente como mentalidade, que é sua tradução literal para o português, mas de uma maneira profunda, que apresenta um conjunto de crenças e pensamentos que predispõem a forma como nos comportamos e agimos.

Por meio de suas pesquisas, a psicóloga definiu dois tipos de mindset, o fixo e o de crescimento. O mindset fixo representa a zona de conforto, de quem não se desafia e acredita que habilidades intelectuais são fixas, com a concepção de que uma pessoa sabe ou não sabe, é ou não é. Por outro lado, há o mindset de crescimento, que nada mais é do que uma mentalidade ligada a ideia de desenvolvimento e aprendizado. Pessoas que treinam o mindset de crescimento acreditam que a inteligência e capacidade não são pré-determinadas ao nascer, mas sim desenvolvidas com treinamento e aprendizado, algo que de acordo com a psicóloga é essencial para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional.

giphy (2)Na realidade, a maioria de nós ainda permanece e trabalha o mindset fixo. Como argumento, Carol dá um exemplo muito comum. Temos como objetivo principal, desde a infância, parecer inteligente. Algo totalmente compreensível, pois é uma qualidade humana e ninguém quer parecer o contrário. Porém, com o mindset fixo não nos preocupamos em de fato adquirir conhecimento por meio da incerteza e da falha, mas somente com o objetivo de ser considerado inteligente. Somos treinados a tirar a melhor nota e quando conseguimos paramos de nos desafiar, ficamos estagnados. Afinal, o que tiramos do processo?

Para entender melhor a importância de abrir a mente para o novo, tive a oportunidade de acompanhar uma experiência que prometia ser, no mínimo, divertida. Em junho deste ano, na unidade da IBM em São Paulo, pude ver fãs e leigos que compõe a equipe de RH da IBM, falando sobre diversidade, usando como analogia a saga Star Wars. Aparentemente um momento de descontração, mas que no contexto trouxe uma reflexão para todos os presentes, representada pelos personagens Han Solo, Chewbacca, mestre Yoda, Leia e Luke Skywalker. Tantos personagens diferentes, mas com um propósito em comum e que se mantêm unidos mesmo com todas as dificuldades. De repente o discurso saiu da ficção e se encaixou como uma luva na vida real. Por que precisamos do diferente?

Star Wars bonecoAlgo que pude perceber por experiência própria é que a maneira mais enriquecedora de aprender coisas novas é estar em contato com pessoas que pensam diferente de mim. Temos que aceitar que todos têm algo a ensinar, mas que depende de cada um aproveitar os benefícios do que nos é apresentado. Saber perceber novas soluções para um mesmo desafio, pensar nas possibilidades, errar e se alegrar com o progresso é o que se transformará em experiência e sabedoria no final das contas.

Voltando ao mundo da ficção, ser “o escolhido” em qualquer história não teria o mesmo impacto às pessoas se não fosse pelo processo de desenvolvimento. Em Star Wars, por exemplo, Luke Skywalker ralou um bocado até virar um grande Jedi (mestre Yoda que o diga). E essa é a graça, seja nos filmes ou em nossas próprias vidas. Essa crença de adquirir habilidades e conhecimento por meio de um processo constante determina como iremos enfrentar desafios, nos relacionarmos, quais escolhas faremos, resumidamente, como seguiremos com a nossas vidas.

Faz sentido para você? Confira o vídeo abaixo e se inspire!

*por Gabriela Almeida

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