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Nos últimos dois anos, o tema inteligência artificial (IA) é o que mais apareceu na minha agenda. Parece ser algo que pula de todos os lados. Dias atrás, o programa da Ana Maria Braga, na TV Globo, apresentou uma longa matéria falando sobre esse tema, mostrando cenas de robôs numa cozinha industrial, cozinhando e montando pratos de comida. Cabe dizer que a matéria foi justa e bem equilibrada de conteúdo, apesar de cair na tradicional perspectiva de associar inteligência artificial a robôs e a discussão recorrente do desemprego causado pela tecnologia.

Ao longo desse tempo eu me senti um privilegiado por viver a realidade da evolução dessa tecnologia. Infelizmente, de forma generalista, o grande público pensa IA como algo dos Jetsons, de ficção científica, algo frio e dissociado do calor e da emoção humana. Essa percepção afasta as pessoas, em vez de aproxima-las do verdadeiro potencial que essa tecnologia pode trazer. Isso não acontece somente com a inteligência artificial. De forma geral, tecnologias emergentes provocam ansiedade, insegurança e até medo em grande parte das pessoas, sentimentos causados pelo desconforto em lidar com algo que desconhecemos.

O número de projetos envolvendo tecnologias cognitivas e IA nas empresas no Brasil já é enorme. Eu vivo isso dentro da IBM com a tecnologia Watson, mas não somos os únicos, existem outros provedores oferecendo variações da tecnologia no mercado, criando e desenvolvendo projetos também. As dezenas de projetos que acompanho, alguns apenas como expectador, outros com atuação direta, me trazem um entendimento completamente distinto dessa visão popular de uma IA futurista e distante do ser humano.

tumblr_p0azh8xbi21s141c3o1_500 (1)A maioria das pessoas que começam um projeto de IA dentro de uma empresa tenta encaixar a tecnologia dentro do modelo já existente de negócios e dos processos empresariais constituídos. Ou seja, elas entram com uma visão muito específica, as vezes limitada, olhando a tecnologia como algo complementar ao que já existe, e não com uma visão transformadora e disruptiva. Trata-se de uma percepção muito acanhada do que essa tecnologia pode trazer.

A nossa experiência com esses projetos mostra que, conforme a organização vai aprendendo e entendendo o potencial das tecnologias cognitivas, as cabeças das pessoas vão mudando e se expandindo, novas ideias e propostas surgem, propostas mais ousadas e transformadoras são colocadas na mesa, até que questões sobre mudanças de modelos de negócio aparecem. Essa é uma jornada evolutiva e de descobertas contínuas, pois o ponto de partida normalmente é algo mais específico e tático, e a linha de chegada pode ser formada de possibilidades infinitas… talvez nem tenha linha de chegada.

Os projetos mais encantadores são aqueles em que as pessoas e organizações se permitem sonhar. Imaginar um futuro é um exercício extraordinário. Em muitos projetos atuais, que já estão em curso, nos deparamos com pessoas que têm sonhos. Nas reuniões de design thinking e planejamento elas se permitem voar, questionar as possibilidades e as limitações. São essas pessoas que movem os grandes projetos, não exatamente pela complexidade operacional, nem pelo tamanho, mas pelo propósito. O que ocorre quase sempre nessas situações, é que as novas tecnologias passam a ser vistas como outros olhos, com um potencial muito além daquele visto pelos que não sonham. O momento mágico acontece ali, no sonho, no propósito. Ter pessoas sonhadoras nos grupos de projeto levam a discussão e as possibilidades para outros patamares.

Para tangibilizar esse conceito de construção de sonhos através da tecnologia, a IBM Brasil criou uma série de cinco vídeos, estrelada por pessoas reais que sonham e realizam. A série tem um nome que adorei: “Construindo sonhos”. Aqui descobrimos pessoas, organizações, propósitos, brilho nos olhos e uma certeza absoluta de um mundo melhor através da tecnologia.

Essa série tem uma significado muito pessoal para mim pois ela carrega a principal razão que me faz trabalhar na área de tecnologia durante tanto tempo: a evolução da sociedade… sempre para melhor. Não valorizo a tecnologia pela tecnologia, mas sim pela sua capacidade de transformar e empoderar as pessoas… ou, falando de outra forma, pela sua capacidade de transformar sonhos em realidade. Essa série representa muito bem o que sempre me moveu durante todos esses anos. Tenho certeza que você vai curtir as histórias e as imagens.

Você pode ver a PLAYLIST de todos os vídeos, através desse link.

Ou optar por assistir os vídeos individualmente.

Sonhos transformando serviços

Sonhos transformando a saúde

Sonhos transformando a educação

Sonhos transformando a agricultura

Sonhos transformando o atendimento ao cliente

 

* Por Mauro Segura

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